quarta-feira, 4 de novembro de 2026

GUINÉ-BISSAU: A Comissão Intergovernamental instituída pelo Governo para o acompanhamento da aplicação da lei que proíbe a produção, importação e comercialização de sacos plásticos, seguiu com atenção a conferência de imprensa realizada pela Associação dos Produtores de Água em Sacos de Plástico.

Por Ministério dos Recursos Naturais  04/11/2026

A Comissão tomou nota de todas as declarações proferidas e reitera o seu compromisso com o diálogo, com a transparência e com o respeito pelo Estado de direito.

Neste sentido, a Comissão informa a opinião pública nacional de que, no momento oportuno, irá reagir com factos e provas reais sobre o processo de encerramento destas pequenas indústrias, apresentando toda a documentação oficial, as notificações, os autos de fiscalização e as evidências que sustentam cada decisão tomada no terreno.

A Comissão reafirma que todas as ações de fiscalização foram realizadas em estrito cumprimento da lei, respeitando os procedimentos legais e com o único objetivo de proteger o ambiente, a saúde pública e o futuro das gerações vindouras. 

Detetadas agulhas e outros objetos cortantes em doces de Halloween de várias crianças na Europa... As autoridades estão a investigar vários incidentes, incluindo ferimentos em crianças, e apelam à vigilância dos pais.

Por  sicnoticias.pt  04 nov.2026

O famoso "doçura ou travessura" acabou de ganhar uma nova marotice, mas desta vez as vítimas são as crianças. Nos últimos dias surgiram relatos vindos da Alemanha, Áustria e Hungria, em que foram encontradas agulhas e outros objetos cortantes dentro dos doces dados às crianças. Avança a BBC.

Uma das histórias que mais alarmou a polícia alemã foi a de uma menina de nove anos que cortou a língua enquanto comia um chocolate. Ao queixar-se aos pais, foi encontrado um alfinete de cinco centímetros espetado dentro da boca da criança. A esta jovem somaram-se mais 25 queixas na mesma noite.

Menina de nove anos sofreu um ferimento na língua ao comer uma barra de chocolate com uma agulha

A polícia alemã deixou ainda um aviso de que os casos podem aumentar.

Apesar de existirem registos de situações semelhantes nos últimos dois anos, os primeiros dados deste ano apontam para uma subida acentuada.

Autoridades húngaras em alerta

As autoridades húngaras também já abriram uma investigação depois de terem sido encontrados parafusos e pedaços de arame nos doces distribuídos às crianças que participavam no “doçura ou travessura” na cidade de Gyömrő, a leste de Budapeste.

Uma das crianças recebeu um caramelo com um prego escondido na embalagem, mas apercebeu-se do objeto antes de o ingerir.

Governo da Áustria condena situação: “As nossas crianças merecem uma infância tranquila”

Já na Áustria, a polícia está a investigar casos em quatro zonas do país, incluindo uma situação especial que aconteceu na região de Amstetten, a leste de Linz, onde uma menina de dez anos sofreu ferimentos ligeiros na boca depois de morder um pequeno chocolate que continha um objeto metálico.

O ministro da Administração Interna, Gerhard Karner, condenou os incidentes, classificando-os como "cobardes, maliciosos e, em alguns casos, potencialmente fatais".

A governadora da Baixa Áustria, Johanna Mikl-Leitner, afirmou que os responsáveis pelo crime devem ser punidos com todo o rigor da lei, acrescentando:

“As nossas crianças merecem uma infância tranquila e continuaremos a garantir que assim seja.”

Situação recorrente no Estados Unidos e Canadá

Nos Estados Unidos, onde a tradição do "doçura ou travessura" é mais popular, vive-se há décadas com o pânico com os “doces envenenados”.

Este ano, o Departamento de Polícia de Scottsbluff, no Nebraska, abriu um inquérito criminal urgente após um encarregado de educação detetar um prego de 2,5 centímetros no interior de uma barra de chocolate. Também o Missouri, Wisconsin, Texas, Indiana, Illinois e Kentucky foram reportadas situações semelhantes.

