sexta-feira, 20 de março de 2026

Dez mortos e 59 feridos em incêndio em fábrica automóvel da Coreia do Sul... Dez pessoas morreram e 59 ficaram feridas num incêndio numa fábrica de peças para a indústria automóvel na Coreia do Sul, informou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citada pela AFP.

© Reuters    Por  LUSA  20/03/2026 

O incêndio deflagrou por volta das 13h00 locais (04h00 de Lisboa), quando cerca de 170 trabalhadores se encontravam na fábrica localizada em Daejeon, cidade localizada no centro do país, na cidade de Daejeon, no centro da Coreia do Sul, cerca de 160 quilómetros a sul da capital, Seul. 

A causa do incêndio ainda é desconhecida, acrescentou a Yonhap, citando autoridades locais.

Os bombeiros não conseguiram entrar imediatamente no prédio devido ao risco de desabamento, detalhou a agência noticiosa.

A fábrica continha 200 quilos de sódio, substância que pode ser explosiva no caso de manuseamento incorreto.

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou a mobilização de todos os recursos humanos e materiais disponíveis para as operações de resgate, de acordo com o gabinete do chefe de Estado.


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 A Coreia do Sul afirmou hoje que os Emirados Árabes Unidos (EAU) darão prioridade a Seul no fornecimento petrolífero, após Abu Dhabi garantir fornecer 24 milhões de barris de crude, no contexto do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Alemanha retira pessoal diplomático do Níger. Em causa? "Segurança"... O governo alemão retirou provisoriamente todo o pessoal diplomático da sua embaixada no Níger "devido à situação de segurança", segundo informa uma nota publicada no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.

© Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Devido à situação de segurança, o pessoal da embaixada da Alemanha em Niamey foi temporariamente realocado para fora do Níger e, atualmente, não está em condições de prestar assistência consular", explicou o ministério, remetendo qualquer questão para a sua embaixada em Ouagadougou, capital do Burquina Faso. 

No final de janeiro, a diplomacia americana também tinha ordenado, por razões de segurança, a saída imediata do Níger dos membros não essenciais do seu pessoal e das suas famílias, no dia seguinte a um breve ataque reivindicado pela organização Estado Islâmico no aeroporto de Niamey.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, "o risco de sequestros, crimes violentos e atentados terroristas é elevado em muitas regiões do Níger, razão pela qual a Alemanha pede aos seus cidadãos que deixem este país". E acrescenta que "os cidadãos ocidentais são alvos privilegiados para sequestros perpetrados por grupos terroristas e bandos criminosos e estão sob vigilância especial".

O Níger está minado há cerca de dez anos pela violência terrorista.

Em 2025, tornou-se o terceiro país mais afetado pelo terrorismo, ultrapassando o Mali e a Síria.

No início de março, um ataque "terrorista" dirigido a uma base militar de drones num aeroporto deste país causou vários mortos e feridos.


Trump pressiona NATO e admite fechar bases em Espanha (e noutros países)... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje concordar com legisladores republicanos que defendem que Washington deve desmantelar bases em Espanha e noutros países da NATO que consideram não cooperarem na segurança do Estreito de Ormuz.

Por  LUSA 

Questionado sobre os comentários do senador republicano Lindsey Graham de que Washington deveria considerar a retirada de bases militares em países incumpridores, Trump afirmou hoje que "é preciso admitir que eles (legisladores) têm razão" e que a NATO "perdeu muito prestígio porque deveria estar a cooperar na questão do Estreito" de Ormuz, por onde os aliados "obtêm grande parte da sua energia".

Se Lindsey Graham disse isso... Não se esqueçam que, durante algum tempo, ele foi uma figura importante no que toca à NATO, embora já não o seja", comentou Trump sobre o senador da Carolina do Sul, um antigo membro das Forças Armadas.

