domingo, 22 de fevereiro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Homem morto a tiro após tentar entrar na casa de Trump em Mar-a-Lago... Um homem foi morto pelo Serviços Secretos norte-americano depois de ter entrado no perímetro de segurança da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago. O incidente ocorreu durante a madrugada (início da manhã em Portugal). O presidente norte-americano está em Washington DC.

© Kevin Dietsch/Getty Images   noticiasaominuto.com 22/02/2026

Os Serviços Secretos dos Estados Unidos informaram, este domingo, que mataram um homem que tentou entrar na residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Florida.  

"No dia 22 de fevereiro, pelas 01h30 locais (06h30, em Lisboa), um homem na casa dos 20 anos foi morto a tiro pelos agentes dos Serviços Secretos e um delegado do gabinete do Xerife do condado de Palm Beach depois de ter entrado sem autorização no perímetro de segurança de Mar-a-Lago", pode ler-se num comunicado dos Serviços Secretos.

A mesma nota refere que a identidade do homem não será divulgada enquanto a sua família não for notificada, adiantando também que houve uma troca de tiros entre os agentes e o suspeito.

"O indivíduo foi visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago e parecia estar armado com uma caçadeira e um bidão de combustível", indica.

O presidente norte-americano não estava em Mar-a-Lago no momento do incidente, uma vez que se encontra na Casa Branca, em Washington DC.

"O incidente, incluindo o histórico do suspeito, as suas ações, possível motivação e uso de força, está a ser investigado pelo FBI, pelos Serviços Secretos e pelo gabinete do Xerife do condado de Palm Beach", salienta o comunicado.

Os agentes dos Serviços Secretos que estiveram envolvidos no tiroteio irão ficar de licença "enquanto aguardam o resultado da investigação", um procedimento habitual neste tipo de casos.

De recordar que Donald Trump sofreu já duas tentativas de assassinato. Em 2024, o republicano foi alvo de um atentado durante um comício em Butler, na Pensilvânia. Na altura, a bala atingiu Trump de raspão e o atirador foi morto.

No mesmo ano, um homem armado entrou no clube de golfe de Donald Trump, tendo sido encontrado escondido entre os arbustos. O suspeito, Ryan Routh, foi condenado a prisão perpétua após ter sido considerado culpado pela tentativa de assassinato.


O homem foi considerado culpado de cinco crimes, incluindo a tentativa de matar um candidato presidencial, e condenado a prisão perpétua. Ryan Routh montou um posto de atirador junto do campo de golfe do atual presidente norte-americano, tendo sido impedido por um agente dos Serviços Secretos.


Exército do Mali anuncia "neutralização" de cerca de 50 "terroristas"... O Exército do Mali anunciou a "neutralização" de aproximadamente 50 "terroristas" na região de Bougouni, no sudoeste do país, perto das fronteiras com a Guiné e a Costa do Marfim.

© AMAURY FALT-BROWN/AFP via Getty Images   Por LUSA  22/02/2026

As Forças Armadas do Mali "realizaram com sucesso ataques direcionados contra um grupo terrorista armado", resultando na "neutralização" de aproximadamente 50 indivíduos e na destruição das suas armas, informou o Estado-Maior do Exército em comunicado.

O confronto ocorreu no sábado numa zona da região de Bougouni, a cerca de 180 quilómetros a sul da capital, Bamaco. As autoridades não forneceram mais detalhes sobre o incidente.

Este anúncio surge pouco depois de o Exército ter noticiado a "neutralização" de aproximadamente 20 "terroristas" em explosões levadas a cabo em Ségou, a nordeste de Bamaco, numa operação de proteção de um comboio das Forças Armadas.

Governado por uma junta militar desde 2020, o Mali continua mergulhado numa profunda crise de segurança devido à atividade de grupos de extremistas ligados tanto ao autoproclamado Estado Islâmico (ISIS) como à Al-Qaida, responsáveis por frequentes ataques contra as Forças Armadas e a população civil.


Leia Também: UE declara Guarda Revolucionária do Irão organização terrorista

A União Europeia (UE) formalizou hoje a inclusão da Guarda Revolucionária iraniana na sua lista de terroristas, após a repressão de manifestações recentes no país que causou milhares de mortos e um acordo político dos Estados-membros.

