quarta-feira, 29 de julho de 2026

Região russa contrata funcionários de empresas para reforçar defesa antiaérea... As autoridades da região de Krasnodar (sul da Rússia) anunciaram que vão organizar defesas antiaéreas contra drones ucranianos empregando funcionários de empresas locais, aos quais prometem não enviar para a linha da frente e um salário, foi hoje divulgado.

© Reuters   Por  LUSA    29/07/2026 

Esta região banhada pelo Mar Negro tem sido das mais afetadas pelos ataques ucranianos.

"Krasnodar é um dos principais produtores agrícolas da Rússia. Por isso, temos de proteger as instalações diretamente ligadas à segurança alimentar do país. (...) Mas as empresas também devem preocupar-se em proteger os seus negócios", anunciaram os representantes governamentais da região após uma reunião do conselho de governo.

Desta forma, os responsáveis pela administração da região consideram que a melhor solução face aos ataques ucranianos é criar grupos móveis de resposta antiaérea compostos por funcionários de empresas locais.

"Assinarão um contrato com o Ministério da Defesa russo, mas será garantido que não serão enviados para a zona da operação militar especial [frente de guerra na Ucrânia], mas que permanecerão para proteger as empresas onde trabalham", explicaram as autoridades.

Além disso, cada indivíduo irá receber 50.000 rublos por mês (cerca de 551 euros ao câmbio atual) da administração regional, embora não tenha sido especificado se este salário se soma ao que recebe da empresa na qual trabalha.

"A vitória é importante para todos e cada um deve refletir sobre o que fez pessoalmente para a alcançar o mais rapidamente possível", acrescentou o chefe regional do Serviço Federal de Segurança (FSB), Leonid Mijailiuk.

No final de maio, o jornal russo RBC informou que as empresas russas poderiam, a partir de agora, adquirir armas de grande calibre para se defenderem de ataques com drones.

Assim, as empresas poderão adquirir artilharia antiaérea, torres de artilharia, sistemas de radar, veículos especiais e sistemas de guerra eletrónica.

As autoridades esperam que as novas regulamentações adotadas a nível estatal permitam um fornecimento mais rápido de armas e equipamentos aos grupos responsáveis pela defesa móvel, compostos por reservistas, voluntários e funcionários do setor privado, com o objetivo de proteger as infraestruturas russas.

Para além do setor energético, os ataques ucranianos têm atingido nas últimas semanas o mercado logístico russo, em particular a empresa de comércio eletrónico Wildberries, conhecida como a "Amazon russa".


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 O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".

NASA: Modelo 3D mostra o verdadeiro formato da Terra. Está irreconhecível... A NASA partilhou um modelo 3D que permite mostrar a forma como a gravidade afeta a superfície do nosso planeta. Os dados foram recolhidos ao longo de 15 anos por 19 satélites diferentes.

© NASA   Por  noticiasaominuto.com   29/07/2026 

A descrição mais aceite sobre o formato do nosso planeta é a de um que é ligeiramente achatado nos polos” mas, ainda assim, costumamos pensar na Terra como uma esfera lisa sem qualquer protuberância ou imperfeição. O nosso planeta é até descrito, nos EUA, como o “Blue Marble”, ou Berlinde Azul na tradução em português.

Se esta é a ideia que tem do nosso planeta, então é provável que não consiga esconder o choque com o modelo 3D agora partilhado pela NASA. O modelo em questão - descrito pela NASA como um geoide - é “uma superfície equipotencial que pode ser considerada como a forma que a superfície de um oceano assumiria devido ao campo gravítico da Terra”.

Por outras palavras, o modelo que pode ver no vídeo acima pretende representar o formato que a Terra teria se fosse determinado (de forma exclusiva) pela gravidade e rotação do nosso planeta. Sem qualquer interferência dos ventos e marés.

A agência espacial norte-americana explica que, recorrendo aos dados recolhidos pelo modelo de gravidade GOCO06s, os responsáveis exageraram as alturas deste geoide num fator de 10 mil vezes, procurando assim dar uma melhor ideia das diferenças que seriam verificadas no nosso planeta.

Por exemplo, a NASA aponta para um pico de 85 metros na nas proximidades na Islândia e para uma depressão de 106 metros negativos ao largo do sul da Índia.

A NASA explica ainda que este modelo é importante para observar como a gravidade exerce forças diferentes na superfície da Terra e como o nosso planeta planeta é muito mais complexo do que possa parecer à primeira vista, notando que o geoide foi baseado em “mais de mil milhões de observações adquiridas ao longo de 15 anos com 19 satélites”.

Irão: Teerão condena ataques dos EUA e da Arábia Saudita no Iraque... O Irão condenou hoje os ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no Iraque, classificando-os como uma "violação flagrante" do direito internacional e acusando Washington e Israel de escalarem o conflito.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images   Por LUSA  29/07/2026 

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que os bombardeamentos "fazem parte das aspirações dos Estados Unidos e do regime sionista de prolongar a guerra e o conflito na região do Médio Oriente".

A diplomacia iraniana considerou ainda que os ataques constituem uma "violação flagrante" da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.

Teerão tem acusado repetidamente os Estados Unidos e Israel de promoverem uma escalada militar regional, numa altura em que se mantêm elevadas as tensões entre o Irão, Washington e os seus aliados israelitas e no golfo Pérsico, na sequência dos recentes confrontos militares e dos ataques cruzados registados nas últimas semanas.

