quinta-feira, 9 de julho de 2026

Israel diz estar preparado para retomar ofensiva contra Irão... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as Forças Armadas estão "em alerta e preparadas" para retomar a ofensiva contra o Irão, após os recentes ataques iranianos contra alvos norte-americanos.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

Durante uma cerimónia de graduação de cadetes, Katz afirmou que Israel está preparado para voltar a demonstrar a sua "superioridade aérea" e lançar novos ataques contra o Irão para eliminar as ameaças existentes.

"Se for necessário regressar, regressaremos com ainda mais força", assegurou o ministro, citado pelo jornal The Times of Israel.

As declarações surgem depois de os Estados Unidos terem lançado várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando responder a ataques iranianos contra embarcações no estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região.

Os confrontos intensificaram as acusações mútuas de violação do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão em junho e aumentaram os receios de um colapso do cessar-fogo acordado em abril, do qual Israel também é signatário.

Katz reiterou igualmente que Israel manterá a presença militar no Líbano, apesar dos apelos internacionais para uma retirada e das declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitindo essa possibilidade.

"Não pedimos autorização a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da autorização de ninguém para permanecer no Líbano", afirmou Katz, acrescentando que Israel tem o "direito e o dever" de proteger os habitantes da Galileia e os cidadãos israelitas das ameaças do movimento xiita Hezbollah.

Apesar do acordo preliminar de cessar-fogo, Israel continua a realizar operações militares no sul do Líbano.


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as tropas do seu país vão permanecer no Líbano, após o Presidente norte-americano ter dito na quarta-feira que acreditava na saída dos israelitas do território libanês.

Senegal: Conselho Constitucional anula votação dos deputados sobre revisão da Constituição

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho Constitucional do Senegal anulou o processo de revisão constitucional relativo à Lei n.º 18/2026, aprovada pela Assembleia Nacional, por considerar que o procedimento parlamentar esteve marcado por irregularidades.

A decisão representa uma importante reviravolta na atual crise institucional senegalesa e trava a entrada em vigor do texto aprovado pelos deputados. Constitui também uma vitória jurídica significativa para o poder executivo.

A anulação surge na sequência de um recurso apresentado pela Presidência da República. Na segunda-feira, 6 de julho de 2026, às 11h40, o advogado Cheikh Ahmadou Ndiaye, em representação do chefe de Estado, entregou formalmente no Conselho Constitucional um recurso de inconstitucionalidade, contestando a legalidade dos trabalhos realizados pela Assembleia Nacional.

O executivo alegou ter havido uma «violação do procedimento de revisão constitucional» da Lei n.º 18/2026, aprovada pelo Parlamento a 29 de junho de 2026.

Perante o impasse institucional, o Presidente da República declarou a urgência do processo e pediu ao Conselho Constitucional que analisasse o recurso no prazo máximo de oito dias.

O processo foi registado com o número 6/C/26 pelo chefe da Secretaria do Conselho Constitucional, El Hadji Macky Barro.

Para sustentar as alegadas irregularidades cometidas durante o processo parlamentar, a Presidência apresentou vários documentos e elementos de prova, incluindo correspondência oficial, relatórios sobre alterações ao texto, autos de oficiais de justiça e dispositivos USB contendo as gravações áudio e vídeo integrais dos debates realizados durante a sessão plenária de 29 de junho de 2026.

Ao anular o processo de revisão constitucional, o Conselho Constitucional deu razão às objeções apresentadas pela Presidência da República

TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR NOTIFICA DSP PARA COMPARECER

O Tribunal Militar Superior notifica Domingos Simões Pereira líder do PAIGC e da Coligação PAI-TERRA para comparecer na sexta-feira (10.07) nessa instância judicial.

O mandado de notificação com a indicação do processo n° 01/2025 não avança pormenores, mas pelas informações apuradas por Notabana, indicam que, o político estará rolado entre a espada e parede. 

