quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

UCCLA marca presença nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda

UCCLA marca presença nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) estará presente nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda, na sequência do convite endereçado ao Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, pelo Governador Provincial de Luanda, Luís Manuel Nunes.

As celebrações, que decorrem sob o lema “Luanda - 450, um lugar de História e Cultura”, serão assinaladas com um conjunto de atividades comemorativas, tendo como local principal a Baía de Luanda, valorizando o património histórico e cultural da cidade e a sua relevância no espaço lusófono.

A coordenação das festividades dos 450 anos de Luanda é da responsabilidade da Administradora Municipal da Ingombota, Milca Cuesse Caquesse.

De referir que as comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda decorrem até ao dia 31 de janeiro.

Anabela Carvalho

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Guiné-Bissau rejeita interferência portuguesa: “Não somos quintal de Portugal”

Por expresso.pt 

Durante a inauguração das obras de dragagem do porto de Bissau, o primeiro-ministro de transição guineense reafirmou a independência do país desde 1973 e garantiu que não aceitará ordens de ninguém

O primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que a Guiné-Bissau "não é quintal de Portugal" e avisou que haverá "resposta adequada" no dia em que o assunto do país africano for debatido no parlamento português.

As declarações de Ilídio Vieira Té foram feitas no discurso de inauguração das obras de dragagem do porto de Bissau e transmitidas pela comunicação social local.

O primeiro-ministro de transição guineense afirmou que o país é governado desde a sua independência, em 1973, pelos seus filhos e que não aceitará ordens de ninguém.

"Desde 1973 que ninguém manda aqui, e a Guiné-Bissau não é anexo de Portugal, nem quintal, nem da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], razão pela qual autossuspendemos o nosso país dessa organização", afirmou Vieira Té.

O Governo de transição anunciou a suspensão de "todas as suas atividades" na CPLP, "com efeito imediato", a 15 de dezembro, dez dias depois do Conselho de Ministro da organização lusófona ter recomendado aos chefes de Estado a suspensão do país neste organismo.

O dirigente guineense avisou hoje que haverá "resposta adequada" no dia em que o assunto do país for debatido no parlamento português.

"Dizer-vos que na Guiné-Bissau quem manda são os guineenses (...) nem o ministro dos Negócios Estrangeiros português, nem é Marta Temido [eurodeputada socialista], e nem ninguém. Andamos com os nossos pés e pensamos com as nossas cabeças", declarou.

O primeiro-ministro de transição guineense disse ainda ter escutado o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, afirmar que o país não terá as sanções levantadas no âmbito da CPLP enquanto os "presos políticos não forem libertados".

O presidente do último parlamento eleito, Domingos Simões Pereira, que é também líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), encontra-se detido, sem culpa formada, desde o dia 26 de novembro na sequência do golpe de Estado militar, e várias figuras políticas da oposição estão com a liberdade condicionada, encontrando-se escondido em local incerto.

Ilídio Vieira Té afirmou que as atuais autoridades da Guiné-Bissau "não pediram o levantamento de sanções" da CPLP e insistiu que foi o país que se afastou da organização lusófona.

O responsável abordou também as ameaças da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de aplicar sanções ao país caso o período de transição, proposto pelos militares para 12 meses, não seja encurtado e não seja formado um Governo civil inclusivo.

Segundo Ilídio Vieira Té, a Guiné-Bissau "é membro de pleno direito com quotas em dia" na CEDEAO, "mais do que muitos países".

"Portanto, quem manda aqui é o Presidente de transição, Horta Inta-a, o primeiro-ministro, sou eu, Ilídio Vieira Té, e temos um Governo que governa com as suas ideias", declarou.

Os militares tomaram o poder há cerca de dois meses na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais, presidenciais e legislativas, e o processo eleitoral foi interrompido.

O Presidente cessante e recandidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto e saiu do país, enquanto o candidato da oposição, Fernando Dias, que reclamou vitória, terá procurado refúgio na Embaixada da Nigéria em Bissau.

No golpe de Estado, que várias vozes nacionais e internacionais consideraram ter sido uma encenação do Presidente cessante, foram detidos vários políticos, entre eles Domingos Simões Pereira.

