segunda-feira, 27 de abril de 2026

Cereais ucranianos roubados pela Rússia em Israel? Kyiv chama embaixador... O embaixador de Israel na Ucrânia foi convocado após a chegada ao porto de Haifa de navios carregados, segundo Kyiv, com cereais ucranianos roubados pela Rússia, revelou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.

© Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   27/04/2026 

O ministro Andriy Sybiga referiu numa mensagem na rede social X que a Ucrânia e Israel mantêm relações amigáveis, que, no entanto, podem ser prejudicadas pelo "comércio ilegal russo de grãos ucranianos roubados".

Kyiv já tinha informado Israel em meados de abril sobre a chegada ao porto de Haifa de um navio anterior que transportava, segundo Kyiv, cereais de territórios ucranianos ocupados por Moscovo.

Criticando a "falta de resposta adequada de Israel ao legítimo pedido da Ucrânia em relação ao navio anterior que entregou mercadorias roubadas", Sybiga afirmou hoje que "outro navio deste tipo chegou a Haifa".

"Mais uma vez, alertamos Israel contra a aceitação destes grãos roubados e contra qualquer dano nas nossas relações", acrescentou.

O embaixador israelita na Ucrânia deverá receber uma nota de protesto na manhã desta terça-feira, noticiou a agência France-Presse (AFP).

O Conselho Europeu declarou em maio de 2024 que "existem provas de que a Rússia está atualmente a apropriar-se ilegalmente de grandes quantidades (de cereais e oleaginosas) nos territórios ucranianos que ocupa e a exportá-las como se fossem produtos russos".

As tropas russas ocupam atualmente pouco mais de 19% do território ucraniano.


Endividamento dos brasileiros atinge nível recorde... O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro subiu 49,9% em fevereiro, maior valor já registrado na série histórica, informou hoje o Banco Central (BC) do Brasil.

© Reuters   Por LUSA   27/04/2026 

O patamar representa uma alta de 0,1 pontos percentuais no mês, e de 1,3 pontos percentuais em 12 meses.

O relatório da autoridade monetária informa ainda que o comprometimento da renda das famílias brasileiras com dívidas alcançou 29,7%.

Esse valor também é recorde da série histórica iniciada em março de 2011.

Já o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu de 435,9% ao ano em fevereiro para 428,3% em março. 

Essa modalidade é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, e representa um dos principais vilões da inadimplência da população no país. 

O endividamento da família brasileira é um tema que preocupa o Palácio do Planalto, ainda mais em ano de eleições gerais, quando o Presidente brasileiro Lula da Silva concorre à reeleição.

A perceção dos integrantes do Governo é que os bons resultados da economia brasileira não estão surtindo efeito no bolso da população. 

Atualmente, a equipa económica de Lula da Silva planeia lançar um novo programa de renegociação de dívidas das pessoas de baixa renda, como em 2023, com foco nas dívidas do cartão de crédito. 

Chamado de Desenrola 2.0, o programa deve ser anunciado ainda neste semana, segundo informou hoje o ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com banqueiros. 

O objetivo, adiantou, é conseguir descontos de até 90% sobre débitos e redução expressiva na taxa de juros.  

O Diretor-Geral da EAGB reagiu, esta segunda-feira, durante a visita ao bairro de Pluba, à problemática da falta de pressão de água potável em algumas zonas daquela comunidade. segundo o responsável, a situação deve-se à limitação do diâmetro da tubagem atualmente existente, considerada insuficiente para responder à demanda da população. o problema, já identificado pela empresa, deverá conhecer em breve uma solução, com a adoção de medidas urgentes para melhorar o abastecimento de água no bairro.

"Esquecemo-nos que uma guerra nuclear não pode ser ganha?", questiona Guterres... O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) criticou, esta segunda-feira, o "estado de amnésia coletiva" que se instalou no mundo e que permitiu que as ameaças nucleares voltassem a soar.

Por  SIC Notícias Com Lusa 

Na abertura de uma reunião de países signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) na sede ONU, em Nova Iorque, Guterres alertou que normas arduamente conquistadas estão a erodir-se e o controlo de armas "está a morrer".

"Pela primeira vez em décadas, o número de ogivas nucleares está a aumentar. Os testes nucleares estão de volta à mesa. Alguns Governos estão a considerar abertamente a aquisição destas armas terríveis", afirmou.

"Esquecemo-nos que uma guerra nuclear não pode ser ganha e não deve ser iniciada? Esquecemo-nos que as armas nucleares não tornam ninguém mais seguro? Esquecemo-nos que a única razão pela qual o mundo não mergulhou no abismo foi porque os líderes se uniram e disseram: basta?", questionou o chefe da ONU.

