domingo, 5 de abril de 2026

ARTEMIS II: A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua... A missão Artemis II já está a dois terços do caminho para a Lua. Durante o quarto dia de viagem, os astronautas conseguiram captar uma imagem histórica do satélite, onde é possível ver toda a Bacia Orientale da Lua.

© NASA   noticiasaominuto.com  05/04/2026 

A missão Artemis II já está a dois terços do caminho com destino à Lua. Durante a viagem e, pela primeira vez em toda a história da humanidade, a tripulação conseguiu captar uma imagem onde é possível ver todo a Bacia Oriental do satélite.

A primeira missão tripulada à Lua continua a progredir sem qualquer percalço, com os quatro astronautas já bem adiantados na viagem que os irá levar ao satélite natural da Terra. Segundo uma publicação da NASA, a tripulação chegou a dois terços do caminho durante o quarto dia de voo.

Na mesma publicação, a NASA adiantou ainda que ao longo deste dia os astronautas a bordo da cápsula Orion analisaram os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e estão atualmente a praticar o controlo manual da nave espacial.

Mais tarde, a NASA voltou a fazer uma nova publicação, onde deixam a sua imagem mais recente da Lua. "Nesta nova fotografia, captada pela nossa tripulação da Artemis II, conseguem ver a Bacia Oriental, que é a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta missão marca a primeira vez que a bacia inteira foi vista com olhos humanos", notou.

"Nós tirámos umas fotografias hoje mais cedo e depois de as colocarmos num computador para olhar mais de perto, nós encontrámos uma característica: o 'Grand Canyon' da Lua, que é chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo", afirmou ainda um dos astronautas, Victor Glover, numa outra atualização citado pela Reuters.

Astronautas descolaram a 2 de março

Recorde-se de que a Orion deixou, na quinta-feira, 2 de março, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait... Um ataque iraniano causou "danos significativos" a duas centrais elétricas e de dessalinização no Kuwait, anunciou hoje o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do emirado.

© Lusa   05/04/2026 

"Duas centrais de energia e dessalinização foram alvejadas por drones hostis no âmbito da hedionda agressão iraniana, resultando em danos materiais significativos e na paragem de duas unidades de geração de energia, sem vítimas", afirmou o ministério.

As equipas de emergência estão a trabalhar para "garantir a continuidade dos serviços", uma vez que "a segurança e a estabilidade dos sistemas de eletricidade e de água são uma prioridade absoluta", acrescentaram as autoridades, em comunicado.

A petrolífera estatal do Kuwait anunciou que um complexo na zona costeira de Shuwaikh foi alvo de drones iranianos na madrugada de domingo, provocando um incêndio. Até ao momento, não há registo de vítimas.

"O edifício foi completamente evacuado por precaução e está em curso uma avaliação dos danos", acrescentou a Kuwait Petroleum Corporation.

A empresa garantiu que "estão a ser tomadas as medidas necessárias para garantir a segurança do local e dos funcionários".

Horas antes, o exército do Kuwait tinha dito que o emirado tinha sofrido um novo ataque com mísseis e drones e pediu à população para seguir as orientações de segurança.

"As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior, na rede social X.

O Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que "o complexo governamental da Cidade de Kuwait foi alvo, no sábado à noite, de um drone hostil", que causou "danos materiais significativos".

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com disparos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.

O Irão lançou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Também hoje, os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram um ataque com mísseis e drones, depois do Irão ter apontado com alvo a indústria do alumínio no país do Golfo.

"Os sistemas de defesa aérea dos EAU foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones", declarou o Ministério da Defesa, afirmando que "os sons ouvidos em todo o país são o resultado de operações em curso contra estes mísseis e drones".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA, os militares do Irão indicaram que tinham atacado instalações da indústria do alumínio nos EAU, bem como alvos militares dos EUA, incluindo no Kuwait.

Resgatado pelos EUA piloto norte-americano que estava desaparecido no Irão... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira.

Por  Sicnoticias.pt

Uma frenética de busca e salvamento foi iniciada após a queda do caça F-15, enquanto o Irão prometia também uma recompensa para quem entregasse o "piloto inimigo".

Ferido, mas bem 

Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão".

O republicano acrescentou que o resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e que os EUA estavam a acompanhar a localização do piloto "24 horas por dia e a planear diligentemente o seu resgate".

O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

As buscas concentraram-se numa região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irão.

Pouco depois do anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter abatido outro avião norte-americano, que estava envolvido nas operações de resgate do piloto.

"Uma aeronave inimiga americana que procurava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan", avançou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Na sexta-feira, o exército iraniano anunciou que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos da aeronave foi resgatado com vida pelos EUA logo a seguir ao incidente.

A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que "caiu nas águas do Golfo", de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na emissora estatal do Irão.

O jornal norte-americano New York Times, citando duas fontes das autoridades norte-americanas, noticiou que o avião se despenhou perto do estreito de Ormuz, tendo o piloto sido resgatado.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiam o abate de um caça.

Irão alerta ONU para riscos após ataque contra central nuclear... O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.

© Lusa   05/04/2026 

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.

No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".

Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.

No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.

Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central.

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.

Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


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Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.