@ Lai Baldé  09.07.2026

SÃO TOMÉ: Governo de São Tomé admite dificuldades para pagar salários... O Governo são-tomense admitiu que tem tido dificuldades financeiras para o pagamento de salários aos funcionários, face ao aumento do preço dos combustíveis, mas assegurou que os salários de junho deverão ser pagos até sexta-feira.

© Lusa    09/07/2026 

O ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, que falava hoje em conferência de imprensa, referiu que as dificuldades financeiras têm sido maiores desde o ajuste salarial efetuado no último trimestre do ano passado, que aumentou as despesas com o salário, sem a efetiva garantia do aumento das receitas.

"A situação torna-se muito mais difícil ainda, quando para além de pagar os salários que já aumentaram para toda a administração pública e que cria muita pressão ao nível da tesouraria, quando nós temos um aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis", sublinhou o ministro das Finanças.

Uma situação que segundo o governante se agravou desde o início da Guerra no Médio Oriente, em que o executivo gastava cerca de 6,5 milhões de euros para compra de combustíveis, mas passou a gastar 11 milhões de euros na penúltima compra e cerca de 18 milhões de euros na última compra efetuada em junho.

"O grande problema está em ter dinheiro disponível para fazer esses mesmos pagamentos [...] as pessoas têm que entender que esta crise que vivemos hoje não tem a ver só com o aumento do preço, tem a ver também com a disponibilidade da quantidade", disse o ministro.

Gareth Guadalupe admitiu que o executivo decidiu atrasar o pagamento dos salários para garantir a compra do combustível que é a base para o fornecimento de energia e o funcionamento da economia, sobretudo no setor privado.

"Se nós não temos o combustível para o país funcionar, nós não temos só os assalariados públicos sem salários, como toda a atividade económica privada deixa de existir porque nós não temos combustível", justificou.

No entanto, o ministro são-tomense disse que os salários de junho começaram a ser pagos desde a semana passada, priorizando os setores da saúde e educação e os funcionários da Região Autónoma do Príncipe, prevendo-se concluir o pagamento até sexta-feira.

Apesar das dificuldades de receitas, o ministro assegurou que o Governo vai iniciar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos a partir de julho, prevendo que todos os setores sejam pagos faseadamente até novembro.

Segundo Gareth Guadalupe, para aliviar as despesas com os combustíveis e o esforço financeiro do Estado a solução passará pela aposta nas energias renováveis, garantindo pelo menos 10 megawatts até setembro.

GUINÉ-BISSAU BENEFICIA DE PERDÃO DE DIVIDA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NO VALOR DE 6.344.060.000 FCFA

Por ang.gw  09/07/2026  

(ANG) – A Guiné-Bissau beneficiou hoje de perdão de uma divida contraída com a República Popular da China, no valor de 6.344.060.000(Seis bilhões e trezentos e quarenta e quatro milhões e sessenta mil Francos cfa) FCFA.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do acordo para o efeito, o Primeiro-ministro Ilídio vieira Té agradeceu a República Popular da China pelo gesto, e destacou que o perdão da dívida permitiu o abaixamento do nível da dívida externa perante o PIB de 89 para 74 por cento.

“É bom que a população guineense saiba que, anteriormente, a divida externa do país estava estimado em 89 por cento do PIB, mas com este perdão que o país alcançou da China, graças ao esforço deste Governo, a nossa divida externa reduziu-se agora para 74 por cento do PIB”, disse o PM.

Ilídio Té,disse que  o Governo está a trabalhar  para que até 2027 a divida externa do país possa  reduzir até pelo menos 69 por cento do PIB.

Vieira Té disse que o  país pode pedir emprestado mais dinheiro, mas que o maior problema é ter a capacidade de pagar essas dividas, atempadamente, para continuar a merecer a confiança dos parceiros de desenvolvimento.

“Acho que, se continuarmos nesse caminho, o país pode continuar a respirar, e terá a credibilidade de continuar a solicitar empréstimos com objetividade e impactos na vida da população guineense”, disse  Té.