O antigo primeiro-ministro português recordou que, ao longo das décadas, foi desenvolvida uma rede de instrumentos para prevenir o uso, a proliferação e os testes de armas nucleares, e alcançar a sua eliminação total.

"Tratado tem vindo a deteriorar-se"

Guterres considerou o Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares a base destes esforços, um "ponto de encontro para que os países reforcem a segurança comum" e um exemplo de multilateralismo em ação.

"Durante muito tempo, o Tratado tem vindo a deteriorar-se. Os compromissos permanecem por cumprir. A confiança e a credibilidade estão a desgastar-se. Os fatores que impulsionam a proliferação estão a acelerar. Precisamos de revitalizar o Tratado", apelou.

Ao dar a partida do evento em Nova Iorque, Guterres pediu aos Estados-membros que cumpram as promessas no âmbito do Tratado, "sem condições, atrasos ou desculpas", e que reafirmem o compromisso com o desarmamento e a não proliferação como o único caminho verdadeiro para a paz.

Instou ainda a que concordem com as medidas necessárias para prevenir uma guerra nuclear.

No entanto, pediu também que sejam levantadas as bases para a "evolução do Tratado".

"Hoje, a ameaça nuclear é agravada por novos perigos provenientes de tecnologias em rápida evolução, como a inteligência artificial e a computação quântica. O Tratado não é uma relíquia de uma era passada, congelada no âmbar. Deve lidar com a relação entre as armas nucleares e as novas tecnologias", defendeu.

A 11.ª Conferência de Revisão das Partes do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares vai decorrer em Nova Iorque até ao dia 22 de maio e será liderada pelo embaixador Do Hung Viet, do Vietname.

"O sucesso ou o fracasso desta conferência terá implicações que vão muito além desta sala e muito além dos próximos cinco anos. A perspetiva de uma nova corrida armamentista nuclear paira sobre as nossas cabeças", alertou Viet.

Temas que serão discutidos na conferência

A Conferência de Revisão do TNP de 2026 deverá abordar uma série de questões, incluindo a universalidade do Tratado; o desarmamento nuclear, incluindo medidas práticas específicas; a não proliferação nuclear, incluindo a promoção e o fortalecimento das salvaguardas; medidas para promover os usos pacíficos da energia nuclear, incluindo segurança; o desarmamento e a não proliferação regionais, incluindo a implementação da resolução de 1995 sobre o Médio Oriente.

Abordará igualmente maneiras de fortalecer o processo de revisão para melhorar a eficácia, eficiência, transparência, responsabilidade, coordenação e continuidade.

Ao fazê-lo, a Conferência levará em consideração o ambiente de segurança internacional em constante evolução e os recentes desenvolvimentos que afetam o Tratado e o regime mais amplo de não proliferação nuclear.

O TNP entrou em vigor em 1970 e foi prolongado indefinidamente em 1995.

O Tratado é considerado a pedra angular do regime global de desarmamento e não proliferação nuclear. Foi concebido para prevenir a proliferação de armas nucleares, promover o desarmamento e fomentar a cooperação nos usos pacíficos da energia nuclear.

Conferências para avaliar o funcionamento do Tratado têm sido realizadas a cada cinco anos desde 1970.

Embora os Estados-membros tenham consistentemente procurado alcançar consenso sobre um documento final, fazê-lo tem-se tornado cada vez mais desafiador nos últimos ciclos.


Leia Também: Irão tem de fazer "grandes concessões" para pôr fim à guerra, diz França

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, defendeu hoje que o Irão tem de fazer "grandes concessões" nas negociações de paz para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

ESTADOS UNIDOS: Suspeito de tiroteio acusado de tentativa de homicídio contra Trump... Cole Tomas Allen, de 31 anos, que é suspeito de ter aberto fogo no interior do Washington Hilton onde decorria o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, foi acusado do crime de tentativa de homicídio contra Donald Trump. O homem poderá enfrentar uma pena de prisão perpétua caso seja condenado.

© Reprodução X    noticiasaominuto.com   27/04/2026 

Cole Tomas Allen, de 31 anos, que é suspeito de ter aberto fogo no interior do Washington Hilton, onde decorria o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, foi acusado, esta segunda-feira, do crime de tentativa de homicídio contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante a sessão, o juiz afirmou que caso Allen seja considerado culpado poderá enfrentar uma pena de prisão perpétua, segundo a Sky News.

O juiz determinou ainda que o suspeito deverá continuar detido, ou seja, ficará em prisão preventiva, tendo ainda designado dois advogados oficiosos para representar Allen.

Cole Tomas Allen, recorde-se, não possuía antecedentes criminais.

"Ele tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump", disse a procuradora Jocelyn Ballantin no tribunal, citada pela Reuters.

Quem é Cole Tomas Allen?