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, ordenou hoje a convocação de uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra milícias pró-Irão no território iraquiano.

As Forças Armadas norte-americanas informaram, na terça-feira, que intercetaram uma série de mísseis iranianos e atuaram em conjunto com as forças da Arábia Saudita para atacar locais no Iraque que, segundo Washington, são utilizados pelas milícias apoiadas por Teerão para lançar ataques.

O Comando Central dos Estados Unidos informou na mesma ocasião que todos os mísseis iranianos lançados contra as forças norte-americanas no Médio Oriente tinham sido intercetados, acrescentando que as tropas iam continuar vigilantes "e em estado de elevada prontidão".

Ao anunciar as ações no Iraque, os Estados Unidos alertaram que novos ataques contra as tropas norte-americanas ou contra infraestruturas da Arábia Saudita poderiam desencadear ações adicionais.

Antes da divulgação desta informação, o Comando Central dos Estados Unidos tinha informado que o Irão tinha tentado um "ataque surpresa" com mísseis balísticos contra as forças norte-americanas no Médio Oriente.

O Irão e os Estados Unidos tinham suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os recentes ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra grupos armados pró-Irão no Iraque foram coordenados com o Governo iraquiano.

Guiné-Bissau: A Polícia Judiciária (PJ) entregou esta quarta-feira (29.07) à embaixada portuguesa em Bissau, quatro das 16 viaturas furtadas em Portugal e mandadas para a Guiné-Bissau.

Por Rádio Sol Mansi  / Rádio Capital Fm   29.07.2026

PJ ALERTA PARA A COMPRA DE VIATURAS FURTADAS E REFORÇA COOPERAÇÃO COM PORTUGAL

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau apelou, esta quarta-feira, aos cidadãos para não comprarem viaturas de origem duvidosa, alertando que muitos compradores acabam por perder os veículos por falta de documentação que comprove a sua aquisição legal.

O apelo foi lançado pelo inspetor-coordenador superior da PJ e diretor da Diretoria de Bissau e Biombo, Cristiano Daniel Cancola, durante a entrega formal de quatro viaturas apreendidas, alegadamente furtadas em Portugal.

Segundo Cancola, embora os casos de reclamação não sejam frequentes, existem pessoas que reivindicam a posse das viaturas, mas não conseguem apresentar documentos de compra e venda. Acrescentou que as denúncias sobre o furto dos veículos foram registadas em diferentes esquadras da polícia portuguesa.

Na ocasião, o responsável anunciou ainda a inauguração da nova sede da Polícia Judiciária em Bafatá, iniciativa que visa reforçar a capacidade operacional da instituição no interior do país.

Por sua vez, o coronel António Quadrado, oficial de ligação do Ministério da Administração Interna de Portugal na Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, explicou que grande parte das viaturas chega ao país através de esquemas de abuso de confiança. Segundo o oficial, os suspeitos alugam os veículos em Portugal e transportam-nos posteriormente para a Guiné-Bissau.

António Quadrado sublinhou que este tipo de criminalidade tem sido registado em vários países da Europa e que a Guiné-Bissau, o Senegal e a Gâmbia figuram entre os principais destinos das viaturas furtadas.

As autoridades guineenses e portuguesas reafirmaram o compromisso de reforçar a cooperação no combate ao tráfico internacional de viaturas furtadas e apelaram à população para verificar a proveniência e a documentação dos veículos antes da compra, evitando prejuízos e contribuindo para o combate à criminalidade.

CÂMARA MUNICIPAL DE BISSAU DÁ ULTIMATO: RUAS LIVRES EM 30 DIAS E FACHADAS RECUPERADAS EM 90 DIAS

Por  Radio Voz Do Povo 

“Município lança operação para ordenar o centro da cidade e aplicar multas a infratores”

A Câmara Municipal de Bissau decidiu apertar a fiscalização urbana e deu dois prazos distintos para munícipes cumprirem as regras do Código de Posturas.

No Comunicado N°07/2026, a autarquia exige a remoção voluntária, num prazo de 30 dias, de todos os obstáculos nas vias públicas.

O alvo são viaturas abandonadas, carros em passeios e bermas, oficinas de mecânica, serralharia e bate-chapa a céu aberto, além de sucatas e materiais de construção que bloqueiem a circulação.

Passados os 30 dias, a Câmara inicia remoção coerciva sem aviso. As viaturas serão apreendidas e os donos terão de pagar remoção, transporte e depósito. Se não forem reclamadas, vão para sucata. O mesmo vale para materiais de oficinas.

Pelo Comunicado N°06/2026, todos os proprietários e responsáveis por edifícios no centro têm 90 dias para limpar, reparar e pintar fachadas, muros e paredes visíveis da rua.

A medida visa garantir a estética urbana, a higiene e a segurança pública. A Câmara diz que vai fiscalizar com rigor e aplicar multas, notificações e cobrança coerciva a quem não cumprir. O prazo é "improrrogável".

Nos dois comunicados assinados a 29 de julho, a Câmara apela ao cumprimento voluntário, mas garante que a lei será aplicada "com firmeza e sem exceções" em defesa da ordem urbana e do interesse público.