Ucrânia, um país que sangra e descobre os seus podres mas não se rende... Condenada em muitas previsões à derrota desde os momentos iniciais da invasão russa, a Ucrânia resiste há quatro anos a bombardeamentos diários, apagões acumulados, ofensivas terrestres em desvantagem militar, mas também a sucessivos escândalos de corrupção.

Por LUSA 

Apesar da fadiga de uma guerra que custou centenas de milhares de baixas aos dois lados do conflito e das pressões do Kremlin e da Casa Branca para Kyiv abdicar da região leste do Donbass, as sondagens indicam que a maioria dos ucranianos apoia a continuação da luta.

Eis alguns pontos essenciais sobre o impacto da guerra na Ucrânia:

Baixas militares

No início do mês, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky ,indicou que 55 mil militares do país morreram ao longo do conflito, mais 12 mil do que apontara um ano antes, adicionando "um grande número" de desaparecidos.

O registo oficial está bastante abaixo do estimado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que apontou entre 100 mil e 140 mil soldados mortos até ao fim de 2025.

Na estimativa do CSIS, as baixas totais da Ucrânia, entre mortos, feridos e desaparecidos, situa-se entre 500 mil e 600 mil, cerca de metade das perdas russas, incluindo 325 mil fatais.

Enquanto Zelensky evita a mobilização militar abaixo dos 25 anos, o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, reconheceu em janeiro que dois milhões de ucranianos estão a furtar-se ao recrutamento e 200 mil soldados são dados como potenciais desertores.

Vítimas civis

Nos últimos quatro anos, morreram pelo menos 15.172 civis ucranianos, dos quais 766 eram crianças, e 41.378 foram feridos, segundo dados da ONU.

As vítimas civis em 2025 aumentaram 31% face ao ano anterior e 70% em relação a 2023, refletindo os ataques diários de centenas de drones e mísseis de longo alcance.

Para a organização Action on Armed Violence, que analisou as vagas constantes de bombardeamentos, a subida de mortes civis resulta de "escolhas específicas de alvos em áreas povoadas ou ataques repetidos a infraestruturas urbanas".

Refugiados, deslocados e deportados 

O Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) regista mais de 3,6 milhões de deslocados na Ucrânia, a que se somam cerca de 5,3 milhões de refugiados na Europa e 550 mil no resto do mundo.

Para 2026, o ACNUR estima que 10,8 milhões de ucranianos, mais de um quarto da população estimada, precisarão de proteção e ajuda humanitária, dos quais 3,6 milhões são prioritários.

Noutro tema sensível para Kyiv, quase 20 mil crianças e menores foram separados das famílias nos territórios ocupados e deportados para a Rússia, segundo a organização ucraniana Bring Kids Back, tendo as autoridades de Kyiv registado a devolução de cerca de dois mil.

O rapto de menores levou à emissão em 2023 de mandados de captura do Tribunal Penal Internacional para o Presidente russo, Vladimir Putin, e para a comissária dos Direitos das Crianças russa, Maria Lvova-Belova.

"Terrorismo energético"

No mês de janeiro mais frio numa década, a Ucrânia foi alvejada por 4.442 drones e 135 mísseis, segundo o jornal The Kyiv Independent, que apresenta um gráfico do 'think tank' energético ucraniano Green Deal Ukraina (GDU), dando conta da perda de cerca de dois terços dos mais de 40 gigawatts de capacidade anterior à guerra, o que explica os atuais apagões em série.

Num quadro descrito como "terrorismo energético", o sistema "está à beira do colapso", de acordo com Vladyslav Mikhnych, diretor do Laboratório de Energia e Clima de Kyiv e consultor do GDU, citado pelo jornal, levando a níveis recorde de importações de eletricidade no mês passado.

Apoio ao esforço de guerra

A mais recente sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kyiv, realizada entre 23 e 29 de janeiro, mostrou que 65% dos inquiridos apoiam o esforço de guerra "o tempo que for necessário" e 52% opõem-se à cedência do Donbass em troca de garantias de segurança, contra 40% que a aceitariam.

No início da guerra, 82% recusavam entregar territórios à Rússia, mas as respostas atuais trazem o elemento novo das garantias de segurança, presumivelmente supervisionadas pelos Estados Unidos, que não existia em 2022.