O Embaixador da República Popular da China acreditado na Guiné-Bissau Yang Renhou disse que a assinatura do acordo de perdão da divida que a Guiné-Bissau contraiu com a China, fez-se  no quadro  de implementação de medidas de cooperação com  a África, proposta pelo Presidente Chinês Xi Jinping, durante a Cimeira de Pequim, em 2024.

Renhou acrescentou que o  acto demonstra a amizade profunda, cultivada entre a China e  Guiné-Bissau.

O diplomata chinês disse acreditar que o acordo vai ajudar  a melhorar algumas dificuldades que  a Guiné-Bissau enfrenta.

“A China e  Guiné-Bissau, construíram histórias de amizade durante longos anos, por isso a China está sempre desposto, a apoiar a pátria de Amílcar Cabral, para alcançar o desenvolvimento”, disse Yang Renhou.

ANG/LLA//SG

PAIGC exige libertação imediata de Domingos Simões Pereira e denuncia “perseguição política e judicial”

@PAIGC 2023

𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 - 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘  𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 9 de julho de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, a fim de se debruçar exclusivamente sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com a perseguição política ao Presidente do Partido e também Presidente da Assembleia Nacional Popular, camarada Domingos Simões Pereira.

Desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 que o Presidente Domingos Simões Pereira se encontra privado da sua liberdade. Encarcerado na II Esquadra durante 64 dias, e depois transferido para sua casa, num regime denominado de  “residência vigiada”, mas que de facto não passa de um sequestro, o Presidente Domingos Simões Pereira tem sido vítima de todo o tipo de arbitrariedades, com implicações profundas na sua vida e na de toda a sua família.

As autoridades de facto passaram os últimos oito meses a tentar fabricar um processo judicial desprovido de qualquer credibilidade para justificar a restrição da liberdade imposta ao Presidente Domingos Simões Pereira. A acusação finalmente encontrada foi a da sua alegada participação numa pretensa tentativa de golpe de Estado, em Outubro de 2025. Não deixa de ser caricato que aqueles que consumaram um golpe de Estado estejam tão determinados a perseguir e a tentar condenar um cidadão por alegada tentativa de golpe de Estado.

Sob a capa de um pretenso processo judicial, assistimos de forma sistemática a violações grosseiras das leis, como por exemplo, o julgamento do Presidente da Assembleia Nacional Popular num Tribunal Militar; a substituição coerciva de juízes do Tribunal Militar Superior que se recusaram a cumprir ordens superiores; a criação, de facto, de um tribunal ad hoc, violando o princípio de juiz natural; o indeferimento pelo Supremo Tribunal de Justiça de um incidente de inconstitucionalidade, invocando a Constituição da República adoptada pelo Conselho Nacional de Transição, que o Comando Militar diz querer levar a referendum para a sua entrada em vigor; pressões fortes sobre os magistrados; afastamento coercivo do Juiz de Instrução Criminal e a sua substituição por um dos principais autores dessa coerção, etc. Hoje, está mais do que claro que toda esta manipulação da justiça visa apenas legitimar à posteriori a privação de liberdade do Presidente Domingos Simões Pereira, mesmo que para o efeito seja necessário violar princípios, leis e regras. 

O objetivo deste regime, que continua a ser dirigido à distância por Umaro Sissoko Embalo, é claro: afastar o Presidente Domingos Simões Pereira da vida política e, eventualmente, eliminá-lo fisicamente. Por um lado, Umaro Sissoko Embalo não perdoa o facto do Presidente do PAIGC, impedido de concorrer às eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025, ter tido, com o seu inequívoco apoio, um papel fundamental na vitória logo à primeira volta do candidato Fernando Dias da Costa nessas eleições. Por outro lado, no seu mísero calculismo político, Umaro Sissoko Embalo acredita que o afastamento da vida política de Domingos Simões Pereira, pela via judicial, ou através da sua eliminação física, aumentaria a probabilidade de finalmente vencer as próximas eleições presidenciais, em que ainda sonha poder concorrer.    