Cole Tomas Allen, de 31 anos, é professor e desenvolve videojogos. De acordo com o perfil no LinkedIn, formou-se no California Institute of Technology em 2017 - em Engenharia Mecânica - tendo, no ano passado, terminado um mestrado em Computação pela California State University-Dominguez Hills.

Allen escreveu manifesto: "Pedófilo, violador e traidor"

O suspeito escreveu um manifesto onde afirmava querer atacar especificamente funcionários do governo de Donald Trump. 

Ao que tudo indica, Cole Tomas Allen enviou o documento a familiares cerca de 10 minutos antes do ataque. Um dos familiares terá alertado as autoridades.

No manifesto, o atirador intitulava-se de "Assassino Federal Amigável". "Dar a outra face é para quando tu próprio és oprimido. Não sou uma pessoa violada num campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento", escreveu no documento, que já foi entregue às autoridades, segundo o New York Post. 

"Não sou uma criança que foi explodida, nem uma criança que passou fome, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração. Oferecer a outra face quando 'alguém' é oprimido não é um comportamento cristão. É cumplicidade nos crimes do opressor", apontou. 

No documento, Allen descreveu os seus alvos como "funcionários da administração (exceto Patel - diretor do FBI): são alvos, priorizados do nível mais alto ao mais baixo".

"Não estou disposto a permitir que um pedófilo, violador e traidor manche as minhas mãos com os seus crimes", disse, referindo-se, alegadamente, a Donald Trump.

Israel ameaçar incendiar o Líbano se continuar "a amparar o Hezbollah"... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse hoje à enviada da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, que se o Governo libanês "continuar a amparar o Hezbollah, um incêndio vai propagar-se e consumir" o país.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images   Por LUSA  27/04/2026 

"Naim Qassem está a brincar com o fogo, e esse fogo vai consumir o Hezbollah e todo o Líbano", afirmou Katz a Hennis-Plasschaert, referindo-se ao secretário-geral do grupo xiita libanês apoiado pelo Irão, segundo um comunicado do Ministério da Defesa de Israel.

O ministro da Defesa considerou que o Presidente libanês, Josef Aoun, está também a "jogar com o futuro do Líbano" e que "não haverá cessar-fogo real" enquanto continuarem os ataques contra o exército israelita e contra as comunidades residentes do norte de Israel.

Hennis-Plasschaert e Katz reuniram-se na presença de outros altos elementos do Ministério da Defesa e das Forças de Defesa de Israel (IDF), de acordo com o comunicado.

"Durante a reunião, o ministro da Defesa salientou que o Governo libanês deve garantir o desarmamento do Hezbollah, primeiro a sul do rio Litani até à Linha Amarela, e depois em todo o Líbano", acrescentou o comunicado, referindo-se a zonas que deviam estar desmilitarizadas e sob vigilância da missão de paz da ONU e das forças libanesas e, que desde o reatamento do conflito, no início de março, estão ocupadas por forças israelitas.

No sábado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou um "ataque estrondoso" contra o Hezbollah no Líbano, após o prolongamento por três semanas do cessar-fogo anunciado horas antes pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no seguimento de negociações na Casa Branca entre representantes libaneses e de Israel.

Já hoje, Netanyahu afirmou que a dupla ameaça representada pelos 'rockets' e drones do Hezbollah exige a continuidade da ação militar no Líbano, segundo um comunicado do seu gabinete.

"Duas ameaças principais permanecem por parte do Hezbollah: 'rockets' Tipo 122 e drones. Isto requer uma combinação de ações operacionais e tecnológicas", afirmou o líder israelita.

O Hezbollah não reconhece as conversações de paz, das quais é parte ausente, e a troca de tiros entre Israel e as milícias xiitas prosseguem, apesar da trégua.

 O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo xiita, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.

Segundo as autoridades libanesas, o reacendimento do conflito já provocou 2.520 mortos e 7.800 feridos, além de mais de um milhão de deslocados.

O líder do Hezbollah reafirmou hoje que não reconhecerá as negociações diretas entre o Líbano e Israel nem os seus resultados, bem como a recusa em depor as armas.

"Que fique claro: para nós, estas negociações diretas e os seus resultados são como se nunca tivessem existido, e não nos preocupamos com elas. Continuaremos a nossa resistência protetora em defesa do Líbano e do seu povo", declarou o clérigo xiita em comunicado.

Naom Qassem considerou o diálogo com Israel como uma "concessão gratuita, humilhante e desnecessária" e avisou que o Líbano não ganhará nada em troca.

Em resposta, o Presidente libanês declarou que o cessar-fogo é um "primeiro passo necessário" para quaisquer negociações com Israel, insistindo que os críticos das conversações devem esperar que elas aconteçam e "julgar o resultado".

Joseph Aoun sublinhou que a declaração do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que está a mediar as negociações, estipula que "Israel não realizará operações ofensivas contra alvos libaneses", tanto civis como militares.