"A verdade é que muitos senadores e congressistas, que costumavam ser grandes defensores da Aliança, estão agora muito perturbados porque a NATO não fez absolutamente nada", adiantou Trump.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

A caminho da quarta semana após o ataque israelo-norte-americano ao Irão, e com os preços do petróleo e gás a atingirem os níveis mais altos dos últimos anos, Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou hoje que o seu país, grande produtor de petróleo, não precisa do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, para as suas necessidades energéticas.

"Nós não precisamos dele. A Europa precisa. A Coreia do Sul, o Japão, a China e muitos outros precisam. Por isso, terão de se envolver um pouco nesta questão", declarou.

O Reino Unido autorizou hoje a utilização das suas bases pelo Pentágono para realizar operações que garantam a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, que está severamente limitada.

Trump reagiu dizendo que o Reino Unido poderá agir "mais rapidamente" em apoio dos Estados Unidos na guerra contra o Irão, e manifestou surpresa pela lentidão da resposta britânica em oferecer apoio, afirmando que, por ser "o seu primeiro aliado", esperava uma resposta mais eficaz.

Nenhum dos aliados militares de Washington atendeu ao apelo de Trump para o envio de navios de guerra para este estreito, que é a única ligação marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.

Em declarações na Casa Branca, Trump defendeu que a abertura do Estreito de Ormuz é "uma manobra militar muito simples e relativamente segura", mas "requer muita ajuda" e a NATO poderia contribuir, "mas até agora não teve coragem".

Também hoje, Trump acusou os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Trump na rede social Truth Social.

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.  

Na Casa Branca, Trump admitiu "falar" com Teerão sobre uma solução para o conflito, mas disse não "querer um cessar-fogo". 

"Não se declara um cessar-fogo quando se está literalmente a aniquilar o outro lado. Não é isso que procuramos", disse aos jornalistas à porta da Casa Branca.

Trump diz que quer "falar com o Irão", mas "não há com quem falar"... O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou que a sua administração quer "falar com o Irão", mas "não há com quem falar". De acordo com o magnata, "agora já ninguém quer ser líder por lá".

Por LUSA 

O presidente norte-americano, Donald Trump, apontou, esta sexta-feira, que a sua administração quer "falar com o Irão", mas "não há com quem falar".

Agora já ninguém quer ser líder por lá. Queremos falar com eles, mas não temos com quem falar. E gostamos que seja assim", disse, em declarações à imprensa, na Casa Branca.

Trump vincou ainda que o Irão ambicionava dominar o Médio Oriente, tendo sublinhado que, "se tivesse uma arma nuclear, tê-la-ia usado", noticiou a BBC News.

Na ótica do magnata, os Estados Unidos tinham de impedir esse desfecho, o que "já devia de ter sido feito há muito tempo".

De notar que Trump tem vindo a gabar-se de que a alta liderança iraniana foi dizimada na operação militar israelo-americana, tendo até sugerido que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, poderá não estar fisicamente apto para liderar o país, depois de ter ficado ferido nos ataques que mataram o seu pai, a 28 de fevereiro. Além disso, chegou a especular que Khamenei poderia estar morto.

Sublinhe-se que, para o presidente norte-americano, os Estados Unidos deveriam de estar envolvidos na escolha do próximo líder iraniano, mostrando preferência por uma personalidade como a venezuelana Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência após o sequestro de Nicolás Maduro.

Também esta sexta-feira, Mojtaba Khamenei adiantou que "o inimigo foi derrotado", na sequência de um "golpe devastador" levado a cabo por Teerão contra os Estados Unidos e Israel.

"Neste momento, devido à unidade especial que se criou entre vós, nossos compatriotas – apesar de todas as diferenças de origem religiosa, intelectual, cultural e política –, o inimigo foi derrotado", disse o filho de Ali Khamenei, numa nova declaração escrita à nação, a propósito das celebrações do Nowruz, o Ano Novo Persa, que em 2026 acontece a 21 de março.

A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irão, que tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo. Além disso, praticamente encerraram a passagem naval do estreito de Ormuz.

