sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Acidente com autocarro em França provoca “várias vítimas”... Autocarro saiu da estrada e embateu contra uma árvore em França. O ministro francês dos Transportes está a caminho do local

© the-sun.com    Por  expresso.pt   06/11/2026 

 Um acidente com um autocarro esta sexta-feira de manhã em Lent, no departamento francês de Ain, perto da fronteira com a Suíça, provocou “várias vítimas”, segundo as autoridades locais, citadas pela Reuters.

O acidente ocorreu cerca das 7h na estrada D22: o veículo “saiu da estrada e embateu contra uma árvore numa vala”, afirmou à AFP o presidente da Câmara de Lent, Yves Cristin, citado pelo “Le Monde”. O autarca adiantou que duas pessoas se encontravam em paragem cardiorrespiratória e havia vários feridos, não existindo ainda um balanço oficial mais detalhado. Ainda segundo a Reuters, o ministro francês da Educação, Édouard Geffray, refere um autocarro escolar,.

As autoridades ativaram o centro operacional de Ain para coordenar a resposta à emergência. Dois helicópteros foram mobilizados e o ministro francês dos Transportes, Philippe Tabarot, anunciou nas redes sociais que estava a caminho do local do acidente.


Micróbios da Terra podem sobreviver em condições semelhantes a Marte... Um estudo revelou que micróbios da Terra podem crescer em condições extremas semelhantes às que existiriam abaixo da superfície de Marte, abrindo novas possibilidades na busca por vida.

© Lusa   06/11/2026 

Uma investigação revelou que os micróbios da Terra podem crescer em condições extremas semelhantes às que poderiam existir logo abaixo da superfície de Marte, sugerindo novas linhas de investigação na procura de possível vida celular no "Planeta Vermelho".

O trabalho foi publicado na revista 'Applied and Environmental Microbiology', uma publicação da Sociedade Americana de Microbiologia, noticiou na quinta-feira a agência Efe.

O estudo, liderado por Adam Robinson, investigador da Universidade da Florida, testou se um microrganismo halófilo conseguiria fazer mais do que apenas sobreviver às várias condições adversas de Marte.

Estas condições incluem as que existiriam à superfície e, potencialmente, no subsolo.

O micróbio conseguiu reproduzir-se e utilizar substâncias químicas do seu meio ambiente para manter o seu metabolismo, embora o seu crescimento tenha sido consideravelmente mais lento do que em culturas semelhantes mantidas sob a pressão atmosférica terrestre.

Os micróbios cresceram durante meses em apenas uma fração da atmosfera normal da Terra, numa solução sete vezes mais salgada do que a água do mar e respirando substâncias químicas semelhantes à lixívia.

Os cientistas concentraram-se no Haloferax volcanii, um micróbio conhecido como extremófilo devido à sua capacidade de tolerar condições extremas aqui na Terra.

Escolheram o Haloferax devido à sua conhecida preferência por ambientes com elevada concentração de sal, semelhantes aos que se encontram no subsolo pouco profundo de Marte.

Experiências anteriores tentaram responder a questões semelhantes. Os investigadores cultivaram micróbios terrestres sob condições específicas de stress associadas a Marte, como altas concentrações de sal ou baixa pressão.

Outros estudos verificaram se os organismos sobrevivem após a exposição simultânea a diversas condições extremas, muitas vezes durante apenas algumas horas ou dias.

"Muito menos estudos conseguiram combinar estas condições e demonstrar que os microrganismos podem crescer ativamente", realçou Robinson.

Para esta experiência, a equipa manteve culturas de Haloferax em condições isentas de oxigénio e ricas em dióxido de carbono durante 160 dias.

Os micróbios receberam nitrato ou perclorato, compostos relevantes para Marte que poderiam ser utilizados em vez de oxigénio durante a respiração.

As culturas que não receberam nenhum destes compostos químicos permaneceram viáveis, mas não apresentaram um crescimento apreciável, o que ajudou os cientistas a distinguir entre sobrevivência e reprodução.

A observação dos processos microbianos nestas condições pode ajudar os cientistas a diferenciar possíveis bioassinaturas de células extintas de processos biológicos de células vivas ou existentes.