Workshop do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas sobre a Validação da Estratégia de Transformação dos Sistemas Alimentares na Guiné-Bissau.

Fotos/vídeos de Tuti Vitoria Iyere / Taibo Embalo 

0 objetivo deste evento e validar a Estrategia de Transformação dos Sistemas Alimentares, bem coma outros documentos complementares, atraves de um processo consultive participative, inclusivo e multissetorial, envolvendo representantes do governo, setor privado, organizações da sociedade civil,  instituições academicas, parceiros de desenvolvimento e comunidades locais.

O Governo da Guine-Bissau, em estreita colaborac;ao com o Sistema das Nac;oes Unidas e outros parceiros estrategicos, esta a liderar o processo de desenvolvimento da Estrategia nacional de Transformação dos Sistemas Alimentares, que servira coma um quadro orientador para a implementação de intervenções coordenadas e integradas, capazes de responder aos desafios atuais do sistema alimentar nacional.
 Video de Tuti Vitoria Iyere / Taibo Embalo 

JAPÃO: Colapsos, 13 mortos e resgates: O que se sabe do sismo do Japão?... A magnitude do sismo que atingiu Kumamoto, no Japão, foi revista pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos de 7,1 para 6,8. Na manhã desta quarta-feira, ainda decorriam resgates, o número de mortos subiu e a primeira-ministra japonesa afirmou: "Todos os segundos contam".

© Reuters    noticiasaominuto com Lusa   29/07/2026 

Subiu para 13 o número de vítimas mortais após o sismo em Kumamoto, no Japão, que foi inicialmente registado com uma magnitude de 7,1 - agora, o Serviço Geológico dos Estados Unidos reviu este a magnitude para 6,8. O abalo aconteceu na terça-feira, mas a atualização do número de mortos foi dada esta quarta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi.

"Presto as minhas sinceras condolências à memória das vítimas mortais e expresso o meu profundo pesar à sua família", referiu Takaichi aos jornalistas.

"Há pessoas que ainda estão à espera de ajuda. Todos os segundos contam", disse.

Segundo a emissora NHK, há ainda pelo menos 33 feridos, mas o terremoto deixou para trás um grande rasto de destruição, com edifícios a colapsarem, como um centro comercial e um jardim de infância (ainda que parcialmente). O impacto do sismo fez ainda alguns incêndios deflagrarem, assim como o colapso de pontes, partes de uma muralha na região ou de torres de transmissão. Cerca de 48 mil pessoas ficaram sem eletricidade.

Segundo as publicações internacionais, o colapso de uma fábrica fez com que pelo menos 11 pessoas ficassem presas nos destroços. Duas dessas pessoas foram não apresentariam sinais de vida, mas o seu óbito ainda não tinha sido declarado durante a manhã desta quarta-feira. Outros dois trabalhadores terão sido retirados em estado crítico. A operação de buscas continuava durante a manhã pelos outros trabalhadores que ainda não foram encontrados.

Já esta quarta-feira, o ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo do Japão divulgou num relatório em que consta que duas autoestradas do país têm ainda 13 troços cortados, além de uma estrada nacional e três vias secundárias, na sequência do sismo registado.

Quanto ao serviço ferroviário, o MLIT indicou que não houve danos em infraestruturas, mas que foi determinada a suspensão total do comboio de alta velocidade e de mais de uma dezena de linhas.

A autoridade de transportes da cidade de Kumamoto indicou na rede social X que, embora o serviço de elétrico tenha sido suspenso na terça-feira, todas as linhas voltarão a operar hoje, ainda que com velocidades reduzidas e possíveis atrasos por motivos de segurança.

Nos aeroportos de Kumamoto e Amakusa, os serviços estão a ser restabelecidos, mas mantêm-se alguns cancelados. No transporte marítimo, foram registados danos menores em estaleiros e embarcações, estando suspensa uma rota de ferry.

O sismo ocorreu às 16h27 locais (6h27, em Lisboa) de terça-feira, com epicentro a cerca de 10 quilómetros de profundidade na província de Kumamoto, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que emitiu uma breve alerta de tsunami.

O abalo atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa de sete graus, centrada na intensidade à superfície e no potencial destrutivo, sendo a primeira vez que se regista esta magnitude desde o sismo que atingiu a península de Noto em 2024 e causou 400 mortos.

Em 2016, dois sismos devastadores - um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3 - atingiram Kumamoto. Causaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.

Veja as imagens na galeria.

Iraque reúne conselho de segurança nacional após intervenção dos EUA... O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, ordenou hoje a convocação de uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra milícias pró-Irão no território iraquiano.

© Reuters    Por  LUSA   29/07/2026 

O ataque provocou "vários" mortos e feridos.

Um comunicado oficial do executivo de Bagdade indica que o primeiro-ministro ordenou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional, "tendo em conta a evolução da situação de segurança e os ataques aéreos realizados contra o país".

Segundo a agência noticiosa oficial do Iraque, INA, um comunicado detalhado sobre os acontecimentos e as decisões vai ser divulgado após a reunião, mas não foram adiantados mais pormenores.

As Forças Armadas norte-americanas informaram, na terça-feira, que intercetaram uma série de mísseis iranianos e atuaram em conjunto com as forças da Arábia Saudita para atacar locais no Iraque --- utilizados pelas milícias apoiadas por Teerão para lançar ataques nos últimos dias.