FMI conclui revisões do programa para a Guiné-Bissau e aprova novo desembolso

Fonte: Gab. Primeiro-ministro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, esta sexta-feira, 20 de março de 2026, a conclusão da nona e da décima revisões do programa económico da Guiné-Bissau, no âmbito do Acordo de Crédito Ampliado (ECF). 

A decisão permite um desembolso imediato de 2,37 milhões de Direitos Especiais de Saque (cerca de 3,2 milhões de dólares), elevando o total já disponibilizado para aproximadamente 50,8 milhões de dólares.

O programa, aprovado em janeiro de 2023, tem como principais objetivos assegurar a sustentabilidade da dívida pública, reforçar a boa governação e combater a corrupção, além de criar condições para um crescimento económico mais inclusivo.

Segundo o FMI, a execução do programa sofreu atrasos em várias áreas, sobretudo após a mudança de governo ocorrida em novembro de 2025. Ainda assim, o atual executivo de transição manifestou um forte compromisso com as metas acordadas.

Apesar de um desempenho abaixo do esperado em vários indicadores — incluindo o incumprimento de critérios quantitativos e atrasos em reformas estruturais — o Conselho Executivo concedeu isenções e aprovou ajustes às metas do programa. Foi igualmente autorizada a prorrogação do acordo até 29 de dezembro de 2026, com reescalonamento do acesso financeiro.

No plano económico, o crescimento do país em 2025 foi estimado em 5,5%, impulsionado sobretudo pela produção de castanha de caju e por condições externas favoráveis. A inflação média situou-se em 0,9%, enquanto o défice da conta corrente recuou para 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por outro lado, o défice orçamental superou as previsões iniciais, devido à fraca arrecadação de receitas, ao aumento dos encargos com juros e à redução do apoio externo. A dívida pública baixou para cerca de 75,3% do PIB, mas o FMI alerta para a necessidade de (continuação) de políticas fiscais rigorosas para garantir a sua redução no médio prazo.

O Conselho Executivo destacou ainda a importância da consolidação orçamental prevista para 2026, com o objetivo de reduzir o défice global para 4% do PIB, através do controlo das despesas, nomeadamente da massa salarial, e do reforço da arrecadação fiscal.

No setor financeiro, foram registados avanços com a recapitalização de um banco em dificuldades, estando previstas novas injeções de capital para assegurar a sua solvência. 

Já no setor energético, reformas recentes permitiram reduzir perdas e melhorar o fornecimento de eletricidade, sendo consideradas fundamentais para o crescimento económico.

O FMI sublinhou igualmente progressos na transparência e na governação, embora tenha apelado a esforços adicionais para reforçar a responsabilização e melhorar o ambiente de negócios no país.

Cidade Velha de Jerusalém atingida após ataque iraniano... O bairro judeu da Cidade Velha de Jerusalém foi hoje atingido por um ataque iraniano, possivelmente destroços de um míssil ou de um intercetor, um ato que a diplomacia israelita considera demonstrativo da "loucura do Irão".

© Lusa   20/03/2026 

Pouco depois de um alerta de míssil iraniano, duas explosões muito fortes sacudiram Jerusalém, seguidas de um grande impacto no solo, descreveu a agência France-Presse (AFP). 

O projétil caiu no bairro judeu, dentro das muralhas otomanas e a apenas algumas centenas da Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais importante do Islão, bem como do Muro das Lamentações, que é sagrado na religião judaica, e ainda da igreja cristã do Santo Sepulcro, erguida no lugar onde a Bíblia situa a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.

Imagens relatadas pela AFP mostram uma rua aberta e repleta de destroços, perto de um parque de estacionamento e do Hotel Casa Sefardita.

"O que se vê aqui é o resultado de ataques de mísseis iranianos. A Cidade Velha de Jerusalém, mesmo ao lado do Monte do Templo, foi atingida por fragmentos de mísseis iranianos", criticou o exército em comunicado na rede social X.