Segundo a ABC, as autoridades norte-americanas apelam anualmente às famílias para que verifiquem os doces que as crianças trazem para casa, alertando não só para a possível presença de objetos cortantes, mas também de substâncias ilícitas.

TORONTO POLICE SERVICE

A situação assemelha-se acontece no vizinho Canadá, em que as forças de segurança de Toronto e Hamilton detetaram agulhas de costura espetadas em chocolates recolhidos por crianças, revelou o Portal North News.


PONTOS ESSENCIAIS: O que muda com democratas a controlar o Congresso dos EUA?... A vitória democrata nas eleições intercalares entrega ao partido o controlo do Congresso e deverá limitar a ação do Presidente Donald Trump nos últimos dois anos do mandato.

© Reuters    Por  LUSA  04/11/2026 

A vitória democrata nas eleições intercalares entrega ao partido o controlo do Congresso e deverá limitar a ação do Presidente Donald Trump nos últimos dois anos do mandato.

A partir do início de janeiro, quando os novos eleitos tomarem posse, os democratas poderão definir a agenda legislativa, condicionar o orçamento federal, bloquear nomeações presidenciais e lançar investigações parlamentares sobre o Presidente republicano e membros da sua administração.

Donald Trump continuará, contudo, a dispor de instrumentos importantes de poder, incluindo o veto presidencial e competências próprias do poder executivo.

Estes são alguns dos principais efeitos do novo equilíbrio político em Washington:

Reverter medidas de Trump

O líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, afirmou antes das eleições que uma das prioridades de uma nova maioria seria combater o aumento do custo de vida.

Entre as primeiras medidas estará a tentativa de "anular os cortes no Medicaid", programa de seguro de saúde destinado aos norte-americanos com rendimentos mais baixos, reduzido por uma das principais leis aprovadas por Donald Trump em 2025.

Jeffries pretende igualmente que o Congresso intervenha para pôr termo ao conflito com o Irão, que, segundo afirmou, "fez disparar os preços dos combustíveis para os americanos".

Os democratas querem ainda reafirmar a competência constitucional do Congresso em matéria de declaração de guerra e tentar pôr fim às tarifas aduaneiras impostas por Trump sem aprovação parlamentar.

Jeffries afirmou que estas iniciativas deverão avançar logo nas primeiras 100 horas da nova maioria, no início de janeiro.

Investigações sobre a administração

Depois de dois anos a acusarem Donald Trump, membros do seu Governo e pessoas próximas de alegados atos de corrupção, os democratas deverão utilizar os poderes de investigação do Congresso para analisar essas alegações.

"Vamos responsabilizar aqueles que infligiram a este país uma corrupção sem precedentes", afirmou Jeffries na terça-feira à noite, depois da vitória eleitoral.

O congressista democrata Robert Garcia, que poderá assumir a liderança de uma importante comissão de investigação, deixou também um aviso aos responsáveis republicanos: "Chamem os vossos advogados".

As comissões parlamentares podem emitir intimações para comparência e entrega de documentos e, em última instância, as investigações poderão conduzir a novos processos de destituição ("impeachment").

Uma eventual destituição de Trump teria, porém, reduzidas probabilidades de sucesso, uma vez que seria necessária uma maioria de dois terços no Senado.

"A vida vai tornar-se bastante desagradável para os membros mais controversos do Governo de Trump", considerou Ross Baker, professor de Ciência Política na Universidade Rutgers, apontando, entre outros, responsáveis pelas áreas da Defesa, Segurança Interna e Tesouro.

Apesar disso, depois dos dois processos de "impeachment" lançados contra Trump durante o primeiro mandato, as lideranças democratas mostram-se aparentemente pouco inclinadas a iniciar uma terceira tentativa, que poderia mobilizar a base eleitoral do Presidente.