O líder e o partido foram excluídos das eleições pelo Supremo Tribunal de Justiça e decidiram apoiar a candidatura de Fernando Dias, presidente de uma das alas do Partido de Renovação Social (PRS) que se dividiu, com uma fação fiel a Dias e outra apoiante de Sissoco Embaló.

Os militares anunciaram que o período de transição seria por um ano e uma das primeiras iniciativas legislativas foi a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República.

Hoje, o Presidente de transição anunciou a realização de eleições gerais a 6 de dezembro deste ano.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a CEDEAO e a CPLP, que substituiu a Guiné-Bissau na presidência da organização, que ocupava até 2027, por Timor-Leste.

Educação: SINAPROF CRITICA PAGAMENTO PRESENCIAL DE SALÁRIOS E TEME IMPACTO NO ANO LETIVO

Por RSM 21 01 2026

O Presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) manifestou indignação face à decisão do Governo de Transição de efetuar o pagamento presencial dos salários aos professores afetos ao Setor Autónomo de Bissau e ao setor de Biombo.

A posição foi tornada pública esta quarta-feira pelo presidente do SINAPROF numa entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi, em reação à medida adotada pelo Governo de Transição, que considera o pagamento à mão como um mecanismo adequado para o controlo dos professores.

Segundo Domingos de Carvalho, o SINAPROF não se opõe ao controlo no aparelho do Estado, mas defende que essa medida deveria abranger todos os funcionários públicos e não apenas os professores.

“Concordamos com o controlo porque a administração pública exige organização, controlo e gestão dos recursos humanos, mas estamos indignados com a medida do governo que será aplicada apenas ao Ministério da Educação, sobretudo aos professores”, afirmou o presidente do SINAPROF.

Confrontado sobre os critérios que serão utilizados no processo de pagamento e sobre o número de meses em que a medida será aplicada, o líder sindical afirmou desconhecer esses detalhes, manifestando, no entanto, preocupação quanto à transparência do processo de pagamento à mão aos professores.

“Desconhecemos os critérios e muito menos como será aplicado o pagamento, assim como o dia previsto. Para garantir transparência, deveriam integrar a equipa de pagamento os centrais sindicais, a sociedade civil e os líderes religiosos”, defendeu Domingos de Carvalho.

O presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, alertou ainda para o risco de perda de um número elevado de dias letivos, caso a medida avance, situação que poderá comprometer a realização dos exames nacionais no país.

“Podemos perder ainda mais dias letivos com este pagamento à mão. Já perdemos aulas devido ao golpe de Estado de 26 de novembro e ao boicote de vários professores contratados desde janeiro. Somando tudo isso, os exames nacionais podem ficar comprometidos”, sublinhou este sindicalista.

O SINAPROF advertiu igualmente o Governo de Transição que qualquer bloqueio de salários a professores em exercício das suas funções poderá ter consequências, tendo em conta experiências anteriores, e apelou à criação de condições adequadas que permitam resolver o problema do controlo sem prejudicar o funcionamento do sistema educativo.

As eleições gerais na Guiné-Bissau vão realizar-se no dia 6 de dezembro. O decreto presidencial que oficializa a data foi tornado público nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, após as auscultações do Presidente de Transição ao Alto Comando Militar, ao Governo, ao Conselho Nacional de Transição (CNT) e à Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Governo dá início às obras de dragagem do Porto de Bissau

Bissau, 21 de janeiro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital presidiu, esta quarta-feira, à cerimónia oficial de início dos trabalhos de dragagem de manutenção e aprofundamento do Porto de Bissau, uma intervenção estratégica para o desenvolvimento económico e logístico do país.

Na ocasião, o Ministro destacou que a obra representa um passo decisivo para a modernização das infraestruturas portuárias nacionais, permitindo o aumento da profundidade dos postos de acostagem, da bacia de manobra e do canal de acesso ao porto. Esta melhoria possibilitará a receção de navios de maior porte, com impacto direto na redução do custo do frete, no aumento da eficiência logística e no reforço da competitividade do Porto de Bissau a nível regional.

Segundo o governante, a dragagem contribuirá igualmente para o aumento das receitas portuárias, a criação de empregos diretos e indiretos e o fortalecimento da economia nacional, ligando de forma mais eficaz o país às principais rotas marítimas internacionais.

O Ministro sublinhou ainda o compromisso do Governo com a sustentabilidade ambiental, assegurando que todo o processo de dragagem será realizado em conformidade com rigorosos protocolos ambientais, conforme estabelecido no Plano Diretor do Porto de Bissau.

