sexta-feira, 10 de abril de 2026

Delegação iraniana chega ao Paquistão para conversações de paz... Uma delegação do Irão liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou hoje em Islamabad, capital do Paquistão, para as conversações de paz com os Estados Unidos, noticiaram os media iranianos.

© Majid Saeedi/Getty Images   Por  LUSA    10/04/2026 

Segundo a televisão estatal, as negociações só começarão se os norte-americanos, liderados pelo vice-presidente, JD Vance, aceitarem as condições prévias do Irão.

A delegação liderada por Qalibaf aterrou em Islamabad durante a tarde de hoje e inclui equipas ligadas a segurança, política, defesa, economia e assuntos jurídicos, adiantou a mesma fonte.

Trump afirma que iranianos "não têm cartas" para negociações exceto Ormuz... O presidente norte-americano afirmou hoje que as autoridades iranianas "não têm cartas" para as negociações entre as partes, previstas para sábado em Islamabad, exceto o bloqueio ao transporte marítimo de hidrocarbonetos no estreito de Ormuz.

© Lusa    10/04/2026 

"Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas, exceto a extorsão de curta duração do resto do mundo utilizando as rotas marítimas internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar", escreveu Donald Trump na sua rede social.

Numa mensagem separada, o político republicano acrescentou: "Os iranianos são melhores a manipular os 'media' mentirosos e nas 'relações públicas' do que a lutar!"

A analogia de um jogo já tinha sido usada pelo Presidente norte-americano em fevereiro de 2025 quando destratou publicamente o homólogo ucraniano, num tenso encontro na Sala Oval da Casa Branca, avisando Volodymyr Zelensky que já não tinha cartas para usar no conflito com a Rússia.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.

Na quinta-feira, Trump acusou o Irão de que "não estava a cumprir a sua parte" em Ormuz, no âmbito do cessar-fogo, anunciado pouco antes de expirar o prazo de um ultimato dado à República Islâmica de levantar o bloqueio sob ameaça de apagar "uma civilização inteira".

Em declarações ao jornal New York Post, o Presidente dos Estados Unidos indicou também que as forças armadas norte-americanas estavam a preparar-se para novos ataques caso as negociações no Paquistão não produzam resultados.

"Estamos a começar tudo de novo. Estamos a carregar os navios com as melhores munições, as melhores armas alguma vez construídas, até melhores do que as que tínhamos antes, quando já tínhamos destruído tudo", afirmou, ameaçando: "Se não houver acordo, vamos usá-las, e vamos usá-las com muita eficácia".

O presidente do parlamento iraniano exigiu, pelo seu lado, que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes do início das negociações", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa rede social.

O levantamento do congelamento dos ativos iranianos sujeitos a sanções não tinha sido mencionado publicamente por Teerão como condição prévia para as negociações, embora esteja incluído na lista de dez exigências para um acordo de paz.

Israel e Estados Unidos consideram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito inicialmente o contrário e Teerão inclua os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.

Antes da mensagem de Ghalibaf, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, esperado em Islamabad para liderar a delegação de Washington nas conversações, aconselhou o Irão a "não brincar" com os Estados Unidos.

"Se nos tentarem enganar, vão descobrir que a equipa de negociação não está muito recetiva", advertiu.

As negociações de paz têm como temas centrais o fim duradouro da guerra, do bloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah no Líbano, os Huthis no Iémen ou o Hamas na Palestina, e as sanções económicas à República Islâmica.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.

Embora não confirmada oficialmente, a parte iraniana deverá ser liderada pelo presidente do parlamento e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

O último processo negocial, que decorria sob mediação de Omã, foi interrompido pelo início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

Israel reclama que desmantelou mais de 4.300 instalações do Hezbollah... O exército israelita anunciou hoje ter desmantelado mais de 4.300 instalações do grupo xiita Hezbollah e eliminado 1.400 elementos no Líbano desde o recomeço dos confrontos entre as partes em 02 de março.

© Reuters    Por  LUSA   10/04/2026 

Os soldados israelitas "desmantelaram mais de 4.300 instalações" e localizaram acima de 1.250 armas, incluindo 'rockets' de longo alcance, mísseis antitanque, lança-foguetes RPG, engenhos explosivos improvisados e outros equipamentos militares, disse o exército em comunicado.

As forças de Israel assinalaram ainda que eliminaram cerca de 1.400 combatentes do Hezbollah em ataques aéreos e operações terrestres no sul do Líbano.

