sábado, 21 de março de 2026

AIEA pede "máxima contenção militar" após ataque a Dimona em Israel... A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) apelou hoje para a "máxima contenção militar", após um míssil iraniano ter atingido a cidade israelita de Dimona, onde se situa um centro de investigação nuclear.

Por  LUSA  21/303/2026.  

"A AIEA (...) não recebeu qualquer indicação sobre possíveis danos no centro de investigação nuclear do [deserto do] Neguev", afirmou a agência especializada da ONU numa mensagem publicada na rede social X.

As informações provenientes de Estados da região indicam que nenhum nível anormal de radiação foi detetado", acrescentou a organização.

Depois de atingir as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que hoje entrou na quarta semana, estendeu-se às instalações nucleares: o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, esta manhã, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país.

Trinta e nove pessoas foram feridas por estilhaços em Dimona, onde um edifício de habitação sofreu o "impacto direto do míssil" iraniano, segundo as autoridades locais.

Detritos de todos os tipos, árvores cortadas e blocos de betão cobrem o local, que se assemelha a um campo de batalha.

O local atingido situa-se numa zona residencial, a cerca de cinco quilómetros do Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

Israel é considerado o único país do Médio Oriente a possuir armas nucleares, mas mantém uma política de "ambiguidade estratégica" sobre o assunto.

O complexo de Dimona é oficialmente dedicado à investigação nuclear e ao fornecimento de energia.

O Irão reivindicou o ataque com o míssil, afirmando que foi "uma resposta" ao "ataque inimigo" ao complexo de Natanz, anteriormente relatado por Teerão.

De acordo com a Organização de Energia Atómica do Irão, "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" em Natanz, local que já tinha sido atingido no início de março.

O Exército israelita afirmou "desconhecer" qualquer ataque deste tipo, ao passo que a televisão estatal iraniana Kan noticiou ter-se tratado de um ataque norte-americano.

No entanto, Israel afirmou ao fim da tarde ter bombardeado um centro universitário em Teerão, Malek-Ashtar, "utilizado pelo regime terrorista iraniano para desenvolver componentes para armas nucleares".

Ao lançar a ofensiva contra o Irão, com Israel, a 28 de fevereiro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a intenção de eliminar a ameaça nuclear iraniana, já significativamente enfraquecida pela guerra de 12 dias em junho de 2025

As potências ocidentais suspeitam que o Irão está a tentar produzir armas nucleares, o que Teerão nega, e as negociações sobre a matéria em curso em fevereiro foram abruptamente interrompidas pelo ataque israelo-norte-americano.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e tem lançado ataques indiscriminados contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.230 civis mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 civis feridos, segundo o balanço oficial divulgado a 05 de março.

Hoje, a emissora estatal elevou o número de mortos para mais de 1.500, citando o Ministério da Saúde.

A organização não-governamental opositora HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou na sexta-feira o total de vítimas mortais em pelo menos 3.134.


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Irão ataca cidade israelita com centro de investigação nuclear... Pelo menos 39 pessoas ficaram hoje feridas no sul de Israel, num ataque de mísseis iranianos à região de Dimona, onde se situa um centro de investigação nuclear, anunciaram os serviços de emergência israelitas.

Por LUSA 

Na região, localizada no deserto do Neguev, "em todos os pontos afetados, as equipas do Magen David Adom (MDA, equivalente israelita à Cruz Vermelha) assistiram 39 pessoas feridas com estilhaços, traumatismos sofridos enquanto se dirigiam para áreas protegidas", precisou o MDA num comunicado.

Entre os feridos atingidos por estilhaços, encontram-se um menino com cerca de dez anos, em estado grave, e uma mulher na faixa dos 40, segundo o MDA.

A televisão israelita exibiu imagens de um edifício de apartamentos com a fachada praticamente destruída, crivada de buracos e estilhaços, numa zona urbana.

A localização exata dos pontos atingidos é ainda desconhecida, mas as imagens divulgadas nas redes sociais mostram explosões em áreas urbanas.

A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

Há pouca informação disponível sobre a instalação nuclear de Dimona, uma vez que Israel mantém uma política de "ambiguidade estratégica", não confirmando nem negando a posse de armas nucleares.

Este ataque iraniano ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram ataques ao complexo nuclear iraniano de Natanz, no centro do Irão.

O Exército israelita, contactado pela agência de notícias francesa, AFP, após a difusão nas redes sociais de imagens mostrando uma bola de fogo a atingir o solo, indicou tratar-se do "impacto direto de um míssil num edifício" da cidade de Dimona.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Veja as imagens do ataque


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Explosões e mísseis intercetados na capital do Bahrain... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital do Bahrain, Manama, segundo um jornalista da agência France-Presse (AFP) no local, numa altura em que o Irão intensifica a sua campanha de retaliação contra os países do Golfo Pérsico.