O regime iraniano "prova mais uma vez que está a disparar indiscriminadamente --- seja contra zonas civis ou locais sagrados --- com a intenção de destruir o Estado de Israel", acusou o exército.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, lamentou igualmente na rede X "o 'presente' do Irão para o Eid al-Fitr", que assinala o fim do Ramadão, "ao disparar mísseis contra a Mesquita de al-Aqsa."

Este ataque iraniano a locais sagrados para as três religiões revela "a loucura do regime iraniano, que se diz religioso", comentou ainda o chefe da diplomacia israelita.

Em comunicado, a polícia disse estar a "trabalhar para isolar uma área e lidar com um engenho explosivo que caiu na cidade de Jerusalém", indicando que uma pessoa ficou ferida sem gravidade.

Os alertas para lançamentos de mísseis iranianos continuaram durante todo o dia de hoje, sobretudo no centro de Israel, na região de Telavive e na região de Jerusalém.

O Irão começou a lançar mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos em resposta à ofensiva aérea israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

No passado dia 16, fragmentos de um míssil iraniano intercetado pelas defesas aéreas israelitas caíram igualmente na Cidade Velha, sobre o telhado do Patriarcado Ortodoxo Grego, a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro.

No Irão, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) identificou, no início desta semana, quatro sítios danificados pelo conflito entre os 29 que constam na lista de Património da Humanidade.

Estes locais incluem o Palácio Golestan, no coração histórico de Teerão, a Mesquita Jameh em Isfahan, no centro do Irão, e os sítios pré-históricos do Vale de Khorramabad, no leste do país.

O Governo iraniano informou no sábado que pelo menos 59 monumentos, museus e sítios históricos sofreram "danos graves" em resultado dos ataques aéreos nas últimas semanas.


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Portugal juntou-se aos países que recusam o pedido de Donald Trump para entrar no conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irão.

"Cobardes". Trump critica NATO por não defender estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano acusou hoje os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. 

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

O Irão tem atacado petroleiros que tentam atravessar a passagem após ter decretado que visaria embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel.

Durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento na defesa do estreito de Ormuz.

"Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão", afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático "intensifique a sua atuação".

Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.

Momentos antes da reunião com a primeira-ministra japonesa, Trump argumentou que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.

"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Trump na Casa Branca.

O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.


Leia Também: AIE avisa: Mundo enfrenta maior ameaça energética da História

O diretor da AIE advertiu hoje que o mundo enfrenta a maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão, e avisou que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás do golfo Pérsico.

Declaração à imprensa do Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, após a reza do Eid al-Fitr, na qual felicitou os fiéis muçulmanos pela celebração e apelou ao reforço da união, da paz e da coesão social entre todos os guineenses.

 

Teerão acusa EUA e Israel de afundar 16 navios iranianos... Os Estados Unidos e Israel bombardearam 16 navios iranianos em cidades portuárias do Irão no Golfo Pérsico, disseram as autoridades locais citadas pela agência de notícias Tasnim.

Por LUSA 

Um responsável da província de Hormozgan, sul do Irão, afirmou que após um ataque aéreo conjunto entre as forças dos Estados Unidos e de Israel, pelo menos 16 navios pertencentes a cidadãos iranianos das cidades de Bandar Lengeh e Bandar-e Kong foram "completamente destruídos".

Os Estados Unidos e Israel não se pronunciaram sobre a denúncia das autoridades iranianas sobre os 16 navios afundados.

O exército israelita anunciou ter iniciado ataques contra alvos do regime iraniano na região de Nur, a leste de Teerão, sem avançar, até ao momento, pormenores.

O regime iraniano lançou pelo menos quatro ataques com mísseis contra Israel desde a meia-noite, causando alguns danos em zonas residenciais, mas sem causar vítimas.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, que retaliou com ataques a visar bases militares norte-americanas e infraestruturas energéticas em países vizinhos, bem como alvos israelitas.

Ataques continuam e Teerão avisa Reino Unido: Os últimos acontecimentos... Ataques no Irão, Israel e países do Golfo estão a marcar o 21.º dia da guerra no Médio Oriente, com Teerão a avisar o Reino Unido de que também considera o país cúmplice da agressão.