Nomeações presidenciais condicionadas

O controlo democrata do Senado terá também consequências diretas sobre as nomeações feitas por Donald Trump.

Nos Estados Unidos, os membros do Governo que ocupam cargos fundamentais e os juízes federais nomeados pelo Presidente necessitam da aprovação do Senado.

Com a maioria na câmara alta, os democratas poderão, assim, bloquear candidatos escolhidos por Trump para vários cargos estratégicos.

Esse poder poderá tornar-se particularmente importante caso surja uma vaga no Supremo Tribunal durante os dois últimos anos do mandato presidencial.

Uma eventual morte ou demissão de um juiz permitiria a Trump indicar um sucessor, mas a confirmação dependeria de um Senado controlado pelos democratas, reduzindo consideravelmente a margem de escolha do Presidente.

Trump mantém poderes importantes

A mudança de maioria no Congresso não significa, contudo, que os democratas possam governar sem limitações.

Donald Trump continuará a poder vetar legislação aprovada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.

Para ultrapassar um veto presidencial seriam necessários dois terços dos votos nas duas câmaras, uma maioria de que os democratas estão longe de dispor, apesar da vitória eleitoral.

O Presidente conserva igualmente amplos poderes executivos em áreas como a política migratória.

Trump poderá ainda continuar a recorrer a decretos presidenciais, instrumento que tem utilizado frequentemente desde o início do segundo mandato para implementar políticas sem necessidade de aprovação prévia do Congresso.


Leia Também: Líder supremo iraniano não acredita em mudança na “hostilidade” norte-americana

Teerão, 04 nov 2026 (Lusa) — O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje ser um erro acreditar que as mudanças políticas nos Estados Unidos possam pôr fim à sua hostilidade em relação à República Islâmica.

As palavras do aiatola surgem na sequência da vitória do Partido Democrata nas eleições intercalares de terça-feira, resultado que fez com que o republicano Donald Trump, cujo mandato como Presidente dos Estados Unidos termina dentro de dois anos, perdesse o controlo das principais câmaras do Congresso...

Portugal: "É irresponsável" ligar manifestação à perda de autorização de residência... O Sindicato dos Técnicos de Migração já reagiu às declarações do secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração, que afirmou que os cidadãos estrangeiros que participem em manifestações e não cumpram a legislação aplicável em matéria de estrangeiros podem ver cancelada a respetiva autorização de residência.

© REINALDO RODRIGUES/Global Imagens   Por  noticiasaominuto.com  04/11/2026 

"Irresponsável e perigoso". É assim que o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) reage às declarações do secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração, que ontem, terça-feira, 3 de novembro, afirmou que os cidadãos estrangeiros que participem em manifestações e não cumpram a legislação aplicável em matéria de estrangeiros podem ver cancelada a respetiva autorização de residência.

"O Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) considera irresponsável e perigoso associar o exercício do direito constitucional de manifestação à possível perda da autorização de residência", lê-se no comunicado dos técnicos da AIMA enviado ao Notícias ao Minuto esta quarta-feira.

Em causa estão as declarações de Rui Armindo Freitas, secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração. Ontem, numa audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado, o governante afirmou que os cidadãos estrangeiros que participem em manifestações e não cumpram a legislação aplicável em matéria de estrangeiros podem ver cancelada a respetiva autorização de residência.

Segundo o governante, "a consequência é o cancelamento de autorizações de residência, que podem levar ao abandono em 20 dias do território nacional" para quem, não por se manifestar, possa "colocar em causa a ordem pública". No entanto, como sublinha o STM, essa ressalva pode não ser clara e a mensagem "ser percepcionada pelas comunidades migrantes como intimidação" .