© Getty Images   Por  LUSA  21/03/2026 

Segundo o jornalista da AFP no local, dois mísseis foram vistos a ser intercetados no céu e várias explosões abalaram a cidade depois de terem sido acionadas sirenes de alerta.

 As autoridades iranianas estão a atingir o Bahrain e outros países vizinhos do Golfo Pérsico com vários golpes de retaliação após ataques dos Estados Unidos e Israel lançados contra o Irão em 28 de fevereiro.

Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.

"Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques esta manhã", afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim.

A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" na área.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) reiterou hoje o seu apelo à "contenção militar" após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao complexo nuclear iraniano de Natanz.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou hoje que a intensidade dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão "vai aumentar significativamente" nos próximos dias.

A partir de domingo, "a intensidade dos ataques que serão realizados pelas forças israelitas e pelos militares norte-americanos contra o regime terrorista iraniano e as infraestruturas sobre as quais se apoiam vão aumentar significativamente", afirmou Katz durante uma reunião, citado num comunicado.

"A campanha, liderada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro [de Israel] Benjamin Netanyahu, vai continuar (...). Não pararemos até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados", acrescentou Katz.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.


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Pelo menos 74 terroristas mortos após ataque com drones na Nigéria... O exército nigeriano matou pelo menos 74 'jihadistas' após repelir um ataque com drones no estado de Borno (noroeste), revelaram hoje as Forças Armadas da Nigéria.

Por  LUSA 

Segundo o major-general Michael Onoja, porta-voz para a área da Defesa, "foram recuperados 74 corpos de terroristas, 38 fuzis AK-47, três metralhadoras PKT e um lançador de granadas RPG após repelir um ataque na cidade de Mallam Fatori, às margens do Lago Chade".

Estas informações foram dadas numa conferência de imprensa em Abuja, capital da Nigéria.

As operações terão decorrido entre 13 e 19 de março e fazem parte do "Teatro de Operações do Noroeste", no qual as Forças Armadas nigerianas concentram esforços contra grupos terroristas como o ISWAP e o Boko Haram.

"Operações aéreas e terrestres coordenadas também repeliram ataques em Baga, Damboa, Buratai e Njimtilo [cidades no estado de Borno], enfraquecendo as capacidades do Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP)", afirmou Michael Onoja.

O porta-voz acrescentou que "nos estados do noroeste de Zamfara, Katsina, Kaduna e Kebbi foram resgatadas vítimas de sequestro, desmanteladas redes criminosas e neutralizados terroristas na Área de Governo Local de Shinkafi, em Zamfara, com a recuperação de armas e motocicletas".

"No estado de Katsina, as tropas resgataram quatro vítimas de sequestro, enquanto em Kaduna frustraram o sequestro de um clérigo, forçando os atacantes a fugir", especificou.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do Boko Haram desde 2009, violência que se intensificou após 2016 com o surgimento de um grupo dissidente, o ISWAP.

Os dois grupos têm como objetivo impor um estado islâmico na Nigéria, um país com maioria muçulmana no norte e uma população predominantemente cristã no sul.

No noroeste da Nigéria, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico da Província do Sahel (ISSP), também tem realizado ataques nos estados de Kebbi e Sokoto há vários anos.

Os combates contra esses grupos intensificaram-se desde que os Estados Unidos, juntamente com as forças nigerianas, realizaram uma série de ataques aéreos no final de dezembro de 2015 contra posições jihadistas no noroeste do país.


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Estados Unidos e Israel atacam complexo nuclear iraniano de Natanz... Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.

© Lusa   21/03/2026 

"Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques esta manhã", afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim. 

A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" na área.

Natanz, o principal local de enriquecimento de urânio do Irão, foi atingido na primeira semana da guerra e vários edifícios pareciam ter ficado danificados, de acordo com imagens de satélite. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tinha dito que "nenhuma consequência radiológica" decorreu deste ataque.

A instalação nuclear, localizada a quase 220 quilómetros a sudeste de Teerão, já tinha sido alvo de ataques aéreos israelitas e norte-americanos na guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025.

O ataque de hoje ocorre após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na sexta-feira que estava a considerar "diminuir" as operações militares no Médio Oriente, mesmo com os Estados Unidos a enviarem mais três navios de assalto anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros adicionais para a região.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou hoje que a intensidade dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão "vai aumentar significativamente" nos próximos dias.