Segundo as autoridades libanesas, mais de 1.800 pessoas, incluindo 163 crianças, foram mortas no país desde o início de março.

Na quarta-feira, as forças israelitas realizaram dezenas de bombardeamentos em Beirute, no sul e no leste do Líbano, causando mais de 300 mortos e várias centenas de feridos.

Foi o dia mais sangrento desde o recomeço das hostilidades entre Israel e o Hezbollah e ocorreu em pleno arranque de um frágil cessar-fogo n acordado pelos Estados Unidos e pelo Irão, aliado do grupo armado libanês, para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro.

Israel e Estados Unidos consideraram que a trégua não abrange o Líbano, apesar de a mediação paquistanesa ter indicado inicialmente o contrário.

Após pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira que aceitou iniciar negociações com Governo libanês, com vista a desarmar o Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

Pelo menos 13 membros das forças de segurança libanesas foram mortos em ataques aéreos israelitas contra a sede da Direção Regional de Segurança do Estado de Nabatieh, no sul do país, de acordo com esta força policial, apesar de Israel insistir que as suas operações visam apenas o Hezbollah.

Em sentido contrário, nas últimas horas o Hezbollah lançou cerca de 30 ataques com foguetes a partir do Líbano contra Israel, causando danos materiais, indicou o exército israelita.

Os ataques visaram sobretudo o norte de Israel, na fronteira com o Líbano, onde prosseguem os combates entre o exército israelita e as milícias do grupo xiita.

Outros bombardeamentos na Galileia incluíram Banaa e Deir el-Assad, onde um edifício foi atingido e várias pessoas receberam assistência médica por ataques de pânico, disseram as autoridades.

O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, logo depois da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca foi verdadeiramente respeitado.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra o território israelita. 

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, levando a que acima de um milhão de pessoas estejam deslocadas.

A situação no Líbano constitui um dos pontos expectáveis nas negociações, previstas para sábado em Islamabad, entre os enviados norte-americanos e iranianos sobre a guerra no golfo Pérsico, a par do apoio financeiro e militar de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah.

"A realização de negociações para pôr fim à guerra depende do cumprimento, por parte dos Estados Unidos, dos seus compromissos de cessar-fogo em todas as frentes, especialmente no Líbano", avisou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou depois esta posição e apontou violações ao cessar-fogo em vigor, incluindo as operações militares israelitas no Líbano, exigindo a suspensão antes de se sentar à mesa das negociações com a delegação norte-americana na capital do Paquistão.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes que as negociações possam começar", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf na rede social X.

Ao mesmo tempo que resiste ao processo de desarmamento ordenado pelas autoridades libanesas, reforçado com a proibição anunciada na quarta-feira do porte de arma por grupos não estatais em Beirute, o Hezbollah distanciou-se de negociações com Israel.

"Não aceitaremos o regresso à situação anterior e apelamos aos responsáveis ??[libaneses] para que ponham fim a estas concessões gratuitas", declarou o secretário-geral do movimento xiita, Naim Qassem, numa mensagem escrita à nação.


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Israel atacou uma escola situada no sul do Líbano de onde alegadamente o Hezbollah lançava ataques, afirmou hoje o exército israelita, acusando o movimento xiita pró-iraniano de violar o Direito Internacional.


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Estudo: Força do aperto de mão pode indicar risco de doenças... Um estudo internacional sugere que testes simples de força muscular, como apertar uma mão ou levantar-se de uma cadeira várias vezes seguidas, podem prever o risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou diabetes tipo 2, entre outras.

© Shutterstock    Por LUSA  10/04/2026 

Segundo um novo estudo, um simples teste com o aperto de mão pode ajudar a identificar o risco desenvolver doenças. O estudo aponta ainda ações simples como levantar-se da cadeira. Em causa pode estar o risco de doenças como diabetes ou cardiovasculares.

A meta-análise de 94 estudos, que reforça o papel da força muscular como indicador-chave da saúde futura, foi publicada recentemente no British Journal of Sports Medicine, informou hoje a agência noticiosa espanhola EFE citando um comunicado da Universidade de Almeria, em Espanha.

Força do aperto do mão diz muito

Os resultados do estudo indicam que dois testes bastante acessíveis, como são a força de preensão manual e a capacidade de se levantar e sentar numa cadeira cinco vezes seguidas, permitem estimar o risco de desenvolvimento de diversas patologias ao longo do tempo.

