domingo, 19 de abril de 2026

EUA capturam navio iraniano no Golfo de Omã... Forças militares dos EUA capturaram um navio iraniano no Golfo de Omã por alegada violação do bloqueio imposto por Washington, anunciou hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump

Por LUSA 

Segundo Trump, o navio, identificado como Touska, foi intercetado pelo contratorpedeiro USS Spruance após não responder a comunicações.

O chefe de Estado indicou que a tripulação foi detida depois de uma ação militar que incluiu danos na casa das máquinas da embarcação, acrescentando que o navio se encontra sob custódia de fuzileiros navais norte-americanos.

Trump afirmou que o Touska integra a lista de alvos de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um alegado histórico de atividades ilegais, informação confirmada pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros.

O navio é descrito como um porta-contentores de bandeira iraniana com cerca de 275 metros de comprimento.

Entretanto, a companhia francesa CMA CGM revelou que um dos seus cargueiros foi alvo de disparos de advertência no Estreito de Ormuz, no sábado, sem registo de vítimas.

Segundo a empresa, a embarcação sofreu danos ligeiros e foi forçada a regressar, sem que tenha sido identificada a origem dos tiros.

A Organização Marítima Internacional confirmou que o navio foi atingido, mas não avançou detalhes adicionais.

Trump tinha anteriormente acusado o Irão de disparar contra um navio francês e outro britânico na região, agravando as tensões numa das principais rotas marítimas do comércio mundial.


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O Irão não planeia, neste momento, participar em novas negociações com os Estados Unidos, que tinham anunciado o envio de uma equipa de negociação para o Paquistão, noticiou hoje a televisão estatal iraniana.

CIDADÃOS GUINEENSES RETIDOS NO AEROPORTO DE LISBOA

Radio TV Bantaba 

Bissau, 19 de abril de 2026 – Sete cidadãos da Guiné-Bissau, estudantes, encontram-se retidos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, desde a última sexta-feira, 17 de abril, após terem sido impedidos de entrar em território português, uma vez que apresentaram todas as documentações exigida pelas autoridades de imigração portuguesa.  

De acordo com informações recolhidas pela nossa redação, as autoridades portuguesas afirmaram que os estudantes deviam apresentar os termos de responsabilidade de acordo com a zona de residência e o comprovativo de pagamento das propinas nas instituições de ensino em que estavam inscritos, deviam ser pagas na totalidade, além de outros documentos essenciais considerados fundamentais para a atribuição de visto de entrada destinado a estudantes estrangeiros.  

Fontes familiares dos retidos afirmaram que contactaram advogados, mas sem sucesso, e que foram impedidos de ter acesso às informações sobre os jovens, que desde sexta-feira enfrentam condições precárias no aeroporto lisboeta, onde aguardam decisão das autoridades portuguesas. Entre as dificuldades apontadas estão a ausência de alojamento confortável, escassez de alimentação – limitada a maçã, água e sopa, fornecidas duas vezes por dia – e falta de produtos de higiene e de uso pessoal.  

As mesmas fontes lamentaram o sucedido e apelaram a uma rápida intervenção das entidades competentes da Guiné-Bissau, sublinhando a necessidade de garantir condições dignas aos cidadãos em situação de retenção e de agilizar os procedimentos administrativos urgentes que possam conduzir a uma solução viável.  

PR cabo-verdiano alerta em Portugal para discriminações contra comunidade na diáspora.... O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, alertou hoje na Maia (distrito do Porto) para discriminações e restrições à mobilidade da comunidade cabo-verdiana emigrada noutros países, no arranque da V Presidência na Diáspora, em Portugal.

© Lusa     19/04/2026 

"Há, neste momento, mais restrições à mobilidade. E há mais discriminações às comunidades emigradas. Em todo o mundo, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Temos de ter consciência disso", disse hoje num encontro com a comunidade cabo-verdiana da região do Porto, que decorreu no Auditório Principal da Universidade da Maia.

Para José Maria Neves, é importante os cabo-verdianos estarem "conscientes desse facto", sendo igualmente necessário que se faça "tudo para conhecer os desafios e defender os interesses dos cabo-verdianos espalhados pelo mundo".

Dando como exemplo os Estados Unidos, em que "os vistos para turismo e negócios estão sujeitos a uma caução que pode ir até aos 15 mil dólares", o chefe do Estado apontou que "na Europa também há muitas restrições à mobilidade".