Moscovo contabiliza 283 ataques ucranianos com drones contra alvos russos... A Ucrânia lançou 283 drones contra a Rússia entre a noite de sexta-feira e esta madrugada, um dos números mais elevados desde o início do conflito, informou o ministério russo da Defesa.

© Jose Colon/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   21/03/2026 

"Durante a noite (...) as defesas aéreas intercetaram e destruíram 283 drones ucranianos de asa fixa", declarou o comando militar russo na rede social Telegram. 

Segundo o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, 27 drones foram abatidos perto da capital russa, onde outras 21 aeronaves foram intercetadas no dia anterior.

Entretanto, o governador da região de Rostov, no sul do país, Yuri Slusar, indicou no serviço de mensagens russo MAX que as defesas aéreas abateram "cerca de 90 drones em nove distritos da região".

Na cidade de Ufa, na região do Bascortostão, dois civis ficaram feridos quando trabalhavam numa casa em construção, segundo o governador local, Radi Kharibov.

"Mais um ataque de drones contra o Bascortostão. Os drones foram abatidos perto de refinarias em Ufa. Dois deles caíram sobre uma casa em construção no bairro de Zaton (...). Dois operários da construção civil sofreram ferimentos ligeiros" e não necessitaram de hospitalização, afirmou Kharibov no Telegram.

Já na região de Saratov, dois civis foram hospitalizados com ferimentos resultantes de um ataque de drone ucraniano, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias russa TASS.

Os negociadores ucranianos e norte-americanos devem reunir-se hoje nos Estados Unidos para novas conversações, segundo o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, quando o processo de negociações para pôr fim à guerra entre a Ucrânia e a Rússia se encontra estagnado.

As discussões entre a Rússia e a Ucrânia, patrocinadas pelos Estados Unidos, foram interrompidas pela guerra no Médio Oriente, que eclodiu em 28 de fevereiro com ataques americano-israelitas contra o Irão.

Em resposta aos ataques russos, que atingem diariamente o território ucraniano desde 2022, Kyiv ataca regularmente alvos na Rússia, afirmando visar essencialmente infraestruturas militares e energéticas.


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A frota que chegou na noite desta sexta-feira à base das Lajes, nos Açores, inclui seis caças F18 supersónicos da Marinha norte-americana, cinco aviões de guerra eletrónica, 18 reabastecedores Boeing KC46 e dois aviões C130 de transporte aéreo.


Irão: Trump diz estar "perto de atingir objetivos" e pondera abrandar campanha militar... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que pondera abrandar a campanha militar contra o Irão e que só intervirá no Estreito de Ormuz se tal for pedido pelos países que o utilizam.

Kevin Lamarque/Reuters   Por SIC Notícias

"Estamos muito perto de atingir os nossos objetivos, enquanto ponderamos reduzir os nossos grandes esforços militares no Médio Oriente face ao regime terrorista do Irão", afirmou Trump numa publicação na rede social Truth, após vários media norte-americanos terem noticiado o envio de novos meios para a região.

O Presidente enumera cinco objetivos definidos, começando por "degradar completamente a capacidade de mísseis iranianos e seus lançadores", "destruir a base industrial de defesa" da República Islâmica e "eliminar a sua Marinha e Força Aérea, incluindo armamento antiaéreo".

Outros objetivos elencados são impedir que o Irão "se aproxime de desenvolver capacidade nuclear e estar sempre em condições de permitir que os EUA reajam de forma rápida e eficaz a tal situação, caso esta se verifique", e, finalmente, "proteger, ao mais alto nível", os aliados norte-americanos do Médio Oriente, incluindo Israel, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

"O Estreito de Ormuz terá de ser guardado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizem - os Estados Unidos não o fazem! Se for solicitado, ajudaremos esses países nos seus esforços em Ormuz, mas tal não deverá ser necessário uma vez erradicada a ameaça iraniana", adiantou Trump.

"É importante salientar que será uma operação militar fácil para eles", adiantou o Presidente norte-americano, no mesmo dia em que chamou os países da NATO de "cobardes" por não acederem ao seu pedido para enviarem meios navais em apoio a operações no Estreito de Ormuz, quando passam quase três semanas desde o lançamento de uma ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Vários órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram o envio de milhares de soldados adicionais dos Estados Unidos para o Médio Oriente. Segundo o Axios, que cita quatro fontes diretamente envolvidas no assunto, em causa poderá estar o início de operações terrestres no Irão.


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A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão fez regressar a linha que divide Republicanos e Democratas, numa altura em que a opinião pública está cada vez mais dividida, inclusive em estados republicanos, como é o caso do Texas.