sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Rússia propõe subir impostos dias após prometer que não o faria... O Ministério das Finanças russo propôs aumentar vários impostos a fim de financiar a guerra na Ucrânia, dias depois das eleições legislativas nas quais o Kremlin prometeu não aumentar impostos.

Por LUSA 25/09/2026

As propostas visam, entre outros, rendimentos passivos, compras 'online' do estrangeiro, viagens aéreas e importação de automóveis e têm como objetivo garantir armamento e modernizar a defesa, além de pagar abonos aos militares.

A intenção contradiz declarações anteriores às eleições – realizadas entre 18 e 20 de setembro - tanto do porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitry Peskov, como do ministro das Finanças, Anton Siluanov, que prometeram não aumentar impostos.

"Para unificar a tributação do rendimento pessoal em 13-22%, propõe-se incluir os rendimentos 'passivos' na base tributável geral do imposto sobre o rendimento", afirmou o Ministério das Finanças no seu portal oficial da internet.

Segundo o ministério, esta medida abrangerá "rendimentos de dividendos e outros investimentos em ações, juros sobre depósitos, transações com títulos e direitos digitais, venda de imóveis e ações de empresas, bem como rendimentos provenientes de contratos de seguros e doações".

Atualmente, "os rendimentos 'passivos' estão sujeitos a uma taxa de 13-15%", observou o ministério.

No caso dos dividendos pagos a cidadãos estrangeiros não residentes, das chamadas contas 'C' - contas bancárias especiais e bloqueadas criadas pela Rússia como resposta às sanções económicas ocidentais no âmbito da guerra na Ucrânia -, o imposto passará a ser de 35%.

Segundo o Ministério das Finanças, o pacote de propostas de lei, que inclui a do orçamento geral para 2027-2029, visa "cumprir todos os compromissos sociais do Estado, garantir as necessidades de defesa e segurança do país, prestar apoio social aos combatentes na Ucrânia e assegurar a liderança tecnológica da Rússia".

Além de aumentar os impostos sobre os rendimentos passivos, o Ministério das Finanças propõe impostos sobre as compras 'online' do estrangeiro e sobre as remessas de países terceiros.

Especificamente, os russos teriam de pagar 100 rublos (cerca de um dólar) por remessas do estrangeiro avaliadas em mais de 200 euros.

A proposta inclui ainda a imposição de um imposto sobre os passageiros aéreos, que teriam de pagar até 2.000 rublos (cerca de 24 dólares) por bilhete, e um aumento dos impostos sobre os estafetas e os motoristas independentes de 4-6% para 13%.

Por fim, os impostos relativos à importação de automóveis poderão ser aumentados de 10% para 20%, uma medida que já foi implementada anteriormente e que fez subir os preços dos veículos na Rússia nos últimos anos.

Trump autorizou Kyiv a produzir mísseis 'Patriot'... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, concedeu à Ucrânia licenças para produzir mísseis de defesa aérea 'Patriot', que Kyiv exige para abater mísseis balísticos russos.

Por LUSA 25.09.2026

"Durante a nossa última reunião, o Presidente Trump confirmou-me que sim, tinha tomado uma decisão final: a Ucrânia receberá licenças para a produção de mísseis 'Patriot'", afirmou numa mensagem de voz aos jornalistas, depois de se ter reunido com o seu homólogo norte-americano em Nova Iorque esta semana.

O 'Patriot' é um dos sistemas de defesa aérea de médio e longo alcance mais avançados do mundo e é produzido pelos Estados Unidos.

Devido à intensa utilização na Guerra da Ucrânia e aos conflitos no Médio Oriente, os 'stocks' globais do míssil enfrentam uma pressão sem precedentes, mas a sua produção já tinha começado a ser descentralizada, quando foi dada licença à Alemanha para produzir os mísseis intercetores na Europa.

Zelensky tinha estimado, esta semana, que o começo da produção de 'Patriot' na Ucrânia poderia demorar "um a um ano e meio".

No início de setembro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que os Estados Unidos estavam a negociar com a Ucrânia uma licença para produzir intercetores 'Patriot', uma questão sobre a qual Donald Trump pareceu mudar de ideias por diversas vezes.

Rubio, no entanto, realçou que a concessão de licenças não proporcionaria uma "solução imediata" para os problemas que a Ucrânia enfrenta atualmente.

Embora Kyiv consiga intercetar a maioria dos drones russos, os mísseis balísticos, que são ainda mais destrutivos, são também muito mais difíceis de neutralizar, e a Rússia está a utilizá-los com uma frequência crescente, principalmente para atacar as principais cidades ucranianas.

Segundo Kyiv, os intercetores PAC-3 para sistemas 'Patriot' são os únicos capazes de destruir mísseis balísticos.

Durante uma visita a Washington, em julho, Volodymyr Zelensky afirmou ter "discutido as licenças para a produção de intercetores 'Patriot'" com Donald Trump.

O Presidente norte-americano, por sua vez, defendeu que os Estados Unidos devem ser "muito cautelosos" antes de autorizar a Ucrânia a produzir mísseis para os sistemas 'Patriot'.

‎TRABALHADORES DOMÉSTICOS SAÚDAM FIXAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL EM 50 MIL FCFA

Por RSM 25-09-2026

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‎O presidente da Associação Nacional da Proteção dos Trabalhadores Domésticos (ANAPROMED), Sene Bacai Cassamá, manifestou esta sexta-feira satisfação com a decisão do Executivo de Transição de fixar em 50 mil francos CFA o salário mínimo nacional.

‎A posição foi expressa aos jornalistas no Ministério da Administração Pública, onde dezenas de membros da associação se reuniram para assinalar a medida anunciada pelo Governo.

‎Segundo Sene Bacai Cassamá, mais de metade dos trabalhadores domésticos representados pela organização recebia menos de 20 mil francos CFA por mês. Por isso, considera que a decisão aprovada pelo Conselho de Ministros representa um avanço significativo para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores do setor.

‎Apesar de elogiar a iniciativa, o responsável alertou para os desafios da sua implementação. O dirigente apelou ao Governo para criar mecanismos eficazes de controlo e fiscalização, argumentando que poderá haver resistência por parte de alguns empregadores no cumprimento do novo salário mínimo.

‎O pagamento do salário mínimo nacional de 50 mil francos CFA deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2027.

‎Por sua vez, o inspetor-geral da Administração Pública, Bubacar Manó, garantiu que a medida será acompanhada por ações de fiscalização. Segundo explicou, a Inspeção-Geral da Administração Pública irá mobilizar os seus técnicos para verificar o cumprimento da nova disposição junto das empresas e entidades empregadoras.

‎A fixação do salário mínimo nacional em 50 mil francos CFA foi aprovada pelo Conselho de Ministros e deverá beneficiar trabalhadores de diferentes setores de atividade.

𝗡𝗼𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗦𝗲𝗱𝗲 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 𝗲 𝗮 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗼𝗽𝗿𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼

 



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