Por LUSA 

Os preços do petróleo desceram, mas o impacto dos ataques a infraestruturas de energia já levou Washington a pedir a Telavive que pare de atacar esses alvos e obrigou a libertar reservas estratégicas de petróleo para os mercados.

Teerão acusa Londres de ser cúmplice

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse à homóloga britânica, Yvette Cooper, que a utilização de bases militares britânicas pelos Estados Unidos torna o Reino Unido cúmplice da agressão e da guerra.

Morte de porta-voz da Guarda Revolucionária

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou a morte do porta-voz, Ali-Mohammad Naini, num ataque inimigo.

O exército israelita disse que novos ataques visam as infraestruturas do Governo iraniano na capital.

Irão garante continua a produzir mísseis

Pouco antes do anúncio da morte, o porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que a produção de mísseis continuava no Irão.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que o Irão já não tinha capacidade para produzir mísseis balísticos ou enriquecer urânio.

Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém durante a madrugada e soaram as sirenes de alerta aéreo na cidade.

EUA ponderam suspender sanções ao petróleo iraniano

Os Estados Unidos estão a analisar a possibilidade de aliviar algumas sanções contra o petróleo iraniano.

"Nos próximos dias, poderemos levantar as sanções ao petróleo iraniano que está atualmente no mar", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em entrevista à Fox Business. Não especificou por quanto tempo podia durar essa flexibilização.

Preços do petróleo caem

Os preços do petróleo caíram cerca de 2% em reação a declarações do primeiro-ministro israelita de que a guerra vai terminar "mais cedo do que as pessoas pensam".

Às 08h15 TMG (mesma hora em Lisboa), o petróleo Brent, referência global, estava a cair 1,07%, cotando a 107,49 dólares, enquanto o equivalente nos EUA, o WTI, estava a cair 1,93%, para 93,71 dólares.

Ataques com mísseis e drones no Golfo

Um ataque com drones à refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, já alvo de ataques na quinta-feira, provocou um incêndio, sem causar vítimas.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram que vão retaliar, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter intercetado vários drones.

Estilhaços de um "ataque iraniano" causaram um incêndio num armazém no Bahrein, onde sirenes de alerta aéreo foram acionadas.

Seis países vão garantir segurança do estreito de Ormuz após guerra

França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Países Baixos e Japão disseram estar "prontos para contribuir" para a segurança da navegação no estreito de Ormuz, mas Paris, Berlim e Roma especificaram que tal só acontecerá quando terminarem as hostilidades.

Reservas estratégicas de petróleo libertadas para o mercado

Os países-membros da Agência Internacional de Energia começaram a libertar as reservas estratégicas de petróleo para o mercado, num total de 426 milhões de barris, principalmente de petróleo bruto.

Trump pede a Israel que pare de atacar infraestruturas energéticas no Irão

O Presidente dos EUA afirmou ter pedido ao primeiro-ministro israelita para parar de atacar as infraestruturas energéticas no Irão.

"Disse-lhe para não o fazer, e ele não voltará a fazê-lo", afirmou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que a resposta ao ataque israelita às infraestruturas energéticas mobilizou apenas "uma fração" do poder iraniano.

Trump pondera a tomada da Ilha de Kharg para forçar o Irão a abrir o Estreito de Ormuz... Informação é avançada pelo jornal digital norte-americano Axios

Por  CNN Portugal 

A administração liderada por Donald Trump está a considerar planos para ocupar ou bloquear a Ilha de Kharg, no Irão. O objetivo é pressionar Teerão a reabrir o Estreito de Ormuz, avançou a Axios esta sexta-feira, citando quatro fontes diferentes com conhecimento do assunto.

Este pequeno ponto no Golfo Pérsico sustenta 90% das exportações de petróleo do Irão e é vital não só para a economia de Teerão como para o preço do petróleo.

Apesar da sua dimensão reduzida, a Ilha de Kharg é uma autêntica tábua de salvação económica para o país, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irão — o que significa que qualquer ataque direto pode provocar uma grande escalada do conflito.