As pessoas com maior força muscular apresentam menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, declínio cognitivo, depressão, incapacidade funcional e doenças neurodegenerativas como demência ou Parkinson, adianta a EFE.

A principal vantagem destes testes, salientaram os investigadores, é a sua simplicidade, rapidez e baixo custo, pois não requerem equipamentos complexos e podem ser facilmente aplicados em consultórios médicos, centros de saúde ou programas comunitários.

Ou seja, "podem integrar a curto prazo a prática clínica, como ferramentas úteis para a deteção precoce de riscos em adultos, permitindo a identificação de pessoas com maior probabilidade de desenvolver doenças crónicas" e a tomada de medidas antes do aparecimento das doenças, reduzindo o seu impacto no sistema de saúde.

Os cientistas também acreditam que os resultados podem contribuir para melhorar as estratégias de prevenção, facilitando intervenções baseadas no exercício físico e na promoção de estilos de vida saudáveis.

O estudo "Importância clínica dos testes simples de aptidão muscular para prever condições de saúde a longo prazo" tem como primeiros autores Nuria Marín Jiménez, da Universidade de Almeria, e Bruno Bizzozero-Peroni, do Instituto Karolinska, na Suécia, e envolveu instituições da Europa, América e Oceânia.

Economia cabo-verdiana cresceu 6,3% em 2025... O Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde cresceu 6,3% em volume em 2025, depois de uma subida de 7,0% em 2024, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© Lusa   10/04/2026 

"A taxa de variação acumulada dos quatro trimestres de 2025 aponta para um crescimento anual do PIB de 6,3% em volume", indicou o INE ao divulgar os dados da evolução trimestral da economia nacional.

O resultado reflete o desempenho da economia ao longo do ano, confirmando uma ligeira desaceleração face a 2024.

No quarto trimestre de 2025, o PIB registou um crescimento homólogo de 7,1% em termos reais, sustentado sobretudo pelas indústrias transformadoras, transportes e serviços públicos.

Pela ótica da produção, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou 7,0%, com contributos positivos da maioria dos setores, apesar da quebra na agricultura e na construção.

Na ótica da despesa, o crescimento foi impulsionado pelo aumento do consumo público e das exportações de bens e serviços.

As importações também aumentaram, embora com menor intensidade nas compras de bens.

O INE refere ainda que os dados foram revistos, com o crescimento de 2024 ajustado de 7,2% para 7,0%.

Mais de dois milhões de mulheres deslocadas no Irão e Líbano, indica ONU... Cerca de 1,6 milhões de mulheres no Irão e outras 620 mil no Líbano abandonaram as suas casas devido ao conflito regional que começou em 28 de fevereiro, afirmou hoje a ONU Mulheres.

© Lusa   10/04/2026 

Segundo as autoridades locais, pelo menos 204 mulheres morreram em ataques no Irão - incluindo 168 raparigas no ataque à escola em Minab - e outras 102 no Líbano, sendo que este último número ainda não inclui as vítimas do intenso bombardeamento de 08 de abril ao território libanês, disse a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, em uma conferência de imprensa em Genebra.

Foram também relatadas mortes de mulheres noutros países da região, incluindo o Bahrein, o Iraque, Israel, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, assim como nos Territórios Palestinianos Ocupados, acrescentou.

Além disso, muitas mulheres e raparigas da região correm o risco de insegurança alimentar devido ao aumento dos preços e às perturbações nas cadeias de abastecimento.

Neste contexto, as organizações regionais de defesa dos direitos das mulheres estão cada vez mais ameaçadas numa altura de redução do espaço cívico em muitos países. Muitas ativistas "sofreram intimidação, detenções arbitrárias e, em alguns casos, violência letal", acrescentou Sofia Calltorp.

Os Estados Unidos e Israel inciaram em 28 de fevereiro a guerra contra o Irão, que retaliou com ataques contra Israel e os interesses norte-americanos em vários países do Golfo Pérsico. O grupo xiita Hezbollah arrastou o Líbano para esta guerra ao atacar Israel em 02 de março.

NO QUADRO DA REFORMA, MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA RECEBE RELATÓRIO SOBRE RECURSOS HUMANOS E DESPESA COM PESSOAL

 Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social 

A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social esteve reunida esta sexta-feira, [10.04] no seu gabinete, com Ousman Bachir Dem,  o Task Team Leader do Projeto de Reforço do Setor Público II, um projeto financiado pelo Banco Mundial.