Perante todos estes factos, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular, Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;

2. Repudiar a terrível perseguição política e judicial de que o Presidente Domingos Simões Pereira tem sido alvo e responsabilizar o regime por tudo quanto possa vir a acontecer à sua vida ou à sua integridade física; 

3. Manifestar, em nome dos militantes e simpatizantes do Partido, a nossa solidariedade com o Presidente Domingos Simões Pereira e a sua família nestes momentos difíceis da sua vida; 

4. Renovar a confiança política no camarada Domingos Simões Pereira, enquanto Presidente do PAIGC, para continuar a dirigir o Partido, como tem sabiamente feito até aqui;

5. Apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;

6. Convidar, mais uma vez, o Comando Militar a um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, tendo em vista encontrar soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional;

7. Apelar à população a manter-se mobilizada na luta pela defesa da democracia e pelo respeito dos direitos humanos e dos princípios basilares do Estado de Direito Democrático.  

Bissau, 9 de julho de 2026.

A Comissão Permanente

Parlamento do Irão analisa proposta que prevê recompensa de 50 milhões de euros por assassinato de Donald Trump

Por  mznews.co.mz  09/07/2026 

Parlamento do Irão analisa proposta que prevê recompensa de 50 milhões de euros por assassinato de Donald Trump

O Parlamento do Irão iniciou a tramitação de um projecto de lei que prevê o pagamento de uma recompensa de 50 milhões de euros, o equivalente a cerca de 3,8 mil milhões de meticais, a quem assassinar o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a proposta, divulgada pelo Iran International e citada pelo UOL, a recompensa poderá também abranger o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A iniciativa foi apresentada por Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.

De acordo com o projecto, a medida integra uma estratégia que as autoridades iranianas classificam como resposta às acções dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica. No entanto, o texto ainda está em análise parlamentar e não foi aprovado, pelo que não tem força de lei.

O caso volta a aumentar as tensões entre Teerão e Washington, num contexto marcado por sucessivos confrontos diplomáticos e militares no Médio Oriente. Caso avance, a proposta poderá gerar novas reacções da comunidade internacional devido às suas implicações políticas e de segurança.

MOÇAMBIQUE: Líder da oposição moçambicana admite realização de três eleições num dia... O presidente do partido Podemos, Albino Forquilha, líder da oposição moçambicana, disse hoje não ver problema na realização de três eleições num único dia, possibilidade em estudo pela comissão eleitoral, argumentando que os motivos financeiros apontados são plausíveis.

© Lusa   09/07/2026 

"Não via isso como um grande problema", disse o líder do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), em Maputo, à margem do encerramento do Projeto PROPAZ, iniciativa de promoção da paz e reconciliação nacional, implementado por um consórcio constituído pelo CISP --Sviluppo dei Popoli, Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), LeMuSiCa -- Levante-se Mulher e Siga o seu Caminho e Associação IVERCA.

"Se os fatores económicos ou a força económica que nós temos não é suficiente ou tem sido muito deficitária para suportar essas eleições, mas também o momento em que temos que colocar o povo a pensar na governação, não sempre nas eleições, mas na governação, está [sendo] prejudicado neste momento por termos eleições muito seguidas, não vejo problema que sejam feitas no mesmo dia", acrescentou o político.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana aprovou um orçamento de 72,6 milhões de meticais (um milhão de euros) para 2026, para iniciar a preparação do próximo ciclo eleitoral, admitindo estudar a realização de três eleições num único dia.

"Eu não ia ver problema nisso, salvo se alguém me fundamentar os benefícios e prejuízos de realizar ou não realizar como se está a propor", comentou ainda o político, indicando no modelo atual o país leva muito tempo a refletir sobre o processo eleitoral, atrasando a concentração em outros setores que garantem o desenvolvimento nacional.

"Se colocarmos isto, os custos financeiros de duas eleições [autárquicas e gerais], eu penso que é razoável, a não ser que me apresente razões, mesmo que fundamentem, de não organizarmos isso no mesmo dia. Porque, se eu tiver feito a minha campanha para as três eleições, para as quatro, mesmo que sejam quatro, eu preciso apenas de confiar e colocar o meu voto", concluiu o político.

