sábado, 6 de junho de 2026

Eleições na Guiné-Conacri dão vitória à coligação do presidente de transição

Por correiokianda.info  06/06/2026 

A coligação política ligada ao presidente de transição da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, venceu as eleições legislativas e municipais realizadas a 31 de Maio, num processo marcado pela fraca participação da oposição.

Segundo resultados provisórios divulgados pela Direcção-Geral de Eleições, a coligação Geração pela Modernidade e o Desenvolvimento (GMD) e os seus aliados conquistaram a maioria dos 147 assentos da Assembleia Nacional, garantindo também vantagem significativa nos mandatos locais.

O escrutínio decorreu num contexto político sensível, em que as principais forças da oposição não participaram ou foram excluídas do processo, após a dissolução de vários partidos políticos nos meses anteriores.

Os dados ainda carecem de confirmação final pelo Supremo Tribunal, que deverá validar oficialmente os resultados após o período legal de contestação.

As eleições fazem parte da transição política em curso na Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2021, que levou ao poder a atual junta militar liderada por Mamadi Doumbouya.

Trump diz que não há acordo porque Irão é "forte" e "orgulhoso"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuam sem avançar porque os líderes iranianos são "fortes" e "orgulhosos", salientando que se trata de um povo que está a "lutar há 47 anos".

© REUTERS/Nathan Howard  Por noticiasaominuto.com  06/06/2026 

O presidente dos Estados Unidos considerou que ainda não foi possível chegar a um acordo com a parte iraniana porque os líderes de Teerão são "fortes" e "orgulhosos". 

"Eles são fortes, eles são orgulhosos, há coisas que eles nunca pensaram em fazer que vão ter de fazer. Eles não têm escolha, e demora um bocado [até isso acontecer]", reconheceu Donald Trump na sexta-feira, dia 5 de junho, em entrevista à NBC News.

As declarações do presidente norte-americano surgem numa altura de vários avanços e recuos nas negociações com o Irão, sem que seja possível chegar a um consenso entre ambas as partes. O conflito, note-se, já decorre há quase quatro meses, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto a Teerão, no final de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatola.

O tempo decorrido, contudo, não é uma questão para Trump - pelo menos para já. Aliás, na mesma entrevista, o chefe de Estado deixou críticas àqueles que reclamam com a alegada demora do acordo com o Irão: "Estas coisas demoram anos."

"Estas pessoas [os iranianos] estão a lutar há 47 anos. Andam a matar americanos. Eu estou a fazer as coisas muito depressa", defendeu. "Estou nisto há três meses. O Vietname [a guerra] durou 19 anos", recordou.

"Estou no meu terceiro mês e tudo o que eles dizem é: «Quando é que vais ganhar?». Se eu fosse um democrata, ninguém estaria a falar desta maneira, mas não me importa. Estou habituado", desvalorizou o presidente norte-americano, fazendo depois questão de frisar que os Estados Unidos "destruíram completamente" as forças iranianas.

"A maioria das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e a maioria das áreas de fabrico de mísseis foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Têm alguns mísseis, têm alguns drones", confessou. "Diria que, em termos percentuais, talvez 21% a 22% dos seus mísseis. São muitos mísseis, mas não é o que era quando atacámos pela primeira vez", ressalvou.

Praticamente desde o início do conflito que Donald Trump afirma que um acordo entre as duas partes está "para breve", tendo chegado a dar prazos de semanas para que a guerra terminasse. O certo é que desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, foi apenas acordado um cessar-fogo temporário que tem sido prolongado desde abril. Contudo, continuam a haver ataques ocasionais entre ambas as forças ou entre países vizinhos, dado as suas alianças (como por exemplo, ataques iranianos ao Kuwait ou israelitas ao Líbano). Além disso, o estreito de Ormuz continua encerrado, após os Estados Unidos terem imposto um bloqueio naval, de forma a pressionar o Irão.


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O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed AlBudaiwi, condenou hoje os recentes ataques iranianos contra o Bahrein e o Kuwait, considerando-os "uma ameaça direta" àquela região.