"É claro que nós temos conversado com vários governos, mesmo com o governo dos Estados Unidos é preciso manter o diálogo, as pontes, para mostrar que a comunidade cabo-verdiana é uma comunidade que não causa problemas, é uma comunidade trabalhadora, é uma comunidade que se integra bem e que tem dado um grande contributo para o desenvolvimento dos países de acolhimento", apontou.

José Maria Neves considerou ainda "importante a participação cívica e a participação política nos países de acolhimento".

Numa sessão em que também apelou à participação nas eleições legislativas de 17 de maio e assinalou o aumento do custo de vida para as comunidades emigrantes, vários elementos do público colocaram questões ao Presidente da República, sobretudo jovens estudantes preocupados não só com as questões de discriminação, mas também com o valor das bolsas de estudo.

Vasco Costa, estudante de Engenharia, mostrou-se preocupado com "o aumento da xenofobia, do racismo e de inúmeras situações em que os estudantes têm-se sujeitado a inúmeras humilhações" em Portugal, nomeadamente no processo de regularização dos seus processos, além das questões do custo de vida.

"Sabemos que em vários países está a crescer a xenofobia, o racismo, etc. Temos é de continuar a colocar as nossas questões a todos os partidos políticos, a todos os partidos políticos nos países de acolhimento, aos governos, às autoridades municipais, para irmos protegendo e ir propondo acordos aos diferentes países para irmos protegendo os cabo-verdianos que estão em muitos países", respondeu José Maria Neves.

O Presidente de Cabo Verde comprometeu-se ainda a "levar essa questão das bolsas, do valor das bolsas, para colocar ao Governo, após as eleições, qualquer que seja o Governo" formado após as legislativas de 17 de maio.

José Maria Neves iniciou hoje na Maia a V Presidência na Diáspora, sobretudo no Norte de Portugal, e segunda-feira será recebido pelo Presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, nos Paços do Concelho, indo também a Lisboa ser recebido pelo Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, na sexta-feira.

"Entre os dias 19 [hoje] e 26 de abril [domingo], José Maria Neves cumprirá uma intensa agenda nos municípios do Porto, Guimarães, Braga e Barcelos, além de deslocações a Tondela, no distrito de Viseu, e a Lisboa, em áreas estratégicas como a Saúde, o Ensino Superior e a Inovação, bem como a cooperação descentralizada", pode ler-se numa nota de imprensa no 'site' da Presidência de Cabo Verde.

Candidatos à ONU começam a ser ouvidos terça-feira em Nova Iorque... O diálogo interativo com os quatros candidatos a secretário-geral da ONU arranca na terça-feira, num processo que moldará o futuro do multilateralismo e que poderá levar, pela primeira vez na história da organização, à eleição de uma mulher.

© Getty Images     Por  LUSA   19/04/2026 

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet será a primeira candidata a ser ouvida, na manhã de terça-feira, em Nova Iorque, seguindo-se o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, na tarde do mesmo dia.

Na quarta-feira será a vez da ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, que terá a sua audição de manhã, e do ex-presidente senegalês Macky Sall, que será ouvido no período da tarde.

A diplomata argentina e ex-representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, chegou a entrar na corrida para suceder a António Guterres como líder da ONU através da nomeação das Maldivas. Contudo, a nação insular acabou por retirar o apoio à sua candidatura, eliminando-a assim do processo eleitoral.

Cada potencial candidato teve de ser oficialmente indicado por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Todas as sessões de diálogo interativo serão transmitidas 'online' e decorrerão na sala do Conselho de Tutela das Nações Unidas, um dos seis principais órgãos da organização, em Nova Iorque.

Cada candidato terá a oportunidade de apresentar a sua declaração de visão para a organização, responder às perguntas dos Estados-membros e interagir com entidades da sociedade civil.

A sessão de cada candidato terá três horas de duração, período que será dividido, numa primeira fase, em torno das declarações de visão pessoal e das competências de gestão do candidato.

Na segunda parte, serão abordados três pilares: a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e o clima, e os direitos humanos.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato de cinco anos em 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Já se passaram 35 anos desde que um latino-americano liderou a ONU. A região argumenta que ignorar essa tradição agora quebraria o pacto informal e não escrito que mantém o equilíbrio geográfico da ONU.

Contudo, muitas nações africanas argumentam que, como Guterres (Europa Ocidental) representou uma "interrupção" na rotação em 2016 (informalmente, era a vez da Europa Oriental), o ciclo está efetivamente quebrado e alegam que o fardo da manutenção da paz de África confere ao continente o direito de liderar.