"O STM lamenta que, num momento em que alguns setores da sociedade procuram colocar o ónus da falta de habitação sobre os imigrantes, seja agora um membro do Governo a estabelecer uma associação infeliz entre a participação em manifestações e a manutenção da autorização de residência. Uma mensagem desta natureza arrisca gerar receio injustificado e condicionar o exercício de direitos fundamentais protegidos pela Constituição, designadamente o direito de manifestação, que assiste a todas as pessoas que vivem em Portugal", atiram os técnicos da AIMA, recordando que o direito de manifestação é um pilar essencial do Estado de Direito democrático" e "não deve, em circunstância alguma, ser colocado sob suspeita nem associado a consequências administrativas que desencorajem a participação cívica".

"Um imigrante com a situação regularizada está sujeito às leis do país, como qualquer cidadão, mas essas mesmas leis também têm de o proteger, incluindo no exercício dos seus direitos fundamentais. A defesa da ordem pública e o cumprimento da lei devem coexistir com a proteção efetiva das liberdades fundamentais, sem mensagens que possam ser lidas como forma de condicionar o seu exercício", lembram.

O que fez este Governo "para a verdadeira integração dos imigrantes?"

E o STM vai mais longe. Pergunta mesmo ao Governo, que "está há mais de dois anos à frente da AIMA", o que fez "neste período para a verdadeira integração dos imigrantes?".

"Mais do que avisos sobre o cancelamento de autorizações de residência, o que se exige ao Governo são meios para que a AIMA cumpra a sua missão de integrar", atiram os técnicos.

"O Sindicato dos Técnicos de Migração  reafirma que a integração, a participação cívica e a confiança nas instituições públicas são valores fundamentais de uma sociedade democrática. A comunicação pública dos responsáveis políticos deve contribuir para os reforçar, e não alimentar receios ou ambiguidades sobre o exercício de direitos legal e constitucionalmente garantidos", concluem.


Leia Também:  Quem não respeite lei pode ter autorização de residência cancelada

O secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração alertou que manifestantes que não respeitem a lei dos estrangeiros podem ter as suas autorizações de residência canceladas, durante a audição na Assembleia da República...

UCRÂNIA: Sobe para 37 o número de mortos no ataque russo contra uma escola... Pelo menos 37 pessoas morreram no ataque russo de segunda-feira contra uma escola subterrânea na região de Zaporijia, onde civis ucranianos recebiam ajuda humanitária, segundo o novo balanço apresentado hoje pela polícia ucraniana.

© Polícia Nacional da Ucrânia na região da Zaporíjia/Handout via REUTERS   Por  LUSA  04/11/2026 

Pelo menos 37 pessoas morreram no ataque russo de segunda-feira contra uma escola subterrânea na região de Zaporijia, onde civis ucranianos recebiam ajuda humanitária, segundo o novo balanço apresentado hoje pela polícia ucraniana.

As autoridades haviam indicado anteriormente que 31 pessoas haviam morrido neste ataque russo.

Até ao momento, foram identificados 12 dos corpos encontrados, informou a polícia, acrescentando que se estima em 38 o número de pessoas — vivas ou mortas — que poderão ainda estar presas debaixo dos escombros.

Alguns dos corpos já retirados dos escombros não puderam ser identificados visualmente, tendo sido necessária a intervenção de especialistas para a análise de ADN, referiram as autoridades ucranianas.

O ataque russo contra a escola subterrânea na localidade de Komyshuvakha — situada na área controlada pelo Governo ucraniano — é um dos mais letais de toda a guerra.

O episódio causou consternação na Ucrânia e na comunidade internacional, devido à utilização de cerca de uma dezena de bombas aéreas - geralmente utilizadas para destruir fortificações - contra uma infraestrutura não militar onde se encontravam civis.

A escola tinha sido construída no subsolo após o início da guerra, permitindo que continuasse a funcionar durante os combates.

Segundo as autoridades regionais de Zaporijia, o local cumpria todas as normas de segurança, mas não foi concebido para resistir ao impacto de múltiplas bombas aéreas, uma vez que não se tratava de um alvo militar.