"Paz só é garantida pela força". EUA pedem investimento europeu em defesa... O secretário da Defesa dos Estados Unidos aproveitou hoje o aniversário do desembarque na Normandia para pedir aos países da Europa que façam mais pela própria defesa, ao discursar no cemitério militar norte-americano em França.

© Alex Wong/Getty Images     Por  LUSA    06/06/2026 

"A paz só é garantida pela força", defendeu Pete Hegseth no cemitério militar de Colleville-sur-mer, perante as 9.387 cruzes brancas de soldados norte-americanos mortos em combate durante a batalha da Normandia, em 1944.

O secretário da guerra do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado na sexta-feira que renunciava à cerimónia internacional prevista para hoje para se dedicar à cerimónia norte-americana.

Hegseth afirmou que os soldados enterrados na Normandia "combateram no seio de uma aliança guerreira na qual cada parceiro contribuiu com a medida da sua indústria, da sua coragem e do seu sacrifício".

"Nem 'slogans' vazios, nem cimeiras faustosas, nem comunicados", ironizou, referindo que "cada nação" aliada que combateu a Alemanha nazi "sangrou e assumiu a sua parte" em 1944.

"A América deve mostrar o caminho, e nós fá-lo-emos, mas os nossos aliados têm de estar connosco, ombro a ombro", pediu, citado pela agência France-Presse (AFP), num discurso sem referências explícitas às guerras no Irão ou na Ucrânia.

Hegseth pareceu também fazer referência a uma ameaça que a imigração representará para a "civilização ocidental", numa analogia com o desembarque organizado há 82 anos.

"Infelizmente, hoje, diferentes praias europeias estão a ser tomadas de assalto por diversas ideologias perigosas: nas praias de Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, barcos e homens estão a desembarcar", criticou.

Na presença da homóloga francesa, Catherine Vautrin, Hegseth desafiou os países da Europa a travar a nova "invasão".

"Irão as capitais europeias agir contra esta invasão ou já é demasiado tarde?", disse Hegseth, antes de concluir com uma citação bíblica.

Donald Trump tem ameaçado diminuir a presença militar norte-americana na Europa, nomeadamente no âmbito da NATO, e exigido um maior investimento dos aliados europeus em defesa.

O desembarque na Normandia, em 06 de junho de 1944, é a maior operação anfíbia da história.

Uma armada de 6.939 navios e 132.700 britânicos, canadianos, norte-americanos, belgas, noruegueses ou polacos tomaram de assalto 80 quilómetros de praias normandas.

A operação contribuiu de forma decisiva para a vitória sobre a Alemanha nazi, que ficou encurralada pela União Soviética a leste.

Do lado francês, as comemorações decorrem em Ouistreham, com a cerimónia dedicada aos fuzileiros navais.

A cerimónia internacional conta com a presença do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey.


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O Irão condenou hoje os ataques aéreos dos Estados Unidos contra radares e instalações de vigilância costeira no Golfo Pérsico, classificando-os como uma "violação flagrante do cessar-fogo".

Bispo em Moçambique assassinado com tiro no coração. Suspeitos fugiram... A polícia de investigação criminal de Moçambique indicou que o bispo de Quelimane, Osório Afonso, foi assassinado hoje com um tiro no coração por indivíduos até aqui não identificados, estando as autoridades a investigar o caso.

© sol   Por LUSA   06/06/2026 

Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que o bispo foi morto na madrugada de hoje na sua residência com uma arma do tipo AK-M por indivíduos que teriam escalado o muro da sua residência, tendo vandalizado a segurança elétrica e disparado contra o bispo. 

O responsável disse que Osório foi alvejado na "parte do peito, no coração", provavelmente uma bala", remetendo detalhes para outro momento, quando as autoridades investigam o crime.

O Sernic adiantou que não havia detidos até então, assegurando que não há risco de se atrapalhar as investigações do assassínio do bispo de Quelimane, na província da Zambézia, centro de Moçambique.  

"Estamos aqui perante um homicídio agravado como é do vosso domínio, do domínio público e por enquanto não vamos avançar detalhes porque estamos a trabalhar, como sabem que o serviço criminal é para investigar e não é fácil de madrugada para estas alturas trazer estes detalhes deste homicídio agravado", disse Maximino Amílcar.

