sexta-feira, 24 de julho de 2026

Ataques ucranianos com drones fazem três feridos perto de São Petersburgo... Pelo menos três pessoas ficaram feridas perto de São Petersburgo, Rússia, na sequência de um ataque ucraniano contra as instalações de uma empresa de comércio de componentes eletrónicos, disseram hoje as autoridades russas.

© AFP via Getty Images   Por LUSA  24/07/2026 

O governador da região de Leningrado (oeste da Rússia), Alexander Drozdenko, disse que o ataque com um drone provocou um incêndio num armazém da empresa Wildberries na localidade de Novosaratovka, situada nas margens do rio Neva.

O rio separa a região de Leninegrado da cidade de São Petersburgo.

O governador disse ainda que três pessoas sofreram ferimentos e estão a receber cuidados médicos no hospital na zona.

A empresa de componentes eletrónicos tem sido alvo de ataques recorrentes por parte da Ucrânia, sobretudo na última semana.

No passado fim de semana, Kiev atingiu as instalações da Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, nas regiões de Tambov e Moscovo.

O Presidente ucraniano, Volodimir Zelenskyy, afirmou que as ações militares atingiram centros que são utilizados para o fornecimento de componentes sujeitos a sanções para a produção de drones e equipamentos de navegação.

Devido ao ataque ucraniano com drones o aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, suspendeu voos durante as últimas horas. 

A Rússia anunciou hoje que abateu 571 drones ucranianos durante a última noite em quinze regiões e na península anexada da Crimeia.

O Ministério da Defesa russo, sublinhou que os ataques tiveram como alvo principal a região de Leninegrado, perto de São Petersburgo.



Anunciados novos ataques a bases norte-americanas na Jordânia e no Bahrein... As Forças Armadas iranianas anunciaram hoje que atacaram com drones bases militares norte-americanas na Jordânia e no Bahrein, na décima terceira noite consecutiva de bombardeamentos norte-americanos em solo iraniano.

© Satellite image (c) 2026 Vantor   Por LUSA  24/07/2026 

"Esta manhã, drones 'kamikaze' Arash atacaram tanques de combustível, grandes armazéns, silos e quartéis localizados em bases pertencentes às forças norte-americanas na base aérea de Isa, no Bahrein", declarou o gabinete de relações públicas do Exército num comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.

Além disso, no âmbito da operação militar, um hangar na base aérea de Al-lAzraq, na Jordânia, foi também alvo de ataques de drones iranianos.

"Os mercenários militares norte-americanos estavam ali escondidos", referiu o comunicado, acrescentando que "qualquer ação que ameace os interesses legítimos e legais da nação e o sistema sagrado da República Islâmica do Irão prejudicará a segurança e os interesses económicos de outros países da região".

As autoridades do Bahrein confirmaram a ativação dos sistemas de alerta em todo o país, em antecipação de possíveis ataques.

"Os cidadãos e residentes devem manter a calma e dirigir-se para o local seguro mais próximo", afirmou o Ministério do Interior num comunicado divulgado nas redes sociais.

Já as forças norte-americanas realizaram hoje ataques aéreos contra o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária no norte do Irão, sem causar vítimas, segundo as autoridades locais citadas pela agência de notícias IRNA.

"Esta manhã, o quartel-general das forças navais do Corpo da Guarda Revolucionária em Zibakenar foi atingido por projéteis do inimigo norte-americano, danificando algum equipamento", disse o responsável provincial Ali Bagheri.

Zibakenar, uma cidade turística no Mar Cáspio, situa-se a cerca de 350 quilómetros de Teerão.


Leia Também: Explosões ouvidas perto de base norte-americana no Iraque

Uma série de explosões ocorreram perto de uma base militar que alberga forças norte-americanas no norte do Iraque, horas depois de os militares dos EUA terem anunciado o fim da décima terceira noite de ataques contra o Irão.

O Governo delinea as estratégias para o combate a pesca ilegal não declarada e não regulamentada.