Todos os mísseis iranianos lançados contra as forças norte-americanas no Médio Oriente foram intercetados, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos, acrescentando que as tropas "continuam vigilantes e em estado de elevada prontidão".

Ao anunciar as ações no Iraque, os Estados Unidos alertaram que novos ataques contra as tropas norte-americanas ou contra infraestruturas da Arábia Saudita poderiam desencadear ações adicionais.

🚨 GUARDA NACIONAL DESMANTELA REDE DE EMIGRAÇÃO IRREGULAR EM BISSAU

Por  GN - Guarda Nacional 

Em operação coordenada pelo Comando Operacional, a Guarda Nacional — através do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Companhia da Unidade do Comando Geral — desmantelou ontem, 28/07/2026, uma rede de apoio à emigração clandestina no bairro Háfia, em Bissau. 

A ação culminou na detenção de 12 cidadãos africanos (dois homens e dez mulheres) concentrados numa única residência privada. 

O grupo é composto por: 

🇲🇱 8 malianos (incluindo uma criança de 1 ano) 

🇬🇳 2 conacri-guineenses

🇬🇲 1 gambiana 

🇧🇫 1 burquinabé 

Entre os detidos encontrava-se uma mulher grávida que recebeu assistência hospitalar imediata após manifestar indisposição. 

Um dos detidos foi identificado como um dos presumíveis líderes e organizadores da rede. 

As investigações prosseguem em sede de inquérito criminal.

Sobe para 41 número de mortos em deslizamento de terras no município chinês de Chongqing... As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.

Foto: Rede Social X @iChongqing_CIMC   Por  rtp.pt    29/07/2026

O acidente ocorreu às 09:08 locais (01:08 em Lisboa), quando uma grande quantidade de rochas e terra se desprendeu de uma encosta, provocando o colapso de vários edifícios residenciais situados no sopé da montanha, deixando pessoas soterradas e obrigando à retirada de cerca de 1.100 residentes.

Na quinta-feira passada, as autoridades locais indicaram que o número de mortos subiu para 11, com 50 pessoas dadas como desaparecidas.

Hoje, a agência oficial chinesa Xinhua informou que foram identificadas mais 30 vítimas mortais, após testes de ADN e exames aos restos mortais recuperados nos últimos dias.

As autoridades acrescentaram que prossegue a identificação de outros restos mortais, entretanto, encontrados, enquanto continuam as operações de busca.

Segundo estimativas preliminares, o deslizamento tinha cerca de 60 metros de comprimento, 30 metros de altura e 10 metros de espessura, com um volume aproximado de 18.000 metros cúbicos.

A maior rocha deslocada tinha um volume estimado em cerca de 3.000 metros cúbicos, equivalente a pouco mais do que o volume de uma piscina olímpica.

Elementos das equipas de socorro explicaram aos órgãos de comunicação locais que as operações de resgate foram dificultadas pelo terreno montanhoso, pelas encostas e pelas linhas de água existentes na zona, que limitaram o acesso de maquinaria pesada, situação agravada pelas chuvas registadas no fim de semana seguinte ao acidente.

Após a tragédia, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à realização de operações de busca e salvamento "científicas", defendendo também a prevenção de desastres secundários, o tratamento adequado dos feridos e uma gestão eficaz das consequências do acidente.

O deslizamento de Chongqing ocorreu poucas semanas após outro acidente semelhante na província de Gansu, no noroeste da China, que soterrou inicialmente 33 pessoas, provocando 21 mortos e sete feridos ligeiros.


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Dezenas de concelhos de oito distritos no norte e centro de Portugal estão hoje em perigo máximo de incêndio, uma situação ligeiramente melhor do que na terça-feira.

UCRÂNIA: Zelensky afirma que iniciativa da guerra "já não está nas mãos de Putin"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".

© Fox News    Por LUSA  29/07/2026 

"Pedimos todos os dias para pôr fim a esta guerra, pelo menos para negociar um cessar-fogo temporário e dar oportunidade aos diplomatas de negociar. Mas Putin não quer (...). É por isso que temos de responder, ser duros, ser fortes. Não apenas nós. Contamos com as sanções", acrescentou o chefe de Estado ucraniano durante uma entrevista com a emissora Fox News.

Zelensky esteve em Washington para se reunir com o Presdiente norte-americano, Donald Trump, e assistir às cerimónias fúnebres do senador pró-ucraniano Lindsey Graham.

O Presidente ucraniano garantiu ter obtido do seu homólogo norte-americano, durante o encontro na Casa Branca, as licenças para a coprodução de mísseis intercetores Patriot, vitais para a defesa antiaérea de Kiev.

"Ele aceitou dar-nos as licenças e depois tive uma reunião com representantes do setor da produção, empresas militares muito importantes dos Estados Unidos", disse. "Espero que possamos avançar para uma coprodução", disse.

Por seu lado, Donald Trump afirmou na sua plataforma Truth Social que "correu muito bem" o encontro com o Presidente ucraniano.

Segundo a ONU, junho foi o mês mais mortífero para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento de ataques russos com mísseis balísticos, mais difíceis de intercetar.

