sábado, 30 de maio de 2026

EUA reverte exigência que requerentes de residência voltem a países de origem... O governo dos Estados Unidos reverteu o anúncio feito a 22 de maio que exigia que os candidatos à residência permanente (conhecida como 'green card') concluíssem o processo nos seus países de origem, foi hoje anunciado.

© John Moore/Getty Images    Por LUSA   30/05/2026 

Segundo o jornal The New York Times, o Departamento de Segurança Interna, responsável pelos assuntos de imigração, admitiu que a nova política não se aplicaria a todos os candidatos ao 'green card', nomeadamente os "candidatos altamente qualificados e profissionais talentosos que cumpriram a lei". 

O departamento adiantou ao jornal que a medida anunciada na semana passada visou servir de "lembrete para que os agentes usem o seu poder discricionário" para exigir que os candidatos deixassem os Estados Unidos para completar os seus pedidos.

O recuo representa uma mudança abrupta, já que o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, na sigla em inglês) tinha anunciado que a medida teria efeito imediato e que "os estrangeiros em situação temporária nos Estados Unidos que pretendessem obter um 'green card' deviam regressar ao seu país de origem para fazer o pedido".

Os titulares de vistos de curta duração, "como estudantes, trabalhadores temporários ou turistas, vêm para os Estados Unidos por um curto período e com um propósito específico. O nosso sistema está desenhado para que abandonem o país no final da sua estadia. A sua permanência não deve funcionar como um primeiro passo para o processo de obtenção do 'green card'", explicou na altura o porta-voz do USCIS, Zach Kahler.

Várias organizações de defesa dos direitos dos imigrantes e escritórios de advogados manifestaram o seu descontentamento com a medida, temendo que gerasse confusão aos requerentes de residência permanente.

O deputado democrata Chuy Garcia classificou a nova política como "absurda e cruel" e alertou que "forçaria milhares de imigrantes legais, incluindo cônjuges de cidadãos norte-americanos, a deixar as suas casas, famílias e empregos durante semanas, até mesmo meses, para obterem os seus 'green card' fora dos Estados Unidos".

De acordo com o jornal Washington Post, os Estados Unidos emitem mais de um milhão de 'green card' por ano, sendo que mais de metade dos requerentes já se encontra no país.

Na ampla ofensiva anti-imigração lançada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, desde o seu regresso à Casa Branca, uma outra via para a imigração legal - a dos refugiados - já foi amplamente encerrada.

"O Presidente continua a dar prioridade à imigração que fortalece os Estados Unidos cultural, social e financeiramente, ao mesmo tempo que impede a imigração em massa dos países em desenvolvimento que prejudica o nosso país e os americanos", declarou o USCIS.

Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê... A Casa Branca divulgou os resultados do exame médico de Donald Trump, revelando a causa das nódoas negras nas suas mãos. O médico do presidente explicou que os hematomas são benignos e relacionados ao uso de aspirina.

© Saul Martinez/Getty Images   Notícias ao Minuto   30/05/2026 

A Casa Branca divulgou os resultados do mais recente exame médico realizado a Donald Trump… e o documento contém, finalmente, a razão por trás das misteriosas nódoas negras que, frequentemente, aparecem nas mãos do presidente norte-americano.

Foi na terça-feira, dia 26 de maio, que a task-force de Serviços Preventivos dos Estados Unidos realizou uma "avaliação preventiva abrangente" a Donald Trump, que incluiu uma análise aos seus exames de laboratório e o estudo completo dos seus diagnósticos até à data. Três dias mais tarde, na sexta-feira, 29 de maio, e depois de Trump afirmar que o exame tinha corrido "de forma perfeita", o presidente autorizou a divulgação dos resultados - e é aí que surge a explicação.

No documento, citado pela People, o médico de Trump, Sean Barbabella, afirma que os hematomas são "compatíveis com uma irritação leve dos tecidos moles, relacionada com apertos de mão frequentes, num contexto de uso de aspirina para prevenção cardiovascular".

"Isto representa um efeito comum e benigno da terapia com aspirina. Nenhuma lesão ou crescimento suspeitos foram identificados", escreveu ainda Barbabella.