Leia Também: OMS propõe medidas contra alterações climáticas para salvar 1,6 milhões vidas anuais

O documento, apresentado poucos dias antes da realização da reunião anual da ONU sobre alterações climáticas (COP31), em Antalya (Turquia), mostra que a instalação de sistemas de alerta sanitário para ondas de calor, serviços de abastecimento de água potável resistentes às alterações climáticas e outras medidas poderiam gerar benefícios anuais de 3,9 biliões de dólares (3,49 biliões de euros).

Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que seis medidas sanitárias e climáticas de custo relativamente baixo poderiam salvar 1,6 milhões de vidas por ano e gerar biliões de dólares em benefícios económicos e fiscais...

MOÇAMBIQUE: Deputados moçambicanos doam salário para apoiar reposição de oncologia... Os deputados do parlamento moçambicano vão doar pelo menos um dia de salário para apoiar a reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo, afetados por um incêndio ocorrido no domingo.

© Lusa   04/11/2026 

Os deputados do parlamento moçambicano vão doar pelo menos um dia de salário para apoiar a reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo, afetados por um incêndio ocorrido no domingo, foi hoje anunciado.

"A casa do povo decidiu destinar um dia de salário dos deputados como expressão concreta do nosso contributo para os esforços de recuperação dos serviços de oncologia", disse hoje a presidente do parlamento moçambicano, Margarida Talapa, ao arrancar com a sessão plenária, em que o Governo responde a perguntas de deputados.

Segundo a presidente da Assembleia da República, a doação de um dia de salário faz parte dos esforços para apoiar a recuperação daquele centro, único no país, frisando que é em momentos de necessidade que a solidariedade deve prevalecer.

"Que este momento nos inspire a fortalecer os laços de união, compaixão e fraternidade conscientes de que a força da nossa nação reside na capacidade de nos apoiarmos mutuamente sobretudo nos momentos de maior dificuldade", apelou Talapa.

Na terça-feira, o Conselho de Ministros também anunciou a doação de um dia de salário, com o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa, a adiantar decorrem investigações para apurar as causas do incidente e continuam os levantamentos dos danos provocados pelo fogo no único centro de tratamento oncológico do país.

O incêndio ocorreu domingo no serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo, único de Moçambique, que tinha 22 doentes internados, retirados a tempo, sem registo de vítimas, segundo informação avançada pelo Governo.

Segundo o porta-voz, o Governo continua a acompanhar os trabalhos de avaliação das consequências do incêndio para determinar as necessidades de recuperação da unidade.

Impissa adiantou que ainda não existe uma estimativa financeira para a reconstrução dos serviços afetados, uma vez que a avaliação se encontra numa fase inicial: "Primeiro é identificar as causas, identificar os danos. Inclusive fazer um levantamento dos equipamentos destruídos".

De acordo com o responsável, os levantamentos preliminares indicam que nem todos os equipamentos foram destruídos pelas chamas.

Dos 22 pacientes internados na altura do incêndio, 12 já tiveram alta, enquanto os restantes continuam sob acompanhamento médico. Paralelamente, os serviços mantêm o atendimento diário de cerca de 90 doentes em regime ambulatório e de consulta.

O Governo moçambicano criou uma unidade de apoio a doentes oncológicos, após o incêndio, para acolher doentes que necessitam de internamento e os que fazem tratamento ambulatório, que se deslocam ao hospital para receber cuidados e regressam a casa no mesmo dia.

Foi também criado um gabinete de atendimento aos utentes e familiares afetados pela situação, cujos contactos serão divulgados posteriormente, anunciou anteriormente o ministro da Saúde, Ussene Isse.

Durante o incêndio, a intervenção dos bombeiros impediu que as chamas se propagassem a outras áreas, nomeadamente ao piso térreo, onde funciona o serviço de radioterapia.

O fogo não atingiu a parte inferior do abrigo subterrâneo onde se encontra o acelerador linear, mas os equipamentos de radioterapia são sensíveis ao calor e à energia, pelo que os danos continuam a ser avaliados por peritos.