Apenas os sistemas Patriot norte-americanos conseguem abatê-los, mas a Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis PAC-3, agravada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Um alto responsável ucraniano disse à agência France-Presse que Moscovo pretende intensificar os ataques, com o envio de novos lançadores balísticos para junto da fronteira e aguardando em agosto entregas adicionais provenientes da Coreia do Norte.

"É crucial que Washington autorize a compra de um lote de mísseis Patriot", acrescentou a fonte não identificada, admitindo que "muito dependerá do humor do Presidente Trump".

Só em julho, Moscovo lançou 120 mísseis balísticos e antinavio de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais apenas 35 foram intercetados, segundo a Força Aérea ucraniana. Em comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos em todo o ano de 2024.

Zelensky afirmou ainda que a reunião de terça-feira foi também ocasião para falar de "diplomacia", e que é "importante que o processo diplomático seja revivificado" para pôr fim ao conflito, escreveu na rede social X.

As relações entre Zelensky e Trump foram durante muito tempo tensas. Desde o regresso ao poder, Trump reduziu significativamente as entregas diretas de armas a Kiev, preferindo o programa PURL, que permite aos europeus comprar armamento e transferi-lo para a Ucrânia.

Em fevereiro de 2025, os dois presidentes chegaram mesmo a discutir em frente às câmaras no Salão Oval, com Trump a acusar Zelensky de ingratidão e de "brincar com a Terceira Guerra Mundial".

Nas últimas semanas, porém, o Presidente norte-americano tem adotado uma postura mais conciliatória, chegando a elogiar Zelensky considerando publicamente que está a fazer "um trabalho formidável".

Após a reunião na Casa Branca, Zelensky dirigiu-se ao Senado para incentivar a adoção de novas sanções contra a Rússia, medidas que Trump terá apoiado. O Senado fez avançar um projeto na noite de terça-feira, que deverá agora ser votado em definitivo antes de seguir para a Câmara dos Representantes.

As relações entre Moscovo e Washington deterioraram-se nos últimos meses, mostrando-se significativamente distantes do clima de aparente entendimento resultante do encontro entre Putin e Trump no Alasca, em agosto de 2025.

Na semana passada, em Manila, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, advertiu o homólogo norte-americano, Marco Rubio, contra a continuação das entregas de armas à Ucrânia.


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O Presidente ucraniano reuniu-se hoje com representantes da empresa de armamento norte-americana Lockheed Martin, com a qual diz que Kyiv já está a trabalhar para avançar a "produção conjunta" de mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.

ESTUDO: Jovens africanos mais otimistas em relação ao futuro do continente... Os jovens africanos mostram-se mais otimistas em relação ao futuro do continente, mas exigem uma democracia adaptada à realidade local, que garanta emprego e combata a corrupção, mostra um estudo hoje divulgado.

© Lusa   29/07/2026 

O Inquérito à Juventude Africana 2026, da Fundação da Família Ichikowitz (FFI), ouviu 4.901 jovens, dos 18 aos 24 anos, em 16 países, entre os quais Moçambique, indica que os jovens que participaram no estudo estão mais otimistas em relação à direção que o continente africano está a tomar.

A percentagem de jovens que faz uma avaliação positiva subiu de 37% em 2024 para 43% em 2026, com o "Afro-otimismo" a "ultrapassar os níveis pré-covid", segundo o relatório.

O Quénia e a África do Sul destoam da tendência, com sete em cada dez jovens em ambos os países a considerar que o continente "está a ir na direção errada".

O otimismo é mais elevado no Ruanda (68%), na Somália (66%), no Burquina Faso e no Gana (ambos com 60%).

Apesar do aumento do otimismo, as pressões económicas, particularmente o aumento do custo de vida, estão no topo, "ultrapassando as mortes por doenças infecciosas e a instabilidade política como o evento de maior impacto dos últimos cinco anos", indica o estudo.

Para os próximos anos - e pela primeira vez desde que estes relatórios começaram a ser publicados, em 2020 - os jovens colocam a criação de "novos empregos bem remunerados" e a redução da "corrupção governamental" como prioridades.

Outro tema em destaque na investigação é a mudança de atitude em relação aos Estados Unidos da América (EUA).

Em 2024, os jovens esperavam que uma administração de Joe Biden (entre 2021 e 2025) fosse "melhor para o seu país" do que uma administração de Donald Trump (que presidiu entre 2017-2021 e 2025-presente), por 42% a 23%, respetivamente.

Atualmente, e apesar da preferência declarada por uma presidência Biden, "cerca de três em cada cinco jovens (58 a 60%) estão muito ou razoavelmente otimistas de que a administração Trump trará um futuro melhor, com o otimismo a ser mais pronunciado no capacitar da juventude, nas operações de segurança e no combate ao terrorismo", indicou.

Segundo o fundador e comissário do Inquérito à Juventude Africana, Ivor Ichikowitz, numa resposta à agência Lusa, "a mudança reflete menos uma alteração na ideologia política e mais uma mudança na forma como os jovens africanos acreditam que a política global funciona atualmente. Muitos inquiridos parecem reconhecer que o Presidente Trump aborda as relações internacionais sob o prisma das transações, da influência e do interesse mútuo, em vez da ajuda externa ou da diplomacia baseada em valores. Em vez de rejeitarem essa abordagem, muitos parecem dispostos a alinhar com ela, desde que África garanta benefícios tangíveis em troca".

