quarta-feira, 29 de julho de 2026

JAPÃO: Colapsos, 13 mortos e resgates: O que se sabe do sismo do Japão?... A magnitude do sismo que atingiu Kumamoto, no Japão, foi revista pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos de 7,1 para 6,8. Na manhã desta quarta-feira, ainda decorriam resgates, o número de mortos subiu e a primeira-ministra japonesa afirmou: "Todos os segundos contam".

© Reuters    noticiasaominuto com Lusa   29/07/2026 

Subiu para 13 o número de vítimas mortais após o sismo em Kumamoto, no Japão, que foi inicialmente registado com uma magnitude de 7,1 - agora, o Serviço Geológico dos Estados Unidos reviu este a magnitude para 6,8. O abalo aconteceu na terça-feira, mas a atualização do número de mortos foi dada esta quarta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi.

"Presto as minhas sinceras condolências à memória das vítimas mortais e expresso o meu profundo pesar à sua família", referiu Takaichi aos jornalistas.

"Há pessoas que ainda estão à espera de ajuda. Todos os segundos contam", disse.

Segundo a emissora NHK, há ainda pelo menos 33 feridos, mas o terremoto deixou para trás um grande rasto de destruição, com edifícios a colapsarem, como um centro comercial e um jardim de infância (ainda que parcialmente). O impacto do sismo fez ainda alguns incêndios deflagrarem, assim como o colapso de pontes, partes de uma muralha na região ou de torres de transmissão. Cerca de 48 mil pessoas ficaram sem eletricidade.

Segundo as publicações internacionais, o colapso de uma fábrica fez com que pelo menos 11 pessoas ficassem presas nos destroços. Duas dessas pessoas foram não apresentariam sinais de vida, mas o seu óbito ainda não tinha sido declarado durante a manhã desta quarta-feira. Outros dois trabalhadores terão sido retirados em estado crítico. A operação de buscas continuava durante a manhã pelos outros trabalhadores que ainda não foram encontrados.

Já esta quarta-feira, o ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo do Japão divulgou num relatório em que consta que duas autoestradas do país têm ainda 13 troços cortados, além de uma estrada nacional e três vias secundárias, na sequência do sismo registado.

Quanto ao serviço ferroviário, o MLIT indicou que não houve danos em infraestruturas, mas que foi determinada a suspensão total do comboio de alta velocidade e de mais de uma dezena de linhas.

A autoridade de transportes da cidade de Kumamoto indicou na rede social X que, embora o serviço de elétrico tenha sido suspenso na terça-feira, todas as linhas voltarão a operar hoje, ainda que com velocidades reduzidas e possíveis atrasos por motivos de segurança.

Nos aeroportos de Kumamoto e Amakusa, os serviços estão a ser restabelecidos, mas mantêm-se alguns cancelados. No transporte marítimo, foram registados danos menores em estaleiros e embarcações, estando suspensa uma rota de ferry.

O sismo ocorreu às 16h27 locais (6h27, em Lisboa) de terça-feira, com epicentro a cerca de 10 quilómetros de profundidade na província de Kumamoto, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que emitiu uma breve alerta de tsunami.

O abalo atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa de sete graus, centrada na intensidade à superfície e no potencial destrutivo, sendo a primeira vez que se regista esta magnitude desde o sismo que atingiu a península de Noto em 2024 e causou 400 mortos.

Em 2016, dois sismos devastadores - um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3 - atingiram Kumamoto. Causaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.

Veja as imagens na galeria.

Iraque reúne conselho de segurança nacional após intervenção dos EUA... O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, ordenou hoje a convocação de uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra milícias pró-Irão no território iraquiano.

© Reuters    Por  LUSA   29/07/2026 

O ataque provocou "vários" mortos e feridos.

Um comunicado oficial do executivo de Bagdade indica que o primeiro-ministro ordenou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional, "tendo em conta a evolução da situação de segurança e os ataques aéreos realizados contra o país".