O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu hoje, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada de hoje, no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.

Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, ressaltando o facto de ter-se destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.

Antes, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse à Lusa que está a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde.

"Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia", disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.

O político moçambicano Venâncio Mondlane lamentou a morte do bispo de Quelimane, repudiando o "brutal assassinato" de Osório Afonso.

"A trágica perda de uma voz tão relevante para a igreja Católica e para a sociedade moçambicana constitui um golpe doloroso contra os valores da paz, da reconciliação e do diálogo no nosso país", escreveu Mondlane nas suas redes sociais.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane em 25 de julho de 2025, tendo, em abril deste ano, sido nomeado, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.

Cientistas alertam para os riscos de levar vida terrestre para outros planetas... Estudo internacional com investigador da Universidade do Minho pede prudência na introdução de vida fora da Terra para não se repetirem “erros ecológicos cometidos na Terra”.

Por  SIC Notícias 

A introdução de organismos terrestres noutros planetas ou luas poderá desencadear invasões biológicas irreversíveis, alerta um estudo internacional. Os autores defendem a criação de regras internacionais para regular futuros projetos de terraformação e evitar que se repitam no espaço erros ecológicos já observados na Terra.

Publicado por uma equipa internacional de investigadores, o trabalho analisa os riscos associados à terraformação, o processo teórico de modificar um planeta ou outro corpo celeste para criar condições mais favoráveis à vida terrestre.

Segundo o estudo, a introdução de microrganismos, plantas ou animais em ambientes extraterrestres poderá ter consequências imprevisíveis caso esses organismos escapem ao controlo.

"A introdução de espécies da Terra em corpos extraterrestres é um evento de invasão potencialmente imprevisível", afirma Ronaldo Sousa, investigador do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Escola de Ciências da Universidade do Minho e coautor do trabalho.

De acordo com o cientista, "a presença prolongada na Lua ou em Marte pode contribuir para a sobrevivência da humanidade a longo prazo, mas também pode alterar esses ecossistemas".

"Devemos evitar criar as primeiras espécies invasoras interplanetárias e repetir erros ecológicos cometidos na Terra".

Lições retiradas da Terra

Os investigadores defendem que a colonização espacial deve ser regulada, "com princípios similares (aos utilizados) no combate a espécies invasoras na Terra", incluindo medidas de prevenção, monitorização e avaliação de riscos.

O objetivo é "antecipar problemas ambientais, éticos e evolutivos, evitando que passem da ficção científica para a realidade".

Ronaldo Sousa dá o exemplo da introdução de espécies em novos ambientes, como o caso dos coelhos e das raposas introduzidos na Austrália no século XIX, que provocaram impactos profundos nos ecossistemas locais.

O investigador refere ainda o acidente da sonda israelita Beresheet, que se despenhou na Lua em 2019 e que poderá ter libertado milhares de tardígrados, pequenos organismos microscópicos conhecidos pela sua extraordinária resistência a temperaturas extremas, radiação e desidratação.

"As missões espaciais estão no centro do debate político e científico, pelo que importa falarmos também da terraformação, que traz riscos profundos de desestabilização de ambientes extraterrestres".

Fungos, bactérias e organismos sintéticos

O estudo, em coautoria com Teun Everts, da Bélgica, e Phillip Haubrock, do Reino Unido, propõe encarar a terraformação como "uma forma de introdução biológica mediada por humanos e não apenas como engenharia planetária".

Entre os organismos considerados potenciais candidatos para futuras missões de terraformação estão fungos resistentes à radiação, cianobactérias, microrganismos produtores de metano e organismos sintéticos. Estes organismos poderão ajudar a formar solos, produzir oxigénio ou alterar atmosferas.

No entanto, os investigadores alertam que também poderão produzir subprodutos tóxicos ou desencadear alterações ecológicas difíceis de prever em ambientes com recursos limitados.

Perante estes riscos, os autores defendem a rápida criação de mecanismos internacionais de supervisão e a colaboração entre biólogos, astrobiólogos, especialistas em ética e decisores políticos.