Este positivismo convive, no entanto, com "uma inquietação mais profunda, apontando para muitas das complexidades da relação com os EUA", alertou o relatório.

"Pouco mais de metade (58%) dos jovens acredita que os EUA irão desrespeitar o direito internacional para obter acesso aos recursos naturais no seu país, com a preocupação a ser mais elevada na África do Sul e na Libéria (ambos com 70%)", exemplificou.

Também o encerramento da USAID, decretada por Trump, dividiu ainda mais as opiniões: "Mais de dois em cada cinco (46%) jovens acreditam que terá um impacto negativo no seu país, com a preocupação a ser mais elevada em Moçambique (76%), no Ruanda e no Quénia (ambos com 63%)".

A China continua a ter uma perceção mais positiva nos jovens africanos do que os EUA. 

O relatório mostra também que existe uma forte vontade de ver reformas nas organizações multilaterais, apesar de a União Africana e as Nações Unidas (ONU) serem vistas como "os organismos internacionais mais influentes" e terem "um impacto amplamente positivo no continente".

A ONU, dizem 80% dos inquiridos, "precisa de reformas para incluir uma representação africana permanente" no Conselho de Segurança.

Sobre sistemas políticos, a juventude africana expressa "uma convicção generalizada de que a liderança jovem é, neste momento, insuficiente" e mantém-se "firmemente comprometida com a democracia", referiu.

No entanto, a "democracia de estilo ocidental (...) não é bem aceite no contexto africano", alertou.

Segundo explicou Ivor Ichikowitz à agência Lusa, a "democracia à moda africana" que resulta da investigação atribui maior importância tanto aos resultados como aos procedimentos.

"Os inquiridos associam consistentemente a boa governação à unidade nacional, à estabilidade política, a líderes que criem emprego e melhorem os serviços públicos, a par de eleições verdadeiramente livres e transparentes", acrescentou.

Em matéria de segurança, sete em cada dez jovens dizem sentir-se seguros no seu país, mas esta questão é "tanto uma preocupação económica como física, com o desemprego e a pobreza a serem vistos como a maior ameaça à segurança da comunidade", indicou o documento.


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Plano megalómano de Gianni Infantino, líder da FIFA, de vender os direitos comerciais do Campeonato do Mundo a privados e ganhar 17 mil milhões de euros não caíram bem junto das nações europeias.

EUA prorrogam por mais um ano estado de emergência contra o Brasil... Os Estados Unidos decidiram estender por mais um ano o estado de emergência contra o Brasil, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

© Lusa   29/07/2026 

O documento da Casa Branca, do Gabinete Executivo da Presidência, datado de 29 de julho de 2026, será publicado na edição de hoje do Registo Federal, o Diário Oficial do governo norte-americano.

A renovação do estado de emergência prorroga uma ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, em 30 de julho de 2025, mas que inclui sanções económicas ou aumento de tarifas ao Brasil.

Naquela ocasião, o Presidente dos Estados Unidos justificou a medida como resposta às decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro afetavam a segurança e a economia norte-americana.

Donald Trump também saiu em defesa do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que à época aguardava o julgamento pelo supremo brasileiro por tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022.

Para estender a "emergência nacional" sobre o Brasil, Donald Trump usou agora os mesmos argumentos que fundamentaram a decisão do ano passado.

No documento oficial de renovação, Trump reiterou que as políticas e ações do governo brasileiro constituem uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Washington justificou a manutenção da medida alegando que Brasília tem interferido na economia dos EUA e infringido os direitos de liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos.

Trump voltou a acusar o Supremo brasileiro de censurar a liberdade de expressão e que "membros do Governo do brasil também estão a perseguir politicamente" o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, incluindo familiares e seguidores.

"O que contribui para a ruptura deliberada do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação por motivação política naquele país e para violações de direitos humanos", informa o documento.

O documento destaca "certas atividades, como a censura e a prisão, por parte do Supremo Tribunal do Brasil, de indivíduos que exercem a livre expressão", em referência indireta aos apoiadores de Bolsonaro condenados e presos pelos atos golpistas do dia 08 de janeiro de 2023.

A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem momentos de tensão diplomáticos desde o ano passado, quando Trump anunciou às primeiras tarifas ao Brasil e, neste mês, autorizou novas sobretaxas a produtos brasileiros.

Soma-se a essa série de atritos, o fato dos EUA classificarem as duas maiores fações criminosas do Brasil -- Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) -- como organizações terroristas globais, algo contestado pelo Governo brasileiro.


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Cerca de 200 pessoas foram detidas em França desde o início da época de incêndios florestais por acusações relacionadas com fogos, informou hoje o ministro francês do Interior, Laurent Nuñez.

No final da sua visita de trabalho e solidariedade ao Mali, o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, destacou o reforço da cooperação e da estabilidade entre os dois países.

@Radio Voz Do Povo

"Ataque surpresa". Irão lança mísseis contra base dos EUA na Jordânia... As forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram "vários mísseis balísticos a partir do Irão" contra a base dos Estados Unidos na Jordânia, esta terça-feira.

© JACK GUEZ / AFP via Getty Images     Por  Notícias ao Minuto com Lusa  28/07/2026 

As forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram "vários mísseis balísticos a partir do Irão" contra uma base dos Estados Unidos na Jordânia, esta terça-feira. Contudo, e de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), "todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso".

