sábado, 24 de outubro de 2026

Elon Musk afirma ter bloqueado uso da Starlink em ataques ucranianos... Empresário diz que corrigiu brecha na rede de satélites; restrições de velocidade que afetavam operações militares foram retiradas, segundo autoridades da Ucrânia.

Imagem: Reprodução/Gettyimages.ru / Scott Peterson/ Via RT  Por  portalviu.com.br  24/10/2026 

A dependência da Ucrânia de uma rede privada de satélites voltou a gerar tensão no conflito com a Rússia. Elon Musk, proprietário da SpaceX, afirmou que corrigiu uma brecha que permitia o uso da conexão Starlink em operações ofensivas com drones, alegando que militares ucranianos utilizavam o serviço em desacordo com as regras da plataforma.

Em declarações publicadas na rede social X, o empresário disse que a conexão havia sido usada em ataques destinados a matar pessoas. Musk afirmou que a falha foi corrigida na semana anterior, mas não apresentou detalhes técnicos que permitam verificar de forma independente a acusação.

O episódio ocorre após restrições de velocidade na rede terem prejudicado operações militares ucranianas. Neste sábado (24), o Ministério da Defesa da Ucrânia informou que o funcionamento da Starlink e da Starshield havia sido restabelecido, com conexões estáveis mesmo em equipamentos que se deslocam a mais de 400 km/h.

Musk destaca importância estratégica da rede

Apesar de defender as limitações para determinados usos militares, Musk reconheceu a importância da Starlink para as comunicações ucranianas. A rede é utilizada para conectar unidades militares, apoiar a logística e viabilizar operações com diferentes tipos de drones.

O empresário também destacou a resistência do sistema a interferências e danos à infraestrutura de comunicação. Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a tecnologia se tornou um recurso importante para manter a conectividade em áreas afetadas pelos combates.

Musk argumenta que a Starlink, por ser um serviço comercial, não deve ser utilizada em operações ofensivas. Já a Starshield, outra tecnologia da SpaceX voltada a aplicações governamentais e militares, possui condições de operação distintas e é controlada pelo governo dos Estados Unidos.

A diferença entre os dois serviços é relevante para entender a controvérsia, já que as restrições recentes atingiram equipamentos utilizados em operações militares e levantaram dúvidas sobre quem tinha autoridade para determinar as limitações.

Restrições afetaram operações com drones

As limitações de velocidade começaram a provocar problemas relatados por autoridades ucranianas em outubro. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a redução afetou drones que dependem da conexão por satélite, dificultando missões e causando interrupções na comunicação.

Em alguns casos, os equipamentos perdiam a conexão quando ultrapassavam aproximadamente 160 km/h. A restrição prejudicava tanto operações ofensivas quanto atividades defensivas, incluindo o uso de drones para interceptar aparelhos russos.

A situação gerou preocupação em Kiev, que depende da rede para manter comunicações e coordenar ações na linha de frente. Autoridades ucranianas também questionaram a falta de aviso prévio sobre as limitações.

Estados Unidos e SpaceX divergiram sobre responsabilidades

A origem das restrições também provocou declarações distintas de autoridades norte-americanas. Musk afirmou que as decisões sobre os limites de uso da Starshield cabem ao governo dos Estados Unidos, enquanto a Starlink comercial é controlada pela SpaceX.

O presidente Donald Trump declarou anteriormente que o acesso havia sido restabelecido, mas autoridades ucranianas ainda relatavam problemas na sexta-feira (23). Naquele momento, não havia confirmação de que todas as limitações tivessem sido retiradas.

Neste sábado, porém, o Ministério da Defesa ucraniano informou que seus sistemas de monitoramento registraram a recuperação das velocidades de conexão. O presidente Volodymyr Zelensky também confirmou a retomada do funcionamento nos níveis anteriores e agradeceu aos representantes norte-americanos e parceiros que ajudaram a resolver a situação.

Dependência tecnológica amplia debate sobre a guerra

O episódio expõe o impacto que decisões de empresas privadas podem ter em conflitos armados. Como a Starlink é uma infraestrutura comercial essencial para diferentes atividades militares ucranianas, mudanças nas condições de acesso podem afetar diretamente as operações no campo de batalha.

Ao mesmo tempo, a discussão levanta questões sobre os limites de uso de tecnologias civis em ações militares e sobre a responsabilidade das empresas que fornecem serviços de comunicação em zonas de guerra.

Embora a retomada das velocidades tenha sido anunciada pelas autoridades ucranianas neste sábado, as declarações de Musk sobre o uso da rede em ataques ofensivos continuam sendo alegações do empresário. A controvérsia também evidencia a dificuldade de separar os aspectos comerciais, militares e diplomáticos envolvidos na utilização de sistemas privados durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Ucrânia ataca centro logístico da Ozon em Omsk, diz governador... A Ucrânia atacou com drones um centro de distribuição da Ozon, na cidade siberiana de Omsk, indicou o governador local, Vitaly Khotsenko, nas redes sociais.

© Andrey Rudakov/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   24/10/2026 

A Ucrânia atacou com drones um centro de distribuição da gigante russa de comércio eletrónico Ozon, na cidade siberiana de Omsk, indicou o governador local, Vitaly Khotsenko, nas redes sociais.