A Ilha de Kharg é um afloramento de coral com cerca de um terço do tamanho de Manhattan, situada a apenas 25 quilómetros da costa iraniana, no Golfo Pérsico.

Quase todos os dias, milhões de barris de petróleo bruto provenientes dos principais campos petrolíferos do Irão — incluindo Ahvaz, Marun e Gachsaran — chegam à ilha através de oleodutos. Entre os iranianos, Kharg é conhecida como a “Ilha Proibida”, devido ao forte controlo militar.

Fim da mudança da hora à vista? Bruxelas vai apresentar novo estudo... A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue.

© Shutterstock   Por  LUSA   20/03/2026 

Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. 

Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria.

Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos Estados-membros, uma resolução do Parlamento Europeu, vários estudos, bem como uma consulta pública", que defendiam essa medida.

"Uma solução coordenada para a mudança da hora ainda é possível. Lançámos um estudo para apoiar este processo de decisão, que deverá estar concluído até ao final de 2026", indica a porta-voz, que realça que cabe aos Estados-membros "decidir se querem manter permanentemente o horário de verão ou o horário de inverno".

Para o processo poder avançar, contudo, é preciso que o Conselho da União Europeia (UE), que representa os governos dos Estados-membros, volte a pôr este assunto em cima da mesa e tente chegar a um consenso, tarefa que, neste momento, cabe a Chipre, que assume até junho a presidência rotativa da instituição.

Questionada se tenciona tentar alcançar um consenso sobre esta questão até junho, uma porta-voz da presidência cipriota também salientou que a Comissão Europeia está "atualmente a preparar um estudo relacionado sobre esta proposta legislativa, há muito pendente".

"Se o estudo ficar disponível durante a nossa presidência, estaremos prontos para o apresentar e realizar uma troca de pontos de vista no grupo de trabalho competente", refere.

A porta-voz ressalva, contudo, que o estudo só deverá estar pronto no final da presidência cipriota, "na melhor das hipóteses".

O debate sobre o acerto sazonal tem acontecido na UE desde pelo menos 2018.

Em 2019, o Parlamento Europeu votou a favor do fim da mudança horária até 2021, na sequência de uma consulta pública da Comissão Europeia, em que 84% dos 4,6 milhões de inquiridos manifestaram essa posição.

No entanto, a medida nunca avançou por falta de consenso no Conselho da União Europeia, onde os ministros dos estados-membros não concordaram numa posição comum própria para responder à proposta legislativa.

Estados do Golfo anunciam estar a responder a novos ataques iranianos... Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram hoje, em comunicados separados, estar a responder a ataques iranianos com mísseis, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter interceptado drones.

© Lusa   20/03/2026 

Também no Golfo, estilhaços provenientes de uma "agressão iraniana" provocaram um incêndio num armazém no Bahrein, informou o Ministério do Interior do país, onde as sirenes de alerta antiaéreo tinham sido ativadas. O incêndio foi controlado e não causou vítimas.

No Kuwait, o exército indicou, num comunicado, que as suas defesas aéreas "respondem a um míssil hostil e a ameaças de drones", enquanto o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos refere "a ameaça de mísseis".

Na Arábia Saudita, seis drones foram "interceptados e destruídos" no leste do país e outro no norte, segundo o Ministério da Defesa.

O Irão prosseguiu na quinta-feira os ataques às infraestruturas energéticas no Golfo. Os drones iranianos atingiram uma refinaria saudita e outras duas no Kuwait, e infligiram danos graves na principal instalação mundial de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar, em resposta aos ataques israelitas ao campo de gás de South Pars/ North Dome, partilhado por Teerão e Doha.


Leia Também: Qatar avisa que últimos ataques iranianos provam que não visam apenas EUA

O primeiro-ministro do Qatar avisou hoje o Irão que os seus ataques na quarta-feira contra instalações de gás no seu país são uma prova de que Teerão não visa apenas interesses norte-americanos no Golfo.