IRÃO: Teerão diz que norte-americanos disseram "não à guerra"... O Irão afirmou que os norte-americanos disseram "não à guerra" após a derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares, com o líder iraniano nas negociações a reforçar a mensagem de que os EUA estão a rejeitar a escalada de conflito.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images    Por LUSA  04/11/2026 

O líder iraniano nas negociações com os Estados Unidos afirmou hoje que os norte-americanos disseram "não à guerra" nas intercalares dos EUA, após a derrota do Partido Republicano de Donald Trump perante os democratas.

"Por consciência ou devido ao custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós concordamos com esta mensagem", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa publicação na rede social X, utilizando maiúsculas, como costuma ser a prática do Presidente dos EUA, Donald Trump.

Durante a noite, Trump reconheceu, numa entrevista telefónica à Fox News, que a guerra no Irão foi "em parte" responsável pela pesada derrota dos republicanos nas eleições legislativas intercalares de terça-feira nos Estados Unidos.

Os democratas obtiveram uma vitória incontestável, conquistando a maioria em ambas as câmaras do Congresso, o que abre um período de incerteza para Trump a dois anos da sua saída da Casa Branca.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, desencadeado por ataques israelo-americanos contra o Irão a 28 de fevereiro, Teerão tem vindo a atacar regularmente navios que tentam atravessar o estreito de Ormuz sem a sua autorização.

Em retaliação, Washington impõe um bloqueio marítimo aos portos iranianos a sul do estreito.

As perturbações nesta rota, por onde transitava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito a nível mundial antes da guerra, fizeram disparar os preços dos hidrocarbonetos, afetando nomeadamente o poder de compra dos norte-americanos.

O Irão declarou-se disposto na segunda-feira a reabrir o estreito, desde que Washington aceite uma série de exigências, na sequência das ameaças dos Estados Unidos e de Israel de retomarem os ataques em grande escala contra o país.

Na entrevista à Fox News, o líder republicano insistiu que não entende os resultados das eleições desta terça-feira como uma avaliação da sua gestão, incluindo a guerra no Irão, com a qual, considerou, "as pessoas concordam", embora tenha reconhecido o provável impacto do aumento dos preços dos combustíveis.

"Não tem nada a ver com o meu gabinete", defendeu, argumentando que "havia uma certa atmosfera no ar" e que não deveria sentir-se culpado.

"Quase nunca o presidente em exercício, independentemente de ser bom ou mau, republicano ou democrata (...) consegue vencer" as eleições intercalares, referiu.

Durante as últimas horas de votação e início da contagem de votos, o Presidente norte-americano desdobrou-se em entrevistas a diferentes órgãos de comunicação e publicações na sua rede social, Truth Social.


Leia Também: Trump atribui derrota de republicanos nas intercalares "em parte" a guerra no Irão

As projeções de vários órgãos de comunicação apontam para uma vitória dos democratas no Senado e na Câmara dos Representantes, até agora liderados pelos republicanos...

EUA: Democratas alcançam maioria no Senado dos Estados Unidos... Os democratas alcançaram a maioria no Senado norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos do Presidente Donald Trump o controlo das duas câmaras do Congresso, segundo projeções de vários media.

© Lusa    04/11/2026 

Os democratas alcançaram a maioria no Senado norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos do Presidente Donald Trump o controlo das duas câmaras do Congresso, segundo projeções de vários media.

A maioria democrata no Senado, alcançada depois da Câmara de Representantes, é avançada pelos canais NBC e CNN e pela agência AP, que projetam a derrota da candidata republicana no estado decisivo do Iowa.

Com a contagem ainda em curso nos estados que já fecharam as urnas, os democratas 'roubaram' aos republicanos cinco outros bastiões - Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Texas e Kansas - ficando com 51 lugares projetados no Senado (100 lugares).

O feito no Iowa coube a Josh Turek, que bateu a republicana Ashley Hinson.

A contagem para o Senado ainda decorre em nove estados, pelo que a maioria democrata poderá aumentar, estando os seus candidatos à frente no Maine e Michigan.