Os dados indicam ainda que apenas 20% acreditam no fim do conflito nas próximas semanas e 90% apoiam ataques em solo russo, dos quais 80% defendem que devem visar outros alvos além dos militares.

Apoio externo 

O Presidente ucraniano confirmou na quarta-feira que o país recebeu cerca de 500 milhões de euros em apoio militar através de compras de armas aos Estados Unidos, no âmbito da Lista Prioritária da Ucrânia (PURL), lançada no verão pela NATO para suprir a interrupção quase total da ajuda direta de Washington.

Mas Zelensky alerta que as forças armadas precisarão de muito mais, acima de 12 mil milhões de euros, para serem eficientes na linha da frente em 2026 e "privar a Rússia do instrumento de pressão que o terror aéreo representa".

Segundo o Instituto Kiel, que monitoriza a ajuda pública a Kyiv, o apoio total em 2025 "manteve-se próximo dos anos anteriores", apesar do afastamento dos Estados Unidos, que eram o maior doador bilateral.

Em compensação, os países europeus aumentaram o auxílio financeiro e humanitário em 59% e o militar em 67%, donde se destaca uma grande subida de compras na indústria ucraniana, cuja quota já atinge os 22% do total.

O instituto alemão observa que a ajuda financeira e humanitária é agora dominada (89%) por entidades da UE, que em dezembro aprovou um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia nos próximos dois anos, em alternativa à utilização de ativos congelados russos, antes da preparação do 20.º pacote de sanções a Moscovo.

Escândalos e corrupção 

A recente detenção do ex-ministro German Galushchenko, quando tentava fugir do país, é o episódio mais recente de uma série de escândalos desde a invasão russa.

O caso centra-se num sistema de subornos e branqueamento de capitais avaliado em cerca de 86 milhões de euros em contratos da energética estatal Energoatom, atingindo figuras próximas de Zelensky, incluindo o empresário Timur Mindich, suspeito de liderar esta rede, e o ex-chefe de gabinete Andriy Yermak, além de dois ministros, Galushchenko, ex-titular da Justiça e da Energia, e Svitlana Grynchuk, que lhe sucedeu nesta pasta.

A corrupção é considerada endémica na Ucrânia como parte da herança soviética e um fator essencial na integração na UE, tendo os recentes casos abalado a confiança nos altos servidores públicos, apesar das investigações judiciais e rápidos afastamentos dos visados

Nos últimos anos, foram divulgados outros escândalos, sobretudo na Defesa, por suspeitas acumuladas em aquisições militares e subornos nos centros de recrutamento, que levaram à saída do ex-ministro Oleksiy Reznikov, quatro vice-ministros, cinco governadores regionais e dois chefes de agências governamentais.

Eleições

Sob pressão da Casa Branca e Moscovo, o Presidente ucraniano tem repetido que aceita realizar eleições, mas condiciona a marcação a um cessar-fogo e às garantias de segurança.

Apesar da lei marcial em vigor, que lhe garante o prolongamento automático do mandato terminado em 2024, Zelensky pediu ao parlamento que avalie reformas para viabilizar uma votação, ainda que acredite que "ninguém na Ucrânia quer eleições durante uma guerra" e que os russos apenas o querem substituir.

Kyiv alega também que uma votação universal é prejudicada pela presença russa nas regiões ocupadas, a que se somam centenas de milhares de militares mobilizados para a frente de combate e ausência de milhões de deslocados e refugiados.

Dinamarca garante que Gronelândia não precisa de navio-hospital dos EUA... A Dinamarca afirmou hoje que a Gronelândia não precisa de uma iniciativa de saúde específica e que o acesso à saúde é universal, numa reação ao anúncio de envio de um navio-hospital norte-americano para território autónomo dinamarquês.

Por LUSA 

"A população da Gronelândia recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe-os na Groenlândia e, se necessitar de tratamento especializado, recebe-o na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia", disse o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, à emissora dinamarquesa DR

Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, sem mencionar explicitamente a proposta norte-americana afirmou estar "feliz por viver num país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos".

"Onde o seguro saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno. A abordagem é a mesma na Groenlândia", escreveu a governante no Facebook.

Assim como na Dinamarca, o acesso à saúde é gratuito na Groenlândia, que administra o seu próprio sistema de saúde, mas depende fortemente de profissionais dinamarqueses.