Já o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, quarta força parlamentar), Lutero Simango, disse que não cabe à CNE a responsabilidade de avançar com propostas para alterar a lei eleitoral, mas fazer cumprir com o calendário, que atualmente prevê eleições autárquicas em 2028 e gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) em 2029.

"Essa proposta francamente ainda não recebi, em nenhum momento estive numa sessão a debater esta proposta, mas a verdade é que temos um calendário eleitoral e esse calendário deve ser cumprido, não vai ser alterado, porque parto do princípio que o legislador quando quer fazer revisão de uma lei, nunca o faz para o seu próprio benefício, mas para aplicação de outros", reagiu Simango.

O político rejeitou os motivos financeiros alegados, recordando que os processos democráticos exigem dinheiro.

"Para este mandato nós vamos cumprir com o calendário eleitoral e sempre será assim. Não se pode, de alguma forma, juntar eleições locais com eleições gerais. É uma prática mundial e acontece em muitos países e Moçambique não vai alterar ordem e procedimentos já existentes. Não vai haver nenhuma alteração do calendário eleitoral", disse Simango.

Governo iraniano acusa países da NATO de parcialidade na ofensiva... O Governo iraniano disse hoje que os países da NATO "não foram imparciais" durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

© Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghei, afirmou que as "repetidas admissões" do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre a "cumplicidade deliberada da Europa na guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irão apenas confirmam, mais uma vez, que não foram imparciais nesta agressão brutal e ilegal".

"Aqueles que cederam os seus territórios, bases militares e infraestruturas para viabilizar a agressão não podem fugir à responsabilidade pela sua contribuição para uma agressão não provocada e às suas graves consequências", afirmou Baghei numa mensagem publicada nas redes sociais.

O porta-voz iraniano afirmou que a "constante autossatisfação" de Rutte em relação à "participação numa guerra ilegal" não "reflete força", mas antes "revela a mentalidade servil de um cortesão bajulador que acredita que a adulação pode apagar o desprezo de um rei".

"Aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não se pode tornar eficaz através da lisonja, nem um tal elogio manipulador poderá alguma vez restaurar o respeito próprio e a integridade pessoal do bajulador", concluiu, numa declaração contra Rutte após os seus últimos comentários sobre a ofensiva.

O secretário-geral da NATO defendeu os últimos bombardeamentos dos EUA no Irão na quarta-feira, descrevendo-os como "absolutamente necessários".

"Acredito que aquilo que se passou ontem à noite [terça-feira] foi absolutamente necessário", disse numa aparição conjunta com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Os Estados Unidos lançaram várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando que estão a agir em resposta aos ataques iranianos contra navios no estreito de Ormuz.

Teerão exige que a passagem pelo estreito seja coordenada com as forças norte-americanas até que seja alcançado um acordo de paz definitivo para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, desencadeado pela ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Em resposta a estes ataques, o Irão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região, quando surgem acusações mútuas de violações do memorando de entendimento e alertas sobre um possível colapso do cessar-fogo acordado em 08 de abril, do qual Israel é também signatário.


Leia Também: Irão revela imagens do complexo de Ali Khamenei em ruínas após ataques

A televisão estatal iraniana partilhou imagens do que diz ser o complexo de Ali Khamenei após os ataques dos Estados Unidos e Israel: "Divulgação de imagens inéditas da Husseiniyah [espaço de culto e reunião dos muçulmanos xiitas] do Imã Khamenei, na residência do líder, após os cobardes ataques americanos", descreveu.

Cheias provocadas por Maysak na China libertam 900 serpentes, incluindo cobras venenosas

Por  dnoticias.pt  09 jul 2026 

As autoridades da região chinesa de Guangxi reforçaram as reservas de antiveneno depois de as inundações causadas pelo tufão Maysak terem permitido a fuga de cerca de 900 serpentes, incluindo cobras venenosas, de uma exploração de répteis.