"A ciência das invasões fornece décadas de conhecimento sobre prevenção, deteção precoce, avaliação de impactos e gestão de espécies introduzidas", sublinha Ronaldo Sousa.

Para os investigadores, o futuro da exploração espacial dependerá não apenas dos avanços tecnológicos, mas também da capacidade de aplicar as lições aprendidas com os erros ecológicos do passado.

Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões... As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.

© Lusa    Por noticiasaominuto.com    06/06/2026 

Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.

Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. 

Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.

Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.

Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.

"Fiquem em casa e não saiam à rua", escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.

Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kyiv continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.

Putin rejeitou a oferta, alegando que "não lhe vê sentido", apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.


Leia Também: Trump pediu à China para pressionar Moscovo a pôr fim à guerra na Ucrânia

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.

Detetado buraco negro 'adormecido' no universo 'primitivo'... Uma equipa internacional de astrónomos conseguiu medir a massa de um enorme buraco negro localizado numa galáxia muito distante, que teve origem quando o universo começava a formar-se.

© Lusa   06/06/2026 

Embora estes tipos de 'colossos' supermassivos sejam estudados por devorarem matéria e emitirem enormes quantidades de energia, este caso é diferente para os investigadores porque o buraco negro está 'adormecido', ou seja, não está a absorver grandes quantidades de matéria, explicou a Universidade da Cantábria (UC), na localidade espanhola de Santander, em comunicado.

Graças às capacidades do Telescópio Espacial James Webb, a equipa de investigação, liderada por Andrew Newman, da Carnegie Institution for Science (EUA), conseguiu calcular o seu tamanho observando como este afeta as estrelas que orbitam à sua volta.

Os resultados foram publicados na revista Science, noticiou na sexta-feira a agência Europa Press.

"Inicialmente, o modelo foi criado para explicar as supernovas Refsdal e Encore, mas, no final, ajudou-nos a saber que existe um objeto massivo no centro da galáxia", explicaram os cientistas espanhóis José María Diego e Ana Acebrón, do Grupo de Cosmologia Observacional e Instrumentação do Instituto de Física da Cantábria (IFCA, CSIC-UC).

Durante décadas, os astrónomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. São como faróis cósmicos alimentados por buracos negros muito ativos.

No entanto, o objeto que foi estudado pertence a uma outra categoria, muito mais difícil de identificar, um buraco negro muito quieto e dormente.

Além disso, sabe-se que o colossal buraco negro reside numa grande galáxia chamada MRG-M0138, que formou a maior parte das suas estrelas há aproximadamente 13 mil milhões de anos.

Atualmente, esta galáxia praticamente não produz novas estrelas, e o seu buraco negro central também permanece inativo.

Até há alguns anos, medir a massa de buracos negros tão distantes era praticamente impossível.

Agora, nesta nova descoberta, a equipa analisou o movimento coletivo das estrelas na galáxia MRG-M0138.

Esta espécie de "dança estelar" permitiu calcular a massa do buraco negro, utilizando dados do Telescópio Espacial James Webb e aproveitando o fenómeno natural conhecido como lente gravitacional, que amplifica a luz de objetos muito distantes e facilita a sua observação.

"Agora podemos detetar este tipo de buracos negros inativos mesmo quando o universo tinh  a apenas 10 mil milhões de anos", explicou Newman.

"A combinação da nitidez proporcionada pelo telescópio James Webb e o efeito de ampliação das lentes gravitacionais torna isso possível", concluiu.


Sobe para 452 o número de casos de Ébola na RDCongo... As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 452 o número de casos confirmados da epidemia de ébola, incluindo 82 mortes, e alertaram para "uma transmissão comunitária rápida e contínua".

© Lusa   06/06/2026 

No mais recente boletim sobre a doença divulgado esta noite, que corresponde aos dados recolhidos até quinta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, que faz fronteira com Angola, assinalou que estes números representam 71 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

Embora tenha sido detetado na província congolesa de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia expandiu-se para as províncias orientais vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, bem como para o território ugandês, onde foram registados até agora 19 casos de contágio, incluindo duas mortes.

A epidemia foi declarada oficialmente a 15 de maio.


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de 518 milhões de dólares contra a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).