Muitos países também defendem que uma mulher ocupe o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

Contudo, são os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho, que realmente têm a decisão nas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-Geral pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.

O Conselho de Segurança realizará votações secretas - chamadas de votações informais -- até que chegue a um consenso. 

Por fim, os cinco membros permanentes do Conselho com poder de veto - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - devem concordar com um candidato. 

O Conselho adotará então uma resolução, tradicionalmente a portas fechadas, recomendando uma nomeação para a Assembleia-Geral. A resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada.

Embora se presuma que a resolução conterá o nome de um único candidato (uma convenção que remonta a 1946; não uma regra restrita), crescem os apelos para que o Conselho apresente à Assembleia-Geral dois ou mais candidatos, entre os quais uma seleção possa ser feita. 

A Assembleia-Geral, assim como líderes mundiais através do Pacto para o Futuro, incentivaram todos os Estados a considerarem a nomeação de candidatas mulheres.

A carta de competências exige que o próximo secretário-geral demonstre fortes capacidades de liderança, dedicação e eficácia, com experiência em estruturas de governação, assim como em relação às Nações Unidas e à gestão da instituição à luz das reformas.

Embora a escolha de um secretário-geral da ONU seja sempre um momento de grande atenção no universo dos assuntos multilaterais, a eleição deste ano chega num momento de grave crise multidimensional da instituição, que tem em risco a sua influência e orçamento.

Apesar dos esforços do atual secretário-geral para tentar convencer o mundo de que a ONU é hoje mais vital do que nunca, a organização fundada após a Segunda Guerra Mundial tem hoje a sua influência desacreditada e o seu pleno funcionamento em risco devido aos cortes de financiamento de nações como os Estados Unidos, país que acolhe a sede da instituição, em Nova Iorque, e o seu maior doador.

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final de 2026.


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Duas mulheres e dois homens mantêm-se na disputa pelo cargo de secretário-geral da ONU e serão ouvidos a partir de terça-feira pelos Estados-membros, dando início a um processo que poderá ser histórico caso a liderança eleita seja feminina.


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A presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou à Lusa que a seleção do próximo secretário-geral será "uma questão de credibilidade" para a organização, uma vez que em 80 anos de história nunca teve uma mulher na liderança.

Bissau assume presidência do Comité Permanente do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento.

Radio Voz Do Povo

A decisão foi tomada à margem das Assembleias Anuais do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial, realizadas em Washington, nos Estados Unidos da América, com a participação do Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Mudjetaba Djaló.

Com esta eleição, o país substitui a Libéria na liderança do Comité, para um mandato de um ano, com início previsto após a próxima Assembleia Anual do Banco Africano de Desenvolvimento, a ter lugar no Congo.

O Comité Permanente desempenha um papel central na governação interna da instituição, sendo responsável pela definição das condições de serviço dos dirigentes e pela promoção da ética, transparência e boas práticas.

O Ministério da Economia, Plano e Integraçâo Regional diz que esta conquista reforça a posição da Guiné-Bissau no sistema financeiro africano, permitindo maior influência nas decisões e contribuindo para o reforço da sua presença no cenário económico regional.

Fonte: MEPIR

Negociações de paz com EUA avançaram, mas acordo "ainda está longe"... O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas um acordo final "ainda está longe".

© Lusa  19/04/2026 

"Ainda estamos longe de ter concluído o debate", declarou Ghalibaf numa entrevista à televisão iraniana.

O presidente do parlamento iraniano participou nas negociações de 11 e 12 de abril, em Islamabade, juntamente com a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance.

"Fizemos progressos nas negociações, mas subsistem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam em aberto", acrescentou.

Durante o encontro em Islamabade - o de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Iraniana de 1979 - Teerão salientou que "não tem absolutamente nenhuma confiança" nos Estados Unidos, declarou Ghalibaf.

"Os Estados Unidos têm de tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano", prosseguiu. E acrescentou: "devem renunciar ao unilateralismo e ao espírito de imposição na sua abordagem ao diálogo".

De acordo com o responsável, o Irão só aceitou o cessar-fogo de duas semanas, que entrou em vigor a 08 de abril, porque os Estados Unidos pediram que o fizesse.

"Estávamos a sair vitoriosos no terreno, o inimigo não tinha alcançado nenhum dos seus (...) objetivos e o Irão também controlava o estreito" de Ormuz, afirmou.

"Se aceitámos o cessar-fogo, foi porque eles aceitaram os nossos pedidos", referiu.