"Hoje, às 17h45 (hora da costa leste dos EUA), as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irão, numa tentativa de ataque surpresa contra as forças norte-americanas estacionadas no Médio Oriente. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso", relatou o CENTCOM, na rede social X (Twitter).

O organismo apontou, ainda assim, que "as forças norte-americanas mantêm-se vigilantes e num elevado estado de prontidão".

A informação de que os mísseis balísticos tinham como alvo uma base norte-americana na Jordânia foi avançada pela imprensa internacional, como é o caso da Axios.

De notar que, na segunda-feira, o presidente norte-americano disse que as negociações com o Irão tinham "boas hipóteses" de produzir resultados, após uma suspensão de vários dias consecutivos de ataques contra a República Islâmica.

"Veremos o que acontece. Penso que há uma boa hipótese de algo acontecer", declarou Donald Trump, a bordo do avião presidencial.

O Irão avisou, no entanto, não estar envolvido em quaisquer negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contactos dos países mediadores do Médio Oriente com a diplomacia de Teerão. Se as negociações falharem, o líder norte-americano insistiu na ameaça de que as forças norte-americanas vão retomar os ataques aéreos.

"Voltaremos ao que estávamos a fazer há dois dias", avisou, a caminho de um evento no Michigan.

Questionado sobre o prazo que está disposto a dedicar à diplomacia, respondeu: "Não muito tempo. Ou avança depressa ou não avança de todo."

O dirigente norte-americano disse ter concordado na passada sexta-feira com a suspensão dos ataques contra a República Islâmica a pedido dos aliados no Médio Oriente, que estão a mediar o conflito.

"Todos os que lidam com o Irão pediram-me: 'Não dispare'", relatou.

Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira a última vaga de bombardeamentos contra a República Islâmica, no 13.º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceite pelas partes em junho, para interromper as hostilidades e como forma de abrir espaço para negociações de um acordo paz definitivo.

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano. 


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O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão exigiu hoje que a reabertura do estreito de Ormuz seja exclusivamente pela via iraniana, excluindo uma via paralela por Omã e reivindicando a necessidade de «autorização» da República Islâmica para navegação.

GOVERNO REGULAMENTA RESERVA DA BIOSFERA DOS BIJAGÓS E DÁ 60 DIAS PARA ACABAR COM ÁGUA EM SACOS PLÁSTICOS

Por Rádio Sol Mansi  28.07.2026 

O Governo de transição aprovou o decreto-lei que regulamenta a Reserva da Biosfera do Arquipélago dos Bijagós, recentemente reconhecida como Património Mundial Natural da UNESCO.

A decisão foi tomada na reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira, durante a qual o Executivo aprovou igualmente os projetos de lei sobre a Política Nacional de Energia e a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.

Em 2025, o Comité do Património Mundial da UNESCO, reunido em Paris, França, inscreveu o Arquipélago dos Bijagós na Lista do Património Mundial Natural. Na ocasião, as autoridades guineenses destacaram que o reconhecimento internacional permitirá reforçar a proteção e a conservação ambiental do arquipélago, bem como fortalecer os mecanismos de gestão dos seus ecossistemas sensíveis, através de parcerias técnicas e financeiras com instituições internacionais.

No âmbito da política de combate à poluição por plásticos, o Governo determinou um prazo de 60 dias para o encerramento de todas as fábricas de produção e empacotamento de água em sacos plásticos de uso único.

O comunicado do Conselho de Ministros refere que os Ministérios do Ambiente, do Comércio, dos Recursos Naturais, da Saúde Pública, do Interior e Ordem Pública e das Finanças foram incumbidos de adotar as medidas necessárias para pôr termo à utilização de sacos plásticos de uso único no país.

Segundo comunicado, o Conselho de Ministros mandatou uma comissão interministerial para desencadear, com caráter de urgência, as ações necessárias ao encerramento de todas as fábricas de empacotamento de água em sacos plásticos.

No comunicado, o Executivo justifica a medida com a necessidade de salvaguardar a saúde pública e proteger o meio ambiente.

Recorde-se que, em 2013, o então Governo, liderado por Rui Duarte de Barros, aprovou o Decreto-Lei n.º 16/2013, que proíbe o fabrico, a importação, a comercialização e a distribuição de sacos plásticos não biodegradáveis. Contudo, a aplicação da legislação tem enfrentado dificuldades práticas e resistência por parte de alguns operadores económicos, o que tem limitado a sua efetiva implementação.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Ucrânia e Irão discutem ataque a navio para evitar escalada... O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano conversou hoje com o homólogo iraniano sobre o ataque da Ucrânia contra um navio do Irão no mar Cáspio que provocou a morte de um marinheiro, de modo a evitar uma "escalada desnecessária".

© OZAN KOSE/AFP via Getty Images  Por LUSA   28/07/2026 

"A diplomacia consiste no diálogo direto, mesmo quando este é difícil. Salientei que o nosso objetivo é evitar uma escalada desnecessária", escreveu Andriy Sybiga na rede social X após uma conversa telefónica com o homólogo iraniano Abbas Araghchi, dias depois do ataque com um drone, ocorrido no fim de semana passado.

Sybiga defendeu que as ações da Ucrânia visam "exclusivamente defender o país da agressão russa" e "nunca tiveram como objetivo atingir embarcações civis ou pessoas".