Segundo a agência noticiosa oficial do Iraque, INA, um comunicado detalhado sobre os acontecimentos e as decisões vai ser divulgado após a reunião, mas não foram adiantados mais pormenores.

As Forças Armadas norte-americanas informaram, na terça-feira, que intercetaram uma série de mísseis iranianos e atuaram em conjunto com as forças da Arábia Saudita para atacar locais no Iraque --- utilizados pelas milícias apoiadas por Teerão para lançar ataques nos últimos dias.

Todos os mísseis iranianos lançados contra as forças norte-americanas no Médio Oriente foram intercetados, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos, acrescentando que as tropas "continuam vigilantes e em estado de elevada prontidão".

Ao anunciar as ações no Iraque, os Estados Unidos alertaram que novos ataques contra as tropas norte-americanas ou contra infraestruturas da Arábia Saudita poderiam desencadear ações adicionais.

🚨 GUARDA NACIONAL DESMANTELA REDE DE EMIGRAÇÃO IRREGULAR EM BISSAU

Por  GN - Guarda Nacional 

Em operação coordenada pelo Comando Operacional, a Guarda Nacional — através do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Companhia da Unidade do Comando Geral — desmantelou ontem, 28/07/2026, uma rede de apoio à emigração clandestina no bairro Háfia, em Bissau. 

A ação culminou na detenção de 12 cidadãos africanos (dois homens e dez mulheres) concentrados numa única residência privada. 

O grupo é composto por: 

🇲🇱 8 malianos (incluindo uma criança de 1 ano) 

🇬🇳 2 conacri-guineenses

🇬🇲 1 gambiana 

🇧🇫 1 burquinabé 

Entre os detidos encontrava-se uma mulher grávida que recebeu assistência hospitalar imediata após manifestar indisposição. 

Um dos detidos foi identificado como um dos presumíveis líderes e organizadores da rede. 

As investigações prosseguem em sede de inquérito criminal.

Sobe para 41 número de mortos em deslizamento de terras no município chinês de Chongqing... As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.

Foto: Rede Social X @iChongqing_CIMC   Por  rtp.pt    29/07/2026

O acidente ocorreu às 09:08 locais (01:08 em Lisboa), quando uma grande quantidade de rochas e terra se desprendeu de uma encosta, provocando o colapso de vários edifícios residenciais situados no sopé da montanha, deixando pessoas soterradas e obrigando à retirada de cerca de 1.100 residentes.

Na quinta-feira passada, as autoridades locais indicaram que o número de mortos subiu para 11, com 50 pessoas dadas como desaparecidas.

Hoje, a agência oficial chinesa Xinhua informou que foram identificadas mais 30 vítimas mortais, após testes de ADN e exames aos restos mortais recuperados nos últimos dias.

As autoridades acrescentaram que prossegue a identificação de outros restos mortais, entretanto, encontrados, enquanto continuam as operações de busca.

Segundo estimativas preliminares, o deslizamento tinha cerca de 60 metros de comprimento, 30 metros de altura e 10 metros de espessura, com um volume aproximado de 18.000 metros cúbicos.

A maior rocha deslocada tinha um volume estimado em cerca de 3.000 metros cúbicos, equivalente a pouco mais do que o volume de uma piscina olímpica.

Elementos das equipas de socorro explicaram aos órgãos de comunicação locais que as operações de resgate foram dificultadas pelo terreno montanhoso, pelas encostas e pelas linhas de água existentes na zona, que limitaram o acesso de maquinaria pesada, situação agravada pelas chuvas registadas no fim de semana seguinte ao acidente.

Após a tragédia, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à realização de operações de busca e salvamento "científicas", defendendo também a prevenção de desastres secundários, o tratamento adequado dos feridos e uma gestão eficaz das consequências do acidente.

O deslizamento de Chongqing ocorreu poucas semanas após outro acidente semelhante na província de Gansu, no noroeste da China, que soterrou inicialmente 33 pessoas, provocando 21 mortos e sete feridos ligeiros.


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Dezenas de concelhos de oito distritos no norte e centro de Portugal estão hoje em perigo máximo de incêndio, uma situação ligeiramente melhor do que na terça-feira.