Para a execução dos trabalhos, o Governo da Guiné-Bissau mobilizou um parceiro privado, a empresa La Panafricaine de la Logistique de Bissau, com reconhecida experiência e capacidade técnica, prevendo-se a conclusão das obras num prazo máximo de seis meses.

A cerimónia contou com a presença de Suas Excelências Representantes dos Órgãos de Soberania, do Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, de Membros do Governo, Representantes de Missões Diplomáticas, Parceiros Bilaterais e Multilaterais, bem como de operadores económicos do setor marítimo-portuário.

O Governo reafirma, assim, que investir na dragagem do Porto de Bissau é uma prioridade contínua para garantir a modernização das infraestruturas, promover o crescimento económico e consolidar o papel estratégico do país no comércio marítimo regional e internacional.

Discurso do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, na cerimónia que marca o início dos trabalhos de dragagem nos canais de acesso ao porto de Bissau☝

O Conselho Nacional de Transição (CNT) reagiu ao que considera uma tentativa de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau por parte de algumas figuras políticas estrangeiras.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do CNT, Fernando Vaz, “Nando Vaz”, fez referência ao Governo português, a deputadas e ao Presidente de Cabo Verde, no âmbito das críticas já manifestadas.

Reequipamento da Comissão Nacional de Eleições, CNE, vandalizada na sequência do golpe militar, assim como a realização de um novo recenseamento eleitoral, estão entre as principais preocupações da instituição para a realização das próximas eleições na Guiné-Bissau.

As preocupações foram apresentadas ao Presidente da República de Transição durante uma audiência realizada esta quarta-feira, 21 de janeiro. À saída do encontro, o Presidente Interino da CNE, N’pabi Cabi, destacou a situação em que se encontra a Comissão.


Venezuela recebe 300 milhões de dólares com venda de petróleo após acordo com EUA... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um acordo de 500 milhões de dólares para venda de crude venezuelano.

Por sicnoticias.pt 

A presidente interina da Venezuela anunciou terça-feira um acordo de 500 milhões de dólares para a venda de crude da nação sul-americana.

"Dos 500 milhões de dólares iniciais, 300 milhões de dólares já foram recebidos", frisou Delcy Rodríguez durante uma visita a um centro comunitário em Caracas, num evento transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).

Segundo a governante, estes recursos serão utilizados para "cobrir e financiar" o salário dos trabalhadores, bem como para "protegê-lo da inflação" e do "impacto negativo das flutuações do mercado cambial".

A moeda oficial da Venezuela é o bolívar, mas o dólar norte-americano, e ocasionalmente o euro, são utilizados como referência para a fixação de preços de bens e serviços.

A taxa de câmbio oficial é definida pelo Banco Central da Venezuela (BCV). No entanto, existe um mercado paralelo com uma taxa de câmbio mais elevada, o que criou uma diferença entre as taxas de câmbio, o que significa que os produtos podem ter preços diferentes consoante a moeda utilizada para a compra.

Como explicou na semana passada, a presidente interina reiterou que estas receitas provenientes da venda de crude serão "utilizadas e empregues" através do mercado cambial, no sistema bancário nacional e através do BCV, "para consolidar e estabilizar o mercado", acrescentou.

Na quinta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou um acordo de 500 milhões de dólares assinado entre Washington e Caracas, segundo o qual os EUA vão comercializar até 50 milhões de barris de crude venezuelano e gerir as receitas antes de as transferirem para o país sul-americano.

Leavitt referiu na altura que a administração liderada por Delcy Rodríguez cumpriu "todos os requisitos e solicitações" da administração Donald Trump.

Rodríguez assumiu a presidência após os ataques norte-americanos em Caracas e em outros três estados, que resultaram na captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, a congressista Cilia Flores, que continuam detidos em Nova Iorque.

Desde então, Trump afirmou ter solicitado "acesso irrestrito" aos recursos petrolíferos venezuelanos, enquanto o seu secretário de Energia, Chris Wright, assegurou que os EUA controlarão a venda de crude venezuelano por um período indefinido.


É a sétima operação deste tipo desde que o Presidente Donald Trump impôs em dezembro um bloqueio aos navios sob sanções ligadas à Venezuela.