Existem cinco hospitais regionais na vasta ilha ártica, sendo que o de Nuuk recebe pacientes de todo o território.

O governo da Groenlândia assinou um acordo com Copenhaga no início de fevereiro para melhorar o tratamento de pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.

No sábado, Donald Trump escreveu na sua plataforma Truth Social que enviaria "um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não têm tratamento", sem mencionar números ou especificar pormenores.

O Presidente norte-americano indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como Enviado Especial dos EUA para a ilha ártica.

Ao ser contactado pela DR, Lund Poulsen afirmou que não tinha conhecimento da possível chegada de um navio-hospital à Groenlândia.

"Trump está constantemente a escrever sobre a Groenlândia (...). Portanto, esta é, sem dúvida, uma expressão do novo normal que se instalou na política internacional", declarou.

No sábado, o Comando do Ártico anunciou o resgate de um tripulante de um submarino norte-americano próximo à costa de Nuuk, capital da Groenlândia.

Japão introduz autorizações eletrónicas de viagem para 74 países... O Japão vai implementar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas, incluindo Portugal e o Brasil, informou hoje o Nikkei.

Por LUSA 

De acordo com um projeto de lei de reforma da imigração, consultado pelo jornal financeiro, o Governo irá exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica

O sistema, inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, terá uma taxa a pagar e será aplicado a visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.

A lista inclui Portugal, Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

As pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias deverão fornecer informações pessoais online, bem como o objetivo da viagem e o local de alojamento.

O novo sistema deverá ser implementado no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029.

O objetivo das autoridades japonesas é impedir a entrada de "estrangeiros indesejáveis" no país, declarou a primeira-ministra Sanae Takaichi, na sexta-feira, no primeiro discurso no parlamento após a recente vitória eleitoral.

Takaichi justificou a medida, denominada "JESTA", como uma forma de filtrar os estrangeiros que entram no país, que está a sentir um aumento do turismo, e "facilitar a entrada de visitantes que não representam um problema".

No discurso, a primeira mulher a liderar a nação asiática delineou também outras prioridades para as futuras políticas em relação aos estrangeiros, como a revisão das normas que regem a compra de terras.

O Governo conservador já tinha proposto um pacote de medidas no final de janeiro para endurecer as leis de imigração, incluindo requisitos mais rigorosos para a obtenção da cidadania japonesa.

"Devemos ter em conta o facto de que as atividades ilegais e as violações das regras por parte de alguns estrangeiros criaram uma situação em que a população se sente desconfortável e injustiçada", disse Takaichi, na sexta-feira.

Além de ter recebido em 2025 um número recorde de 42,6 milhões de turistas, o Japão contava com quase quatro milhões de residentes estrangeiros.

A maior comunidade estrangeira era oriunda da China enquanto os brasileiros representavam a sexta maior.

Setores da sociedade japonesa criticaram o que consideram ser a permissividade excessiva por parte das autoridades, o que se traduziu em ganhos eleitorais para partidos abertamente xenófobos.

As eleições de 08 de fevereiro viram o movimento anti-imigração de direita Sanseito aumentar o número de assentos na câmara baixa do parlamento do Japão, passando de dois para 15.

Trump anunciou que vai enviar "grande navio-hospital" para a Gronelândia... O Presidente dos Estados Unidos (EUA) anunciou que vai enviar um navio-hospital para a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês que Donald Trump cobiça.

Por LUSA 

"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber tratamento lá", escreveu Trump.

"Está a caminho!!!", acrescentou o republicano, no sábado, na plataforma que detém, a Truth Social, sem especificar o número de doentes ou quem poderá beneficiar do navio-hospital.

A mensagem é acompanhada por uma imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostra o USNS Mercy, um navio de 272 metros de comprimentos, geralmente estacionado no sul da Califórnia, a navegar em direção a um horizonte de montanhas nevadas.

O presidente dos Estados Unidos não especificou se este é o navio que será de facto enviado para a Gronelândia.

Trump indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como enviado especial dos EUA para a ilha ártica.

O republicano tem acusado os europeus de não protegerem adequadamente a Gronelândia contra as ambições russas e chinesas no Ártico e ameaçou assumir o controlo da ilha, defendendo a necessidade de ali instalar defesas anti-míssil dos Estados Unidos.

