terça-feira, 16 de junho de 2026

ONU: Conselho de Segurança insta talibãs a terminar repressão a mulheres... O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta noite por unanimidade uma resolução que apela aos talibãs no poder no Afeganistão para que terminem rapidamente a repressão contra as mulheres e combatam os grupos militantes no interior do pais.

© AHMAD SAHEL ARMAN/AFP via Getty Images    Por LUSA  16/06/2026 

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, cujo país promoveu a resolução, realçou que a esperança é que o Governo afegão "tome medidas mais proativas para proteger os direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres, e projete uma imagem de abertura, inclusão e responsabilidade".

A resolução prorroga a missão política da ONU no Afeganistão até 17 de junho de 2027 e autoriza-a a apoiar a entrega de ajuda humanitária "sem discriminação" e a promover a governação nacional e local "sem qualquer discriminação com base no sexo, religião ou etnia, com a participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres, (...) das minorias, dos jovens e das pessoas com deficiência".

A adoção da resolução surge na sequência da detenção de pelo menos 30 mulheres na cidade ocidental de Herat este mês por alegadamente violarem o rigoroso código de vestuário dos talibãs.

Um raro protesto desencadeado após as detenções foi violentamente dispersado pela polícia talibã, que matou a tiro uma pessoa e feriu várias outras, de acordo com a missão da ONU conhecida como UNAMA.

Os talibãs governam o Afeganistão desde 2021, na sequência da retirada caótica das forças lideradas pelos EUA, e impuseram uma interpretação rigorosa da lei islâmica, ou Sharia, incluindo restrições severas às mulheres e raparigas, tais como a proibição de educação para além do ensino básico e de muitos empregos. As minorias também foram afetadas.

A resolução autoriza a missão da ONU a facilitar as negociações entre o Talibã e os países da região, bem como a comunidade internacional em geral.

"Para que esse processo político seja bem-sucedido, os talibãs devem agir", frisou a vice-embaixadora dos EUA, Jennifer Locetta.

"Os talibãs devem cumprir os seus compromissos em matéria de combate ao terrorismo, respeitar as obrigações internacionais do Afeganistão, pôr fim à diplomacia de reféns e cessar os seus abusos inaceitáveis dos direitos humanos das mulheres e das raparigas", acrescentou.

O Paquistão acusa o Afeganistão de dar abrigo a militantes que realizam ataques mortíferos no território paquistanês, o que o Talibã nega.

Centenas de pessoas foram mortas em combates entre os dois países desde fevereiro, quando o Afeganistão atacou o Paquistão em retaliação aos ataques aéreos paquistaneses no Afeganistão.

O embaixador do Paquistão na ONU, Asim Ahmad, apontou que "a resolução expressa a séria preocupação do Conselho [de Segurança] com a presença de grupos terroristas no Afeganistão, que continuam a constituir uma ameaça à paz e à segurança internacionais".

A nova resolução autoriza também a UNAMA a promover o desenvolvimento económico do Afeganistão, nomeadamente facilitando a atividade comercial e financeira e apoiando os esforços para devolver os ativos pertencentes ao Banco Central "em benefício do povo afegão".


DNRPT26: Audiências estão insatisfeitas com cobertura das grandes notícias globais... As audiências estão muito insatisfeitas com a cobertura das grandes notícias globais, como inflação ou alterações climáticas, destaca hoje o 15.º relatório do Digital News Report 2026 (DNR2026) do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ).

© shutterstock      Por LUSA   16/06/2026 

O estudo sublinha que as audiências estão "amplamente insatisfeitas com a cobertura das grandes notícias globais", já que "a maioria das pessoas" da amostra global de 48 mercados "acha que os media não estão a fazer um bom trabalho na cobertura de grandes notícias internacionais, como a inflação, a migração, o segundo mandato de Donald Trump, alterações climáticas e conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente".

Segundo o relatório, os consumidores de notícias estão especialmente insatisfeitos "com a cobertura da imigração, com um número significativamente maior de pessoas (diferença de 11 pontos percentuais) a considerar que os meios de comunicação social estão a fazer um mau trabalho em vez de um bom trabalho ao cobrir o assunto".

Em países com ambientes mediáticos mais polarizados, "como o Reino Unido e os EUA, a orientação política revela grandes diferenças de satisfação".