No Kansas, os republicanos perderam para os democratas um lugar no Senado que detinham desde 1932, elevando a cinco as perdas nas eleições intercalares de terça-feira projetadas pelos media norte-americanos.

Numas eleições em que estão em jogo 35 lugares no senado, os democratas James Talarico e Sherrod Brown foram dados como vencedores, respetivamente, pelo Texas e Ohio.

Depois de terem tirado aos republicanos um lugar no Senado pela Carolina do Norte, Annie Andrews também foi dada como vencedora nas projeções da CNN e NBC, na corrida ao lugar da Carolina do Sul que era do falecido senador Lindsey Graham, e para o qual avançou a irmã deste, Darline Graham, com apoio do Presidente Donald Trump.

Na vizinha Carolina do Norte, o democrata Roy Cooper ganhou a corrida ao Senado, o primeiro lugar a ser tomado aos republicanos esta noite na câmara alta do Congresso, onde a maioria republicana está em risco.

A CNN e a NBC apontam que Cooper bateu o republicano Michael Whatley, num estado onde o partido do Presidente Donald Trump tem vencido confortavelmente as últimas eleições.

As projeções apontam ainda que o senador democrata Jon Ossoff, que tinha o lugar em risco, ganhou as eleições intercalares no estado da Georgia.

Ossoff, um dos potenciais candidatos presidenciais nas eleições de 2028, bateu o republicano Mike Collins, sendo que a vitória foi rapidamente antecipada pelas projeções da CNN e de outros media como a NBC e a agência AP.

No mesmo estado, mas na corrida à Câmara de Representantes, o democrata Jamie Ager teve idêntico sucesso ao de Ossoff, ganhando um lugar aos republicanos.

Segundo projeções de vários media, os democratas alcançaram a maioria na Câmara de Representantes nas eleições intercalares. A NBC projeta que os democratas deverão alcançar uma maioria de mais de 70 lugares - 255 para 180 republicanos, segundo dados ainda em atualização.

Mais de 60 milhões de norte-americanos votaram antecipadamente — quase mais 15 milhões do que nas eleições intercalares de 2022. O nível de afluência às urnas terá batido recordes em vários estados.

Nos sete estados — Maine, Ohio, Iowa, Kansas, Texas, Michigan e Alasca — onde se define quem vai controlar a câmara alta, a participação antecipada foi também superior à registada há quatro anos (com variações entre 41% e 5%).

As projeções apontam também para a vitória do senador democrata Mark Warner na Virginia.

A CNN projeta também vitórias democratas no Delaware (Chris Coons), Illinois (Juliana Stratton), Massachussets (Ed Markey), New Jersey (Corey Booker) e Rhode Island (Jack Reed), que as sondagens previam.

O democrata Chris Pappas é dado como vencedor das eleições para o Senado por New Hampshire, tal como a colega de partido Julia Stratton no Illinois.

Pappas deverá tornar-se o primeiro homem assumidamente homossexual a juntar-se ao Senado.

AP, CNN e NBC dão ainda vitória aos democratas no Oregon (Jeff Merkley), Colorado (John Hickenlooper) e Novo México (Ben Ray Lujan).

Para os republicanos são projetadas vitórias no Dakota do Sul (Mike Rounds), Wyoming (Harriet Hageman), Kentucky (Andy Barr) e Oklahoma (Kevin Hern) - todas previstas nas sondagens pré-eleitorais.

Segundo os mesmos órgãos, a republicana Shelley Moore Capito deverá manter o seu lugar na Virginia Ocidental, tal como Tom Cotton no Arkansas, Bill Hagerty no Tennesse e Barry Moore no Alabama.

CNN, NBC e AP também projetam a vitória da republicana Ashley Moody na eleição especial para o Senado na Florida, lugar detido por Marco Rubio até ser nomeado secretário de Estado da administração Trump.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar disposto a aceitar os resultados das eleições intercalares e prometeu trabalhar com o Congresso controlado pelos democratas...