A publicação do relatório surge depois de ter sido noticiado na terça-feira que Donald Trump estava, mais uma vez, no hospital - a 3.ª desde o início do mandato. A Casa Branca alega que esta visita foi para realizar a avaliação acima mencionada.

Desde que tomou posse, em janeiro de 2025, Donald Trump tem sido fotografado inúmeras vezes com hematomas, nomeadamente nas mãos. A situação, que já tentou disfarçar com maquilhagem, levantou questões sobre a sua saúde, que o próprio garante estar "perfeita."

"O presidente Trump tem hematomas na mão porque está constantemente a trabalhar e a apertar mãos todos os dias", chegou a alegar a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no ano passado, aquando da visita de Emmanuel Macron à Casa Branca.

Já em março, Trump voltou a aparecer com uma condição física que levantou questões sobre a sua saúde. Desta vez, surgiu com uma erupção cutânea no lado direito do pescoço. O seu médico pessoal alegou que a irritação era uma consequência de um novo creme que Trump começou a usar.

Donald Trump, de 79 anos, completa mais um aniversário no próximo dia 14 de junho. O presidente, que tomou posse em janeiro de 2025, tornou-se no presidente mais velho a assumir o cargo dos EUA.

Pode ver as imagens dos hematomas e da erupção cutânea de Trump na nossa galeria.➧

EUA e China trocam expulsões de jornalistas após visita de Trump a Pequim... O governo norte-americano revogou o visto a uma funcionária chinesa da agência de notícias estatal Xinhua nos Estados Unidos, numa aparente retaliação pela decisão de Pequim de expulsar uma jornalista do The New York Times, segundo media locais.

© Global Imagens    Por LUSA   30/05/2026

Um funcionário do Departamento de Estado confirmou à agência AP que estava planeado revogar o visto da funcionária da Xinhua, após o Times noticiar em primeira mão a medida recíproca do governo de Donald Trump, que visitou Pequim este mês.

A medida de retaliação norte-americana ocorreu após a expulsão por Pequim de Vivian Wang, correspondente do The New York Times na China.

A causa aparentemente da expulsão foi a presença do Presidente taiwanês, Lai Ching-te, num evento do grupo de media norte-americano, no qual Wang não teve qualquer participação.  

O governo chinês reivindica a soberania sobre a ilha de Taiwan, que se autonomizou em 1949 sob liderança dos nacionalistas, após a guerra civil terminar na China continental com a vitória dos comunistas de Mao Tsé-Tung.  

O jornal divulgou hoje um comunicado a pedir a reintegração de Wang como jornalista credenciada na China e a exortar ambos os governos a "reverterem esta deterioração no acesso dos jornalistas".

"A decisão do Governo chinês de expulsar Vivian Wang é errada", disse Joseph Kahn, editor executivo do jornal, num comunicado.

"A sua expulsão tornará ainda mais difícil para o nosso público global obter reportagens precisas, independentes e aprofundadas sobre a segunda maior economia do mundo num momento crítico", adiantou.

A presença dos media norte-americanos na China já é escassa, após rondas anteriores de disputas sobre credenciais jornalísticas.

"O número de correspondentes de meios de comunicação social americanos autorizados a trabalhar na China caiu para um nível alarmantemente baixo, precisamente quando a necessidade de as pessoas de todo o mundo compreenderem a China é maior do que nunca", adiantou Kahn.

Todos os jornalistas estrangeiros precisam de ser acreditados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China para fazerem reportagens no país, e Pequim tem utilizado a política de acreditação e de vistos para expulsar ou impedir a entrada de profissionais cujo trabalho tenha desagradado à liderança chinesa ou para demonstrar descontentamento com o que Pequim considera ser uma cobertura desfavorável ou maliciosa da China.

Pequim restringiu drasticamente os vistos para jornalistas que trabalham para os meios de comunicação norte-americanos.

No total, pelo menos 18 jornalistas estrangeiros que trabalhavam para o The Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal foram expulsos no primeiro semestre de 2020, segundo o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China.

Muitos outros receberam vistos de curta duração, que variam entre um e três meses, de acordo com o inquérito anual do grupo.