UCRÂNIA: Zelensky afirma que iniciativa da guerra "já não está nas mãos de Putin"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".

© Fox News    Por LUSA  29/07/2026 

"Pedimos todos os dias para pôr fim a esta guerra, pelo menos para negociar um cessar-fogo temporário e dar oportunidade aos diplomatas de negociar. Mas Putin não quer (...). É por isso que temos de responder, ser duros, ser fortes. Não apenas nós. Contamos com as sanções", acrescentou o chefe de Estado ucraniano durante uma entrevista com a emissora Fox News.

Zelensky esteve em Washington para se reunir com o Presdiente norte-americano, Donald Trump, e assistir às cerimónias fúnebres do senador pró-ucraniano Lindsey Graham.

O Presidente ucraniano garantiu ter obtido do seu homólogo norte-americano, durante o encontro na Casa Branca, as licenças para a coprodução de mísseis intercetores Patriot, vitais para a defesa antiaérea de Kiev.

"Ele aceitou dar-nos as licenças e depois tive uma reunião com representantes do setor da produção, empresas militares muito importantes dos Estados Unidos", disse. "Espero que possamos avançar para uma coprodução", disse.

Por seu lado, Donald Trump afirmou na sua plataforma Truth Social que "correu muito bem" o encontro com o Presidente ucraniano.

Segundo a ONU, junho foi o mês mais mortífero para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento de ataques russos com mísseis balísticos, mais difíceis de intercetar.

Apenas os sistemas Patriot norte-americanos conseguem abatê-los, mas a Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis PAC-3, agravada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Um alto responsável ucraniano disse à agência France-Presse que Moscovo pretende intensificar os ataques, com o envio de novos lançadores balísticos para junto da fronteira e aguardando em agosto entregas adicionais provenientes da Coreia do Norte.

"É crucial que Washington autorize a compra de um lote de mísseis Patriot", acrescentou a fonte não identificada, admitindo que "muito dependerá do humor do Presidente Trump".

Só em julho, Moscovo lançou 120 mísseis balísticos e antinavio de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais apenas 35 foram intercetados, segundo a Força Aérea ucraniana. Em comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos em todo o ano de 2024.

Zelensky afirmou ainda que a reunião de terça-feira foi também ocasião para falar de "diplomacia", e que é "importante que o processo diplomático seja revivificado" para pôr fim ao conflito, escreveu na rede social X.

As relações entre Zelensky e Trump foram durante muito tempo tensas. Desde o regresso ao poder, Trump reduziu significativamente as entregas diretas de armas a Kiev, preferindo o programa PURL, que permite aos europeus comprar armamento e transferi-lo para a Ucrânia.

Em fevereiro de 2025, os dois presidentes chegaram mesmo a discutir em frente às câmaras no Salão Oval, com Trump a acusar Zelensky de ingratidão e de "brincar com a Terceira Guerra Mundial".

Nas últimas semanas, porém, o Presidente norte-americano tem adotado uma postura mais conciliatória, chegando a elogiar Zelensky considerando publicamente que está a fazer "um trabalho formidável".

Após a reunião na Casa Branca, Zelensky dirigiu-se ao Senado para incentivar a adoção de novas sanções contra a Rússia, medidas que Trump terá apoiado. O Senado fez avançar um projeto na noite de terça-feira, que deverá agora ser votado em definitivo antes de seguir para a Câmara dos Representantes.

As relações entre Moscovo e Washington deterioraram-se nos últimos meses, mostrando-se significativamente distantes do clima de aparente entendimento resultante do encontro entre Putin e Trump no Alasca, em agosto de 2025.

Na semana passada, em Manila, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, advertiu o homólogo norte-americano, Marco Rubio, contra a continuação das entregas de armas à Ucrânia.


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O Presidente ucraniano reuniu-se hoje com representantes da empresa de armamento norte-americana Lockheed Martin, com a qual diz que Kyiv já está a trabalhar para avançar a "produção conjunta" de mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.