Ao falar sobre as manobras de Kiev, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques no mar Cáspio tinham atingido um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano referiu no sábado que a declaração de Zelensky representava uma admissão tácita de um ataque que "demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irão".

 "Ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não só violou o direito internacional, como também procura, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança", afirmou na mesma ocasião o ministério.

Araghchi também confirmou a chamada telefónica de hoje com Sybiga, mas sem adiantar detalhes.

O chefe da diplomacia ucraniana sublinhou que o objetivo de Kiev "é combater a agressão russa, que é a causa principal de todos os incidentes, e é a Rússia que assume toda a responsabilidade por todas as provocações e vítimas".

"Salientei a necessidade de se abster de quaisquer medidas que possam agravar a situação, bem como de pôr fim a qualquer apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Esta guerra é ilegal e tem de acabar", continuou Sybiga, acrescentando que "a Europa e o Médio Oriente merecem estabilidade, segurança e paz".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Gueorguii Tykhy, confirmou que se tratava do primeiro contacto oficial entre Sybiga, que ocupa o cargo desde setembro de 2024, e Araghchi.

A conversa surge também para acalmar os ânimos entre os chefes de diplomacia, uma vez que um dia antes, Sybiga ter escrito nas redes sociais que as ameaças de Araghchi contra a Ucrânia eram injustificadas e que "o Irão não tem legitimidade para se fazer passar por vítima".

"Com as suas declarações, o Irão também tenta desviar a atenção do terror russo contra o transporte civil no mar Negro, que está a ameaçar a segurança alimentar global", acrescentou Sybiga na segunda-feira.

O Governo do Irão afirmou no sábado que um marinheiro foi morto e outro ficou ferido na sequência do ataque ucraniano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou ainda o encarregado de negócios da Ucrânia na capital iraniana, "a quem o Teerão transmitiu o seu forte protesto contra este ato hostil e criminoso".

CONSELHO DE MINISTROS APROVA POLÍTICA NACIONAL DE ENERGIA E REFORÇA COMBATE AOS PLÁSTICOS DE USO ÚNICO... COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS 28/07/2026

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho de Ministros, reunido esta terça-feira em sessão ordinária sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, aprovou vários diplomas considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.

Entre os documentos aprovados destacam-se a Política Nacional de Energia, a Estratégia Nacional de Eletrificação Rural, a Política Urbana, o regulamento da Reserva da Biosfera do Arquipélago Bolama-Bijagós, o Plano Nacional de Combate à Poluição Plástica e a transferência de interesses da Bissau Exploration Company (BEC) para a Chevron Guinea-Bissau Exploration 2 Lda, relativamente à licença de exploração denominada “BAGRE” (Bloco 4B).

Durante a reunião, o Executivo determinou ainda que os ministérios competentes adotem, no prazo de 60 dias, medidas para reforçar a aplicação da legislação que proíbe a utilização de sacos plásticos de uso único. Foi igualmente mandatada uma comissão interministerial para acelerar o encerramento das fábricas de empacotamento de água em sacos plásticos, invocando razões de saúde pública e de proteção ambiental.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Fernando Dju para o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau, em substituição do anterior titular.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

OLARA OTUNNU: Otunnu na corrida para suceder a Guterres como secretário-geral da ONU... O diplomata ugandês Olara Otunnu apresentou a sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidos, confirmou hoje o Representante Permanente da República Democrática do Congo junto das Nações Unidas.

© Getty Images    Por LUSA   28/07/2026 

O embaixador da República Democrática do Congo, país que exerce a presidência rotativa mensal do Conselho de Segurança, Zenón Mukongo Ngay, detalhou que recebeu a candidatura do diplomata ugandês ao cargo atualmente ocupado pelo português António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano.

A candidatura, apresentada pelo Uganda na fase final do processo, foi comunicada oficialmente na segunda-feira pela Presidência da Assembleia Geral ao Conselho de Segurança da ONU, precisamente quando o órgão se preparava para iniciar esta semana as consultas sobre os candidatos à sucessão de Guterres.

Mukongo Ngay explicou que os membros do Conselho de Segurança da ONU decidiram incluir Otunnu numa primeira votação informal à porta fechada, para garantir um processo "transparente e inclusivo".

Embora não seja vinculativa, esta votação costuma ser decisiva, pois permite identificar os candidatos com maior apoio e as possíveis objeções dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), que têm direito de veto.

Otunnu ainda terá de completar uma fase de audições com os Estados-membros.

Mukongo Ngay acrescentou que o Conselho de Segurança da ONU trabalhará para apresentar uma recomendação à Assembleia Geral "em tempo útil", com o objetivo de que o secretário-geral eleito tenha tempo para se preparar antes de assumir o cargo no próximo ano.

Otunnu, de 75 anos, foi subsecretário-geral das Nações Unidas e representante especial do secretário-geral para o dossier das crianças e os conflitos armados entre 1998 e 2005.

Com a sua entrada na corrida, o Uganda coloca um novo candidato numa disputa que já conta com a chilena Michelle Bachelet, a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi e o senegalês Macky Sall.

O processo culminará com a recomendação de um candidato por parte do Conselho de Segurança, que posteriormente terá de ser aprovado pela Assembleia Geral.