A cidade de Nanning, capital provincial, anunciou nas suas contas oficiais nas redes sociais o aumento das reservas de antiveneno destinadas ao Hospital Popular de Hengzhou e o envio para aquela unidade de profissionais de saúde especializados no tratamento deste tipo de mordeduras e dos casos mais graves.

As autoridades intensificaram igualmente as patrulhas na zona inundada de Yunbiao, onde se localiza a exploração afetada, e instalaram postos médicos de emergência, além de criarem um canal prioritário para atender vítimas de mordeduras, reduzindo o tempo de espera, uma vez que a rapidez no tratamento pode ser decisiva para salvar vidas.

Várias pessoas relataram até ao momento terem sido mordidas por serpentes e, segundo o jornal Beijing News, uma mulher residente em Yunbiao morreu na segunda-feira devido a uma mordedura.

As autoridades de saúde recorreram ainda a altifalantes, a grupos na aplicação de mensagens WeChat e a ações porta a porta para aconselhar os residentes a limitarem ao máximo as deslocações noturnas e a evitarem zonas com vegetação densa, valas, bermas e áreas inundadas, onde é mais provável encontrarem répteis.

O tufão Maysak, o décimo da temporada e o primeiro a atingir a China este ano, provocou pelo menos 39 mortos e nove desaparecidos em Guangxi, onde as chuvas torrenciais causaram inundações e a rutura de vários reservatórios na cidade de Nanning.

A fuga das serpentes ocorreu precisamente devido à rutura da barragem de Liulan, em Hengzhou, que sofreu duas brechas principais, com uma extensão total de cerca de 50 metros, permitindo a libertação de um grande volume de água para as zonas situadas a jusante.

Kiev atingiu unidades industriais russas com drones de longo alcance... A Ucrânia atacou, esta quinta-feira, depósitos de petróleo na região russa de Tver, situada ao longo do rio Volga, e na região de Stavropol, no Cáucaso, informaram as autoridades locais da Rússia.

Foto: Mykola Synelnykov/AFP  Por  JN/Agências  9 de julho, 2026 

O governador interino da região russa de Tver, Vitaly Korolyov, disse, através das redes sociais, que na última noite ardeu um armazém da empresa Tverskaya Neftebaza, na sequência de um ataque com drones ucranianos.

O mesmo responsável acrescentou que estão em curso esforços para coordenar ações que visem mitigar as consequências e garantir que a instalação petrolífera continue a operar.

Segundo Korolyov, os bombeiros contiveram as chamas não se tendo registado vítimas civis.

Entretanto, o governador da região caucasiana de Stavropol, Vladimir Vladimirov, relatou um incêndio numa instalação industrial na cidade de Vyazniki, distrito de Shpakovsky.

De acordo com as últimas informações prestadas por fontes oficiais locais, as chamas atingiram tanques de armazenamento de combustível.

Em resposta e os civis foram retirados das zonas de residência situadas perto da fábrica atingida pelo ataque atribuído à Ucrânia.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, dois navios-tanque na Baía de Taganrog foram atacados e sofreram "danos mecânicos", segundo o governador local, Yuri Slyusar.

No total, mais de 20 drones ucranianos foram abatidos durante a noite na região de Rostov.

Hoje, o Ministério da Defesa russo reportou o abate de 73 drones ucranianos sobre 11 regiões russas, a península anexada da Crimeia e o Mar de Azov.

Interpol detém 5.800 pessoas e apreende 300 milhões de dólares em operação mundial contra fraude... Cerca de 5.800 pessoas foram detidas e cerca de 300 milhões de dólares (262,45 milhões de euros) apreendidos no âmbito de uma operação mundial de combate à fraude com manipulação psicológica, anunciou hoje a Interpol.

Por  RTP  9 Julho 2026  

A operação, realizada entre janeiro e abril, que envolveu forças policiais de 97 países, visou especialmente os esquemas fraudulentos que se aproveitam da confiança das pessoas para obter dinheiro ou informações confidenciais.