O TTL do PSSP II esteve acompanhado pelo Coordenador do Projeto, o guineense Malam Banjai, Diretor-geral da Reforma, Augusto da Silva e por consultores do Banco Mundial.

Durante o encontro, foi entregue à Ministra, Assucénia Donate de Barros, o relatório sobre os recursos humanos e a despesa com o pessoal.

Este documento enquadra-se no âmbito da reforma da Administração Pública e visa contribuir para a melhoria da gestão dos recursos humanos e a racionalização das despesas públicas.

O referido relatório constitui um instrumento relevante para apoiar a tomada de decisões estratégicas, bem como para reforçar a eficiência e a transparência no funcionamento da Administração Pública.

Por: Gabinete de Comunicação da Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social

DOIS FUNCIONÁRIOS DO INSS EM PRISÃO PREVENTIVA POR ALEGADA FRAUDE NO PAGAMENTO DE PENSÕES

Por Rádio Sol Mansi  10 04 2026

Dois funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) encontram-se em prisão preventiva, suspeitos de envolvimento num esquema de fraude relacionado com o pagamento de pensões. 

Segundo uma nota à imprensa do gabinete de comunicação da Procuradoria-Geral da República, divulgada esta sexta-feira, em Bissau, a medida foi decretada pelo Juiz de Instrução Criminal (JIC).

Segundo a mesma fonte, a decisão foi tomada com base nos elementos de prova apresentados pelo Ministério Público, que, no passado dia 31 de março, requereu a aplicação da medida de coação mais gravosa aos suspeitos. Em causa estão crimes de falsificação de documentos e peculato, alegadamente praticados em coautoria.

As investigações conduzidas pela Vara-Crime do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Bissau indicam que os dois funcionários, um homem e uma mulher, com idades entre 38 e 51 anos, terão introduzido de forma fraudulenta nomes de supostos beneficiários no sistema informático do INSS, permitindo o pagamento indevido de pensões de velhice e de sobrevivência.

Segundo as autoridades, o esquema terá tido início em abril de 2025 e provocado prejuízos financeiros significativos à instituição.

Com a decisão do Juiz de Instrução Criminal, os arguidos permanecerão em prisão preventiva enquanto aguardam o desenrolar do processo e o respetivo julgamento.

Kuwait acusa Teerão de ataque que atingiu instalações da guarda nacional... O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait acusou hoje o Irão "e seus aliados" de atingirem uma instalação da guarda nacional num ataque lançado esta madrugada, avisando que isso "debilita os esforços" de acordo entre Teerão e Washington.

© Stringer/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  10/04/2026 

Em comunicado hoje divulgado, o ministério condenou "os ataques atrozes perpetrados pela República Islâmica do Irão e pelos seus aliados, incluindo fações, milícias e grupos armados afiliados, utilizando drones contra várias instalações vitais do Kuwait na noite de quinta-feira". 

A guarda nacional do Kuwait afirmou, na quinta-feira à noite, que uma das suas instalações sofreu "danos materiais significativos", embora não tenha havido relatos de mortes.

"A continuidade destes ataques flagrantes da República Islâmica do Irão e dos seus aliados contra o Kuwait e outros países da região mina os esforços regionais e internacionais que culminaram recentemente no anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Os ataques da última noite aconteceram poucas horas depois de o Ministério da Defesa do Kuwait ter anunciado, em comunicado, que não se tinham registado "novos desenvolvimentos ou alterações operacionais" durante o dia.

De facto, quinta-feira marcou uma pausa nos múltiplos ataques que o Irão tem vindo a lançar contra os países do Golfo Pérsico desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram a sua guerra contra a República Islâmica, guerra a que Teerão respondeu com ataques contra os aliados árabes de Washington.

Este incidente ocorreu poucos dias depois de manifestantes pró-Irão terem invadido o consulado do Kuwait em Bassorá, no sul do Iraque, na sequência do lançamento de um míssil, alegadamente com origem no território do Kuwait, para a cidade iraquiana, que matou pelo menos três pessoas.

Os países do Golfo Pérsico consideram uma ameaça crescente os grupos armados aliados do Irão, como o movimento xiita libanês Hezbollah, os rebeldes Huthis do Iémen e as milícias pró-iranianas no Iraque.


Leia Também: China apela à contenção face à incerteza sobre o cessar-fogo

A China afirmou hoje que os acordos de cessar-fogo devem "contribuir para pôr fim aos conflitos" e apelou à calma e à contenção perante a incerteza sobre a trégua com o Irão.