De acordo com o estudo, "as pessoas que se deparam com notícias importantes através das plataformas de redes sociais e vídeo tendem a ser mais negativas sobre a forma como os meios de comunicação as estão a cobrir".

Outro dos destaques do DNR é que "a maioria das pessoas ainda prefere notícias imparciais".

As audiências, acrescenta, ainda apoiam a ideia "de obter notícias de fontes que não têm um ponto de vista específico".

Segundo o DNR, "a preferência por este tipo de notícias imparciais desceu três pontos percentuais desde 2020, mas os que dizem preferi-la ainda superam em mais de dois para um os que preferem notícias que partilhem o seu ponto de vista".

Também "não se verificou uma grande mudança no sentido da preferência por notícias que partilham o ponto de vista das pessoas: o apoio a estas desceu, de facto, quatro pontos desde 2020, atingindo os 20%".

Quase metade (45%) dos inquiridos prefere notícias "que não tomam partido, e uma parcela semelhante (46%) também acredita que consumir notícias que não tomam partido é melhor para os outros na sociedade".

Relativamente, aos criadores ou 'influencers' [influenciadores], estes estão a remodelar a descoberta de notícias, mas não a substituir o jornalismo tradicional.

Mais de metade (51%) dos inquiridos a nível global "afirmam consumir notícias 'online' de fontes diferentes das redes sociais e redes de vídeo todas as semanas.

Entre as pessoas que utilizam criadores focados em notícias, este alcance fora das redes sociais sobe para 60%, em nítido contraste com a ideia de que os criadores estão a retirar tráfego das fontes tradicionais.

O inquérito foi realizado nos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Áustria, Hungria, Sérvia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Croácia, Roménia, Bulgária, Grécia, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Taiwan, Tailândia, Singapura, Austrália, Canadá, Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, México, Marrocos, Nigéria, Quénia e África do Sul.

A amostra total é 97.520 adultos, com cerca de 2.000 por mercado e o trabalho de campo foi realizado no final de janeiro/início de fevereiro de 2026.


Leia Também: Confiança nas notícias a nível global atinge nível mais baixo em 10 anos

A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segundo a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgado, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.

Portugal/Exames Nacionais: Mais de 81 mil alunos fazem hoje prova de Português... Os exames nacionais do ensino secundário arrancam hoje com quase metade dos 166 mil alunos inscritos a realizar a prova de Português, que continua a ser feita em papel, mas será corrigida, pela primeira vez, em formato digital.

© Lusa     16/06/2026 

Às 09h30, mais de 81 mil estudantes deverão começar a fazer o exame nacional do 12.º ano de Português, o mais concorrido por ser o único obrigatório para concluir o ensino secundário. 

Começa assim a 1.ª fase dos exames nacionais, que continuam a ter peso na conclusão do secundário e na nota de acesso ao ensino superior, sendo esperados mais de 73 mil rapazes e quase 93 mil raparigas ao longo dos próximos dez dias de provas.

Dos 166.339 inscritos, 93.596 (56%) disseram que o seu objetivo era candidatar-se ao ensino superior, segundo os dados do Ministério da Educação.

Mas hoje também é dia de exame nacional para os alunos do 11.º ano, já que às 14h00 começa a prova de Economia A, para a qual estão inscritos pouco mais de 17 mil estudantes.

Este ano, uma das grandes novidades será a forma de avaliar as provas. Ao contrário do que se chegou a prever com a transição digital total, os exames continuam a realizar-se em papel, mas as provas serão corrigidas em formato digital.

Os alunos vão continuar a escrever as respostas à mão, mas em vez das tradicionais folhas de exame as respostas serão dadas em folhas específicas que serão digitalizadas para que os professores corretores possam corrigir e avaliar na plataforma digital.

Fora deste novo modelo ficam apenas os exames de Geometria Descritiva A e de Desenho A, que não sofrem quaisquer alterações. 

A 1.ª fase dos exames nacionais decorre entre 16 e 26 de junho, começando depois a 2.ª fase, entre 16 e 22 de julho.

As notas da 1.ª fase serão conhecidas a 14 de julho e, uma semana depois, a 20 de julho, começam as candidaturas para os alunos que pretendam prosseguir os estudos.