Trata-se, por exemplo, do desvio de e-mails profissionais, da `sextorsão`, de fraudes sentimentais online, da usurpação de identidade ou de fraudes relacionadas com investimentos, detalhou num comunicado a Interpol, que coordenou esta ação denominada "First Light 2026".

O número muito elevado de vítimas identificadas (142.000) "salienta até que ponto" este tipo de fraude "se tornou uma ameaça transnacional de grande dimensão, afetando indivíduos, empresas e governos", assinala a Interpol.

A organização internacional de polícia criminal sediada em Lyon relata, por exemplo, ter detido 82 pessoas em Eswatini (antiga Suazilândia) e "desmantelado uma rede criminosa que geria jogos de azar online ilegais e lavava dinheiro" proveniente de fraudes "sofisticadas por usurpação de identidade".

A operação levou ainda à apreensão de "uma réplica realista de uma esquadra de polícia brasileira, com uniformes falsos": "fazendo-se passar pela Polícia Federal do Brasil através de videochamadas, os burlões convenciam as vítimas de que estas eram alvo de um crime, levando-as a transferir fundos para os colocar `em segurança`, fundos esses que eram posteriormente desviados".

Outro caso citado: uma empresa de comercialização de matérias-primas sediada em Singapura, alvo de criminosos que se faziam passar por um fornecedor; ou também, em Macau, falsos funcionários públicos que convenceram uma vítima a transferir dinheiro sob o pretexto de uma investigação por fraude, tendo sido detidos pouco antes de esta lhes transferir cerca de 372.000 dólares norte-americanos (325.440 euros).

RÚSSIA: Serguei Lavrov garante apoio militar da Rússia aos estados do Sahel... O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, reuniu-se em Niamei com os chefes da diplomacia do Mali, Burkina Faso e Níger, a quem assegurou a continuação do apoio militar de Moscovo, segundo comunicado conjunto.

© REUTERS/Evgenia Novozhenina/Pool      Por LUSA   09/07/2026 

Membros da Aliança dos Estados do Sahel (AES), o Mali, o Níger e o Burkina Faso são governados por regimes militares que chegaram ao poder através de golpes de estado entre 2020 e 2023 e que se afastaram da antiga potência colonial francesa para se aproximarem da Rússia.

Os três países abandonaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) --- que consideram subordinada à França --- e formaram a AES.

De acordo com um comunicado conjunto hoje publicado, Serguei Lavrov e os chefes da diplomacia dos três países da confederação realizaram na quarta-feira uma segunda ronda de consultas de "alto nível" em Niamei, capital do Níger, que "tinha como objetivo consolidar ainda mais as excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação que unem a AES e a Rússia".

Durante o encontro, ambas as partes "reafirmaram a sua vontade comum de continuar a reforçar a sua cooperação nos domínios político, diplomático, de segurança, económico e social" e manifestaram igualmente a sua satisfação relativamente à "intensificação da sua cooperação militar e técnico-militar", tendo a Rússia "confirmado a sua vontade de continuar a apoiar o reforço das capacidades operacionais das forças armadas dos estados-membros da AES", refere o comunicado.

Esta ronda ocorre mais de um ano após a primeira, organizada a 01 de abril de 2025 em Moscovo.

A Rússia e a sua empresa privada de mercenários Wagner, que está a ser integrada no Africa Corps, estão a ajudar os países da AES a combater os grupos jihadistas que causaram dezenas de milhares de mortos na maior parte dos seus territórios.

Moscovo também assinou acordos de defesa com os três países, aos quais forneceu equipamento militar.

A Rússia coopera igualmente com a AES nos setores da energia e da mineração.


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Seul e Kyiv acordaram hoje respeitar a "livre vontade" dos dois soldados norte-coreanos capturados pela Ucrânia na guerra com a Rússia, face ao aparente desejo destes de serem transferidos para a Coreia do Sul.



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A Rússia classificou hoje de "irresponsáveis" os compromissos assumidos pela NATO em favor da Ucrânia na sua última cimeira na Turquia, acusando ainda os estados europeus de se prepararem "para um conflito armado" com Moscovo.