Em 2020, o governo chinês expulsou três correspondentes do Wall Street Journal depois de o jornal ter publicado um artigo de opinião intitulado "A China é o verdadeiro homem doente da Ásia", após o surto da pandemia de COVID-19.

Com o agravamento das relações entre os Estados Unidos e a China, o Departamento de Estado norte-americano designou, em 2020, alguns dos principais grupos de notícias chineses como "missões estrangeiras".

A Xinhua, por exemplo, tem a função, atribuída pelo Partido Comunista Chinês, de servir de porta-voz do partido e do governo, o que inclui a distribuição de notícias oficiais.


Leia Também: Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que há "razões legítimas para alarme" face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um "equilíbrio estável" e rejeitam qualquer "hegemonia"

Medico de Trump descreve estado de saúde do presidente como "excelente"... Um relatório médico divulgado pela Casa Branca esta sexta-feira afirma que a saúde cardiovascular do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, equivale à de uma pessoa 14 anos mais jovem, descrevendo o estado de saúde como "excelente".

© Celal Gunes/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   30/05/2026 

De acordo com o relatório assinado pelo médico da Casa Branca, Sean Barbabella, Trump tem uma "idade cardíaca" de 65 anos, apesar de completar 80 anos no próximo dia 14 de junho, o estado de saúde do Presidente é considerado como «excelente», com plenas capacidades cognitivas.

Os resultados da avaliação, realizada a 26 de maio no centro médico militar Walter Reed, destacam ainda uma função cardíaca normal, sem evidência de insuficiência cardíaca nem outras afeções cardiovasculares significativas.

O relatório também aborda as contusões visíveis nas mãos do Presidente, que nos últimos meses têm suscitado especulação pública, e o médico atribuiu as marcas a uma combinação de apertos de mão frequentes e ao uso diário de aspirina como parte de um regime preventivo cardiovascular, descartando que sejam sinal de um problema médico mais grave.

A principal anomalia médica mencionada pelo médico presidencial é um ligeiro inchaço nas pernas causado por insuficiência venosa crónica, uma condição considerada comum e benigna em pessoas com mais de 70 anos.

Além disso, o médico pessoal afirma que Trump obteve uma pontuação perfeita de 30 em 30 no teste cognitivo Montreal Cognitive Assessment (MoCA), enquanto as análises laboratoriais e um ecocardiograma revelaram resultados dentro dos parâmetros normais, de acordo com a avaliação divulgada pela Casa Branca.

O relatório sublinha igualmente a prolongada abstinência do Presidente de álcool e tabaco, hábitos que Barbabella apontou como fatores que favorecem o atual estado de saúde.

Trump, prestes a completar 80 anos, pesa cerca de 224 libras (101,6 quilos) e mede 6 pés e 3 polegadas (1,90 metros), de acordo com os detalhes do exame.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, apenas assinará um acordo com o Irão se as suas "linhas vermelhas" forem cumpridas, adiantou hoje fonte da Casa Branca.

Havana confirma reunião militar de alto nível entre Cuba e Estados Unidos... O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (Minfar) confirmou na sexta-feira que teve lugar uma reunião entre altas chefias militares de Cuba e dos Estados Unidos, por acordo de "ambas as partes".

© Lusa  30/05/2026 

O primeiro vice-ministro e chefe do Estado-Maior Geral da instituição militar cubana, general do Corpo do Exército Roberto Legrá Sotolongo, e o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan, reuniram-se esta sexta-feira na base naval da Baía de Guantanamo, tinham já anunciado as forças norte-americanas e confirmaram agora as cubanas.

Segundo um comunicado do Comando Sul, os generais tiveram "uma breve troca sobre assuntos de segurança operacional" e abordaram temas como "a segurança do pessoal e das suas famílias e a preparação operacional, juntamente com os oficiais da base".

Num breve comunicado publicado nas redes sociais, o Minfar indicou depois que o encontro teve lugar "por acordo de ambas as partes".

Além disso, salientou que "ambas as delegações consideram positivo o encontro, onde foram abordados temas relacionados com a segurança em torno do perímetro divisório do enclave militar", em referência à base naval dos Estados Unidos em Guantánamo (extremo leste de Cuba).