A Ozon confirmou que se tratava de uma das suas instalações.

"Retirámos rapidamente todos os funcionários… Um incêndio deflagrou e os serviços de emergência estão a trabalhar no local", disse a empresa em comunicado.

Segundo a Ozon, alguns pedidos serão cancelados e outros serão entregues a partir de outras instalações.

Desde o final de agosto, vários centros de distribuição da Ozon em diferentes regiões da Rússia foram danificadas por ataques de drones, tendo a empresa referido incêndios em instalações nas regiões de Samara e Orenburg, bem como nas cidades de Krasnodar e Makhachkala, no sul do país, indicou a agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo outras autoridades locais russas, as defesas antiaéreas do país abateram na noite de sexta-feira para hoje 616 drones ucranianos em cerca de 20 regiões, num "ataque maciço" que provocou também cortes de água e eletricidade na Crimeia.

Referiram ainda que a queda de destroços de drones provocou incêndios e causou vários feridos.

Do lado ucraniano, a Força Aérea anunciou que a Rússia lançou pelo menos 126 drones contra a Ucrânia durante a mesma noite, dos quais 101 foram abatidos.

Duas pessoas ficaram feridas em Kyiv, segundo os serviços de emergência.


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Nove pessoas foram detidas e mais de 370 ficaram retidas pelas autoridades em Itália, em manifestações em várias cidades do país.

Nove pessoas foram hoje detidas e mais de 370 ficaram retidas pelas autoridades em Itália, na sequência de manifestações realizadas em várias cidades do país.

Em comunicado citado pela Agência France-Presse, fonte oficial da polícia revelou que entre das 371 pessoas levadas para as esquadras 110 eram menores de idade...

Jovens em Barcelona causam caos em protesto com danos materiais... Dezenas de jovens manifestaram-se hoje no centro de Barcelona, em Espanha, num protesto em que houve confrontos com a polícia, lojas destruídas e contentores incendiados, segundo a agência EFE. O movimento "Institut Indignats" organizou o evento, que resultou em danos materiais e detenções.

© Lusa   24/10/2026 

Dezenas de jovens manifestaram-se hoje no centro de Barcelona, em Espanha, num protesto em que houve confronto com a polícia, lojas destruídas e contentores incendiados, noticiou a agência noticiosa EFE.

O protesto foi convocado nas redes sociais pelo movimento "Institut Indignats", semelhante ao que mobilizou o protesto estudantil em França, e reuniu dezenas de jovens que provocaram distúrbios nas ruas e causaram estragos em edifícios.

Segundo fontes da polícia catalã, os distúrbios, em particular junto à Praça da Catalunha, levaram a uma intervenção dos Mossos d'Esquadra para dispersar os manifestantes, que lhes arremessaram pedras e outros objetos, tendo vários sido detidos.

A agência noticiosa Efe escreveu que grupos isolados de manifestantes, com o rosto tapado, tentaram saquear lojas, partiram algumas montras, ao mesmo tempo que incendiaram toldos de esplanadas.

Numa zona de grande movimento e de afluência turística, e a poucos metros de uma acampada pelo direito à habitação, instalada na Praça da Catalunha, os Mossos d'Esquadra chegaram a apelar para que as pessoas não se aproximassem do local.


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AAcampada de Lisboa estimou hoje a participação de 25 mil pessoas na manifestação pelo direito à habitação, que começou no Marquês de Pombal e terminou no Rossio, que pelas 19h30 ainda se mantinha repleto de gente.

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FRANÇA: Mais de cem mil pessoas manifestam-se em Paris. Veja as imagens... Mais de 110.000 pessoas manifestaram-se em Paris hoje, segundo a polícia, que indicou que a situação permanece calma. A manifestação, que começou na Porta de Itália e terminou em Porte de Vincennes, contou com a intervenção de mais de 3.000 pessoas e 65 detenções.

© REUTERS  Por  LUSA   24/10/2026                                   Veja as imagens... 

Mais de cem mil pessoas manifestam-se hoje em Paris para exigir poder de compra e defender os serviços públicos, avançou a polícia, indicando que "a situação permanece calma em toda a área metropolitana".

A manifestação, que começou na Porta de Itália cerca das 14h00 locais (13h00 em Lisboa) e chegou a Porte de Vincennes às 17h00, concentra um total de 110.000 pessoas, precisa a Prefeitura da Polícia de Paris.

Entretanto e no final da manifestação, registaram-se confrontos entre a polícia e os manifestantes, tendo sido lançado gás lacrimogéneo e utilizado canhões de água.

Durante o percurso, foram controladas pela polícia mais de 3.000 pessoas e detidas 65, segundo a fonte policial, citada pela agência France Presse.

No passado sábado também se manifestaram nas ruas de Paris mais de cem mil pessoas.

O ministro do Interior francês deu conta de que participaram hoje nas manifestações realizadas em várias cidades do país 410.000 pessoas.

Já os sindicatos estimam que as manifestações mobilizaram cerca de 800.000 pessoas em toda França, das quais 250.000 em Paris.

O segundo sábado consecutivo de manifestações contra o aumento do custo de vida, pelas reivindicações estudantis e dos "coletes amarelos" levou o Governo a reforçar o dispositivo de segurança de forma "significativa", segundo o ministro do Interior.


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