No entanto, Donald Trump recuou nas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

O rei da Dinamarca, Frederic X, visitou esta semana a Gronelândia, onde, apesar do difícil passado colonial da Dinamarca, a monarquia goza há muito tempo de grande popularidade.

Poucas horas antes da mensagem de Trump, o exército dinamarquês anunciou a evacuação de um tripulante de um submarino norte-americano próximo de Nuuk, que "precisava de tratamento médico urgente", para o hospital da capital da Gronelândia.

Na sexta-feira, a Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica,

Os novos exercícios militares da NATO na Gronelândia vão estar sob a coordenação do Comando Conjunto Norfolk (JFC Norfolk) e fazem parte dos planos da Aliança Atlântica para o fortalecimento militar da região do Ártico. 

Paralelamente, as manobras incluem exercícios nacionais como o Arctic Endurance da Dinamarca e o Cold Response da Noruega, nos quais dezenas de milhares de militares operam com o objetivo de melhorar a coordenação das forças da NATO.

No âmbito do destacamento, um pelotão de Rangers da Força Aérea Sueca foi enviado para a Gronelândia para treinar durante duas semanas ao lado das Forças Armadas Dinamarquesas, com o fim de reforçar a segurança regional e praticar a defesa do flanco norte aliado.

A Suécia contribui também com aviões de combate destacados para a missão de vigilância aérea da NATO na Islândia.


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A Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica.


Várias explosões ouvidas em Kyiv após alerta de mísseis balísticos... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades já tinham alertado para o risco de ataques com mísseis balísticos, dois dias antes do quarto aniversário do início da invasão russa.

Por LUSA 

"Foi declarado um alerta de ataque aéreo em Kyiv devido à ameaça do inimigo de usar armas balísticas", disse a administração militar da capital ucraniana pouco antes das explosões, que foram ouvidas por volta das 04h00 (02h00 em Lisboa).

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Desde então, dezenas, senão centenas, de milhares de pessoas foram mortas de ambos os lados, e milhões de refugiados fugiram da Ucrânia, onde vastas áreas do território foram devastadas pelos combates.

Também durante a madrugada, explosões mataram uma agente da polícia e feriram pelo menos outras 15 pessoas em Lviv, no noroeste da Ucrânia, disse o autarca local, que denunciou um "ato terrorista".

De acordo com as autoridades regionais, a polícia foi chamada por volta das 00:30 (22:30 de sábado em Lisboa) para atender a uma ocorrência de invasão de uma loja no centro da cidade, perto da fronteira com a Polónia e longe da linha da frente.

Ouviu-se uma explosão quando uma patrulha chegou ao local, seguida de outra quando chegou uma segunda equipa, segundo a mesma fonte, que também confirmou a morte de uma agente da polícia de 23 anos.

"Este é claramente um ato terrorista", disse o autarca Andriy Sadovy num vídeo publicado nas redes sociais.

"Quinze pessoas estão a receber assistência médica, algumas em estado muito grave. Uma polícia morreu", lamentou.

As autoridades divulgaram imagens da fachada de um edifício com montras destruídas numa rua onde os passeios estão cobertos de neve.

A Rússia, que ocupa quase 20% do território ucraniano, bombardeia diariamente áreas civis e infraestruturas, tendo recentemente desencadeado a pior crise energética do país desde o início da invasão.

"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, honestamente, certamente não estamos. A questão é se vamos ganhar", disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à agência de notícias France-Presse, na sexta-feira.

Marchas de solidariedade com as crianças ucranianas realizam-se hoje em várias cidades portuguesas, incluindo Porto, Coimbra e Lisboa, a dois dias do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro de 2022.

Organizadas pela comunidade ucraniana em Portugal, as marchas pretendem assinalar os quatro anos da invasão russa da Ucrânia e chamar a atenção para o impacto da guerra nas crianças ucranianas, um dos grupos mais vulneráveis do conflito.

De acordo com a UNICEF, à entrada do quinto ano de guerra, um terço das crianças da Ucrânia continuam deslocadas, quase 2,6 milhões. Cerca de 1,8 milhões dessas crianças vivem como refugiadas fora do país e mais de 791 mil estão deslocadas dentro da Ucrânia.

Pelo menos 3.200 crianças morreram ou ficaram feridas durante os quatro anos de guerra.