Os investigadores também observaram estruturas densas, chamadas biofilmes, nas culturas que cresciam sob baixa pressão.

É possível que estes biofilmes tenham ajudado a reter água na solução salina, uma vez que as culturas perderam pouca água durante a experiência.

O laboratório não reproduziu todas as condições que os organismos encontrariam em Marte. As culturas foram mantidas a 21 graus Celsius, enquanto a maior parte do subsolo marciano é muito mais frio.

Além disso, receberam nutrientes fornecidos pelos investigadores. E a existência de bolsas de água líquida, cuja presença a experiência visava simular, ainda não foi confirmada em Marte.

"O ambiente que estamos a simular nesta experiência não foi observado em Marte, mas acredita-se que exista", ressalvou Robinson.

Esta distinção é importante. Os resultados não provam que existe vida em Marte hoje. No entanto, sugerem que futuras missões que explorem o subsolo do planeta deveriam considerar a possibilidade de alguns ambientes albergarem vida ativa, em vez de procurar apenas evidências de que a vida existiu há milhares de milhões de anos.


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Uma equipa de cientistas chineses conseguiu arrefecer uma nuvem de átomos de rubídio até uma temperatura equivalente a 9,7 picokelvin na estação espacial Tiangong, estabelecendo um novo recorde em experiências de temperaturas ultrabaixas.

Uma equipa de cientistas chineses conseguiu arrefecer uma nuvem de átomos de rubídio até uma temperatura equivalente a 9,7 picokelvin na estação espacial Tiangong, estabelecendo um novo recorde em experiências de temperaturas ultrabaixas.

O estudo, publicado na revista científica Science, foi realizado no laboratório de física de átomos ultrafrios instalado no módulo Mengtian da estação espacial chinesa, informou hoje a televisão estatal CCTV...

Bolsonaro reaparece em conferência conservadora na Florida após perder eleições no Brasil... O senador brasileiro Flávio Bolsonaro reapareceu em público na reunião anual da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Mar-a-Lago, propriedade do Presidente norte-americano, Donald Trump, na primeira aparição presencial desde que deixou o Brasil.

Por  RTP/Lusa    06/11/2026

Imagens divulgadas a partir do evento, na quinta-feira, mostram Flávio Bolsonaro no encontro conservador, onde estava prevista a participação num fórum durante a gala da conferência, ao lado do ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta o pai e ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no filme biográfico "Dark Horse".

Embora a intervenção na Florida não tenha sido publicada na íntegra, num vídeo divulgado na rede social X por um jornalista conservador brasileiro, Bolsonaro afirmou que "tudo estava sob o controlo de Deus" e que "as portas que Deus abre, ninguém as pode fechar", num excerto em que o senador falou sobre a fé e as expectativas para o futuro.

Bolsonaro chegou aos Estados Unidos no passado dia 28 de outubro e, numa entrevista publicada pelo The New York Times, recusou-se a revelar como conseguiu sair do Brasil.

"Levarei isso para o túmulo", disse sobre os detalhes da viagem, embora tenha afirmado não ter recebido ajuda de "absolutamente ninguém, de nenhum Governo": "Fui sozinho".

O jornal informou, num segunda publicação, que um funcionário da Casa Branca tratou do frete do avião que o transportou para Miami e que a entrada nos Estados Unidos foi autorizada diretamente por Trump.

Assinalou também que um dos principais conselheiros do Presidente argentino, Javier Milei, o recebeu num aeroporto de Puerto Iguazú. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou que Washington tivesse facilitado a saída do Brasil.

De acordo com imagens divulgadas por participantes no evento, Flávio compareceu ao encontro acompanhado pelo irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, igualmente procurado pela Justiça brasileira, e que também figura entre os participantes desta edição.

A CPAC é presidida por Matt Schlapp, ex-assessor da Casa Branca e líder conservador próximo do Partido Republicano.

Fundada em 1974, a conferência tornou-se um dos principais pontos de encontro do conservadorismo norte-americano e internacional, onde políticos, ativistas e financiadores debatem estratégias e promovem as suas agendas políticas.

Esta não é a primeira participação de Flávio Bolsonaro na conferência: o senador já interveio em março passado numa edição realizada no Texas, onde proferiu um discurso perante o movimento conservador norte-americano.