A propósito reuniu ontem os Titulares e tecnicos dos Ministérios das Pescas e Economia Marítima,  do Ambiente e Biodiversidade, da Defesa, do interior, da Administração Territorial, dos transportes para analisarem em conjunto questões ligadas a fiscalização e controlo das atividades das Pescas, segurança e navegação marítima, medidas de protecção e conservação dos recursos halieuticos e combate a pirataria no mar.

Por Ministério das Pescas e Economia Marítima

Conselho Nacional de Transição aprova 4 Diplomas (Projeto-lei) das Forças Armadas.

Por  FARP Guiné-Bissau

Após intensos debates e discussões que marcaram plenárias de 21 e 23 do mês em curso, os conselheiros do Conselho Nacional de Transição (CNT) aprovam nesta quinta-feira, dia 23, por unanimidade  quatro Diplomas que passam a servir do guião e mecanismos legais que abrangem as regalias e obrigações da classe castrense guineense.

Diplomas ora aprovados, incluem: Projeto-lei da Defesa e das Forças Armadas, Projeto-lei Orgânica da Organização de Bases das Forças Armada "LOBOFA", Projeto de Estatuto dos Militares das Forças Armadas e Projeto-lei da Condição Militar.

Presidente do CNT, Major-General Tomás Djassi assgura que as obrigações das Forças Armadas para com a defesa territorial são enormes, principalmente no que refere a zona costeira e aerea. Nisto exorta a obrigação do Estado em equiparar as Forças Armadas para que elas possam integralmente cumprir as suas obrigações face aos actuais demandas da defesa nacional.

Promete que as leis aprovadas serão de imediato implementadas pois, “só assim seremos capazes de entender se são ou não adequadas a nossa realidade”, explica o Major-General, prometendo que estes Diplomas jamais serão deixadas nas gavetas uma vaz que segundo o proposito destes documentos, este é o principal pressuposto para a garantia duma total equidistancia dos jugos politicos, dando assim aos militares os direitos, as regalias e equiparações necesárias para exercicio das suas missões.

Texto: 2º Sargento Demba Djau

Foto: Alferes Joaquim F.da Costa 

FA/IM 23.07.2026

EUA iniciam 13ª vaga de ataques aéreos ao Irão desde o fim do cessar-fogo... O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 13.ª desde o fim do cessar-fogo provisório.

© Majid Saeedi/Getty Images  Por LUSA  24/07/2026 

O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 23h45 de Portugal continental, visando alvos militares iranianos para "responsabilizar o Irão e diminuir as ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica à navegação comercial".

Os militares norte-americanos realizaram na última noite a 12ª vaga de ataques contra o Irão desde o fim do cessar-fogo, com o objetivo declarado de minar a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego comercial no estreito de Ormuz, e às quais o Irão respondeu com ataques às bases militares de Ali al-Salem e al-Adiri, no Kuwait.

Após 12 dias consecutivos de ataques norte-americanos contra o território iraniano e de represálias do Irão no Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou hoje os Estados Unidos de adotarem uma atitude "irracional e dominadora".

"O problema reside na abordagem dos Estados Unidos, uma abordagem irracional, excessiva e dominadora, que provocou uma resposta firme da nossa parte", declarou Abbas Araghchi à televisão estatal, à margem da visita a Teerão do primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi.

Também esta noite, o CENTCOM indicou que, desde o retomar do bloqueio naval contra o Irão, há nove dias, redirecionou 12 embarcações comerciais e inutilizou uma para impedir a entrada ou saída de navios de portos ou zonas costeiras iranianas.


GUINÉ-BISSAU: Domingos Simões Pereira chega a Lisboa mas promete voltar à Guiné-Bissau... O opositor guineense Domingos Simões Pereira chegou hoje de madrugada ao aeroporto de Lisboa, após sair da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva na Guiné-Bissau, e prometeu regressar ao país para continuar "este combate".

© Lusa   24/07/2026 

Questionado pelos jornalistas, à saída do lounge VIP do aeroporto de Lisboa, se tencionava regressar, Domingos Simões Pereira foi taxativo: "absolutamente".

"Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate", garantiu o opositor guineense, que foi recebido em euforia por dezenas de guineenses a residir em Portugal e que encheram o aeroporto com bandeiras e gritos e cânticos de apoio.

"Eu não posso virar costas ao meu povo", sublinhou.

O responsável admitiu estar a sentir uma "sensação de liberdade" e "agradecido pela população que vem acolher". 

Quantos aos pormenores da sua estadia em Portugal, admitiu que ainda não conhece as condições, "porque quem trata de tudo, são as autoridades portuguesas". 

Questionado sobre os assuntos internos no país, Domingos Simões Pereira escusou-se a responder diretamente às perguntas, dizendo apenas que "alguém trabalhou, as autoridades trabalharam" e permitiram que estivesse em Portugal.

"Eu quero respeitar esse esforço que foi feito. Assim que conhecer todos os contornos", falará, assegurou.

Quanto ao seu estado de saúde, disse ainda não saber, respondendo apenas que se "sente bem".

Domingos Simões Pereira  chegou por volta da 01:00 a Lisboa, tendo saído no dia anterior da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva, por ordens do juiz de Instrução Criminal, Mamadú Embaló, que autorizou que viajasse para Portugal, onde vai submeter-se a tratamento médico.

A informação foi avançada à Lusa por fonte da defesa do político, num contacto telefónico feito a partir de Lisboa.

Simões Pereira estava a cumprir prisão preventiva desde o passado dia 10 de julho, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

Citando o despacho do juiz, a fonte referiu que Simões Pereira foi autorizado a ausentar-se da Guiné-Bissau durante noventa dias, período durante o qual não poderá desenvolver atividade política.

A mesma fonte adiantou que a decisão do juiz se baseou num relatório médico do Hospital Militar de Bissau, segundo o qual seria necessário que o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fosse observado num centro médico especializado em Portugal.

Segundo a fonte, Simões Pereira viajou para Portugal na companhia da esposa e do irmão, o médico Camilo Simões Pereira.

A decisão do juiz de instrução criminal (JIC) respondeu a um requerimento da defesa e contou com o parecer favorável da Promotoria de Justiça Militar, tendo em conta "razões humanitárias e legais, fundamentada num atestado emitido pelo Dr. Domiciano Bernardo Nacocam Mango, médico do Hospital Principal Militar de Bissau", disse a mesma fonte.

A defesa disponibilizou à Lusa a cópia do despacho do JIC, no qual é referido que a "prisão preventiva fica suspensa pelo período de três meses, ao abrigo do artigo 164º do Código de Processo Penal (CPP)" da Guiné-Bissau.

"O suspeito está sujeito à obrigação de abster-se de desenvolver qualquer atividade político-partidária durante a vigência da suspensão. Findo o prazo de três meses, a situação processual do suspeito será novamente reapreciada pelo tribunal", sublinha-se no despacho.

Presidente eleito do Parlamento guineense, Simões Pereira estava em prisão preventiva desde o passado dia 10, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, que tinham decorrido sem incidentes em novembro de 2025.

Em comunicado, o Governo português confirmou que Portugal vai acolher "por razões médicas e humanitárias" o opositor guineense Domingos Simões Pereira.

"Portugal acolhe Domingos Simões Pereira, conforme solicitado pelos seus familiares, depois da libertação hoje ocorrida por razões médicas e humanitárias", lê-se no comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Reconhecendo o gesto humanitário, continuaremos a trabalhar com empenho e recato, pelas vias diplomáticas, no quadro da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e em cooperação com a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e União Africana, em prol do regresso das instituições da Guiné-Bissau à normalidade constitucional e democrática", sublinhou a diplomacia portuguesa.


Leia Também:  Simões Pereira recebido pela diáspora guineense em clima de euforia

Dezenas de guineenses da diáspora receberam na madrugada de hoje num ambiente de euforia, no Aeroporto Humberto Delgado, o líder da oposição da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, que dizem representar a "esperança de toda uma nação".