"Alguns criticam-nos por decidirmos entrar em negociações, alegando falta de consenso nacional. Eu pergunto: quando optaram pela guerra, tinham primeiro consenso nacional?", questionou.

Do mesmo modo, afastou a ideia de que o seu compromisso com o diálogo com Israel constituía uma traição ou humilhação.

"Traição é a que ocorre com aqueles que levam o seu país para a guerra para alcançar interesses externos", argumentou, noutra referência ao Hezbollah e à sua aliança com o Irão.


Leia Também: Líbano rejeita acusações de traição por tentar paz com Israel

O presidente libanês, Joseph Aoun, disse hoje que as negociações diretas com Israel visam terminar o estado de guerra, rejeitando acusações de "traição" e apontando críticas implícitas ao Hezbollah.

Irão. Mais de 30 milhões de voluntários para integrar ofensiva contra EUA... O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que mais de 30 milhões de voluntários responderam ao repto das autoridades e estão dispostos a sacrificarem-se pelo Irão no contexto da ofensiva militar israelo-norte-americana, incluindo ele próprio.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images   Por  LUSA   27/04/2026 

"Orgulho-me de ser uma destas 30 milhões de pessoas que se oferecem para se sacrificar. O sacrifício abnegado da orgulhosa nação iraniana confundiu os inimigos", declarou Mohammad Bagher Ghalibaf, que chegou a liderar a equipa de negociadores de Teerão nos contactos com Washington para o cessar das hostilidades, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Segundo indicou, os voluntários "corajosos e patriotas" inscritos na campanha lançada pelas autoridades "têm o apoio firme do Irão para sempre".

As autoridades iranianas garantem que o número de cidadãos inscritos na campanha para combater contra os Estados Unidos e Israel, em defesa do país, ultrapassa os 30 milhões. 

Em concreto, segundo os dados partilhado por Ghalibaf, um total de 30.885.140 pessoas no Irão registaram-se como voluntárias.

No início do mês, foi o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, que afirmou ter-se inscrito como voluntário, mostrando-se disposto a "sacrificar a sua vida", quando "mais de 14 milhões" de cidadãos iranianos se tinham registado na campanha, num país com mais de 90 milhões de habitantes.

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou no sábado que representantes iranianos apresentaram uma nova proposta de negociação, apenas 10 minutos depois de ele ter ordenado o cancelamento da viagem dos enviados especiais norte-americanos a Islamabad, Paquistão, para encetar o diálogo com Teerão.

Segundo o portal de notícias norte-americano Axios, o Irão apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta de negociação para reabrir o estreito de Ormuz e pôr fim à guerra, adiando simultaneamente as negociações sobre o programa nuclear de Teerão para uma data posterior.

O jornal digital cita um funcionário norte-americano e outras duas fontes não identificadas com conhecimento do assunto.

De acordo com o funcionário, Trump tenciona analisar hoje o atual impasse nas negociações e os possíveis passos a seguir.

A proposta prevê que o cessar-fogo se prolongue por um longo período ou que ambas as partes acordem o fim definitivo da guerra e que as negociações nucleares tenham início posteriormente, uma vez aberto o estreito e levantado o bloqueio que Washington impôs a todos os navios que tentam chegar ou sair de portos iranianos, de acordo com o Axios.

Numa entrevista concedida no domingo à estação Fox News, Donald Trump deu a entender que pretende continuar com o bloqueio naval que está a asfixiar as exportações de petróleo do Irão, na esperança de que isso obrigue Teerão a ceder nas próximas semanas.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Um cessar-fogo, negociado originalmente para durar duas semanas a partir de 08 de abril, foi prorrogado sem um prazo definido, criando espaço para a diplomacia, mas prolongando simultaneamente o clima de incerteza.


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A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) alertou hoje para o perigo de ações militares próximas de instalações nucleares, após um ataque ter matado um funcionário perto da central ucraniana de Zaporijia, sob controlo russo desde 2022.

Moradores do bairro Pluba denunciam a falta de água potável na zona, situação que tem gerado forte preocupação. População afirma enfrentar dificuldades diárias para acesso ao líquido essencial e apela às autoridades por uma solução urgente.

A Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), em parceria com a Embaixada da China na Guiné-Bissau, organiza uma sessão de promoção da medida de tarifa zero aplicada pela China aos produtos africanos... O encontro reúne técnicos dos setores do Comércio, Indústria, Economia e Agricultura, além de empresas nacionais e chinesas ligadas às áreas de importação e exportação, produção e transformação.

A iniciativa visa reforçar o conhecimento sobre as oportunidades de acesso ao mercado chinês, promover o aumento das exportações guineenses e incentivar parcerias económicas entre os dois países.