Os resultados das candidaturas serão divulgados a 23 de agosto.

As instituições de ensino superior públicas disponibilizaram, para o próximo ano letivo, 78.283 vagas, mais 1.465 do que no corrente.

Para o Regime Geral de Acesso estão reservadas 56.790 vagas, a que se somam 21.493 através disponibilizados para os Regimes e Concursos Especiais.


Leia Também: Veja. Quase 13 milhões de alunos na China começam exames para o Superior

Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o 'gaokao', o temido exame nacional de admissão à universidade.

Londres fornecerá urânio enriquecido a Kyiv e endurecer sanções à Rússia... O Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido a Kyiv para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia, revelou hoje o primeiro-ministro britânico, na véspera da sessão da cimeira do G7 dedicada ao conflito na Ucrânia.


Por LUSA 

Keir Starmer, que condenou os "ataques bárbaros" da Rússia na Ucrânia, destacou que Londres pretende "dar um passo em frente" ao "sufocar os recursos que alimentam a guerra de Putin e fornecer energia à Ucrânia para os invernos que se avizinham".

Cerca de 210 milhões de libras (cerca de 243 milhões de euros) de financiamento à exportação permitirão à empresa britânica Urenco fornecer urânio enriquecido à produtora de eletricidade nuclear ucraniana Energoatom, precisou Downing Street (gabinete do primeiro-ministro) em comunicado.

"Estaremos ao lado da Ucrânia enquanto for necessário e este anúncio reforça isso", sublinhou o primeiro-ministro britânico.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é esperado na terça-feira de manhã na cimeira do G7, na cidade francesa de Evian, para participar numa reunião de trabalho dedicada à paz e à segurança para a Ucrânia e a Europa.

O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, espera convencer o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a exercer mais pressão sobre a Rússia durante a cimeira do G7.

"O que eu quero, no fundo, é que os americanos digam 'estamos convosco, vamos continuar a ajudar a Ucrânia, vamos exercer mais pressão sobre a Rússia'", sublinhou, numa entrevista à emissora TF1.

Já a União Europeia incluiu 34 indivíduos e 47 entidades na sua lista de medidas restritivas, no mais recente pacote de sanções dirigido contra empresas vinculadas ao complexo militar russo, a frota fantasma utilizada para contornar as sanções ocidentais e responsáveis pela perseguição, pelo envenenamento e pela morte do opositor Alexei Navalny.

Vídeos mostram destruição deixada após queda de bombardeiro nos EUA... Um bombardeiro B-52 norte-americano despenhou-se, esta segunda-feira, momentos depois de ter descolado da Base Aérea Edwards, no deserto de Mojave, na Califórnia. Nas redes sociais circulam vídeos do incidente.

Por noticiasaominuto.com 

Um bombardeiro de longo alcance norte-americano despenhou-se, esta segunda-feira, momentos depois de ter descolado da Base Aérea Edwards, no deserto de Mojave, na Califórnia. 

O aparelho aéreo militar, designado como B-52 Stratofortress, normalmente comandado por uma equipa de cinco pessoas, caiu por volta das 11h20 locais (19h24, em Portugal).

Nas redes sociais circulam imagens onde é possível ver uma coluna de fumo negro após a aeronave ter caído. A Reuters noticia inclusive, que as imagens aéreas que puderam consultar não mostram destroços visíveis.

Veja o vídeo.

Até ao momento não há indicações de feridos ou mortos. 

De recordar que a Base Aérea de Edwards, no deserto de Mojave, indicou através das redes sociais que as equipas de emergência já estão no local, mas ainda não adiantou informações sobre a tripulação.

"O espaço aéreo foi fechado e todos os voos a chegar estão a ser desviados", adiantou a base aérea, explicando que todos os esforços estão a ser dedicados às operações de emergência.

O bombardeiro B-52 Stratofortress, note-se, é descrito como um aparelho aéreo militar estratégico. É normalmente tripulado por uma equipa de cinco pessoas: piloto, copiloto, oficial de sistemas de armamento, navegador e oficial de guerra eletrónica.


A Força Aérea dos Estados Unidos adiantou que seguiam oito pessoas a bordo do bombardeiro B-52 que se despenhou na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, acrescentando que não há sobreviventes. A investigação para apurar as causas do acidente prosseguem.