ESTUDO: Jovens africanos mais otimistas em relação ao futuro do continente... Os jovens africanos mostram-se mais otimistas em relação ao futuro do continente, mas exigem uma democracia adaptada à realidade local, que garanta emprego e combata a corrupção, mostra um estudo hoje divulgado.

© Lusa   29/07/2026 

O Inquérito à Juventude Africana 2026, da Fundação da Família Ichikowitz (FFI), ouviu 4.901 jovens, dos 18 aos 24 anos, em 16 países, entre os quais Moçambique, indica que os jovens que participaram no estudo estão mais otimistas em relação à direção que o continente africano está a tomar.

A percentagem de jovens que faz uma avaliação positiva subiu de 37% em 2024 para 43% em 2026, com o "Afro-otimismo" a "ultrapassar os níveis pré-covid", segundo o relatório.

O Quénia e a África do Sul destoam da tendência, com sete em cada dez jovens em ambos os países a considerar que o continente "está a ir na direção errada".

O otimismo é mais elevado no Ruanda (68%), na Somália (66%), no Burquina Faso e no Gana (ambos com 60%).

Apesar do aumento do otimismo, as pressões económicas, particularmente o aumento do custo de vida, estão no topo, "ultrapassando as mortes por doenças infecciosas e a instabilidade política como o evento de maior impacto dos últimos cinco anos", indica o estudo.

Para os próximos anos - e pela primeira vez desde que estes relatórios começaram a ser publicados, em 2020 - os jovens colocam a criação de "novos empregos bem remunerados" e a redução da "corrupção governamental" como prioridades.

Outro tema em destaque na investigação é a mudança de atitude em relação aos Estados Unidos da América (EUA).

Em 2024, os jovens esperavam que uma administração de Joe Biden (entre 2021 e 2025) fosse "melhor para o seu país" do que uma administração de Donald Trump (que presidiu entre 2017-2021 e 2025-presente), por 42% a 23%, respetivamente.

Atualmente, e apesar da preferência declarada por uma presidência Biden, "cerca de três em cada cinco jovens (58 a 60%) estão muito ou razoavelmente otimistas de que a administração Trump trará um futuro melhor, com o otimismo a ser mais pronunciado no capacitar da juventude, nas operações de segurança e no combate ao terrorismo", indicou.

Segundo o fundador e comissário do Inquérito à Juventude Africana, Ivor Ichikowitz, numa resposta à agência Lusa, "a mudança reflete menos uma alteração na ideologia política e mais uma mudança na forma como os jovens africanos acreditam que a política global funciona atualmente. Muitos inquiridos parecem reconhecer que o Presidente Trump aborda as relações internacionais sob o prisma das transações, da influência e do interesse mútuo, em vez da ajuda externa ou da diplomacia baseada em valores. Em vez de rejeitarem essa abordagem, muitos parecem dispostos a alinhar com ela, desde que África garanta benefícios tangíveis em troca".

Este positivismo convive, no entanto, com "uma inquietação mais profunda, apontando para muitas das complexidades da relação com os EUA", alertou o relatório.

"Pouco mais de metade (58%) dos jovens acredita que os EUA irão desrespeitar o direito internacional para obter acesso aos recursos naturais no seu país, com a preocupação a ser mais elevada na África do Sul e na Libéria (ambos com 70%)", exemplificou.

Também o encerramento da USAID, decretada por Trump, dividiu ainda mais as opiniões: "Mais de dois em cada cinco (46%) jovens acreditam que terá um impacto negativo no seu país, com a preocupação a ser mais elevada em Moçambique (76%), no Ruanda e no Quénia (ambos com 63%)".

A China continua a ter uma perceção mais positiva nos jovens africanos do que os EUA. 

O relatório mostra também que existe uma forte vontade de ver reformas nas organizações multilaterais, apesar de a União Africana e as Nações Unidas (ONU) serem vistas como "os organismos internacionais mais influentes" e terem "um impacto amplamente positivo no continente".

A ONU, dizem 80% dos inquiridos, "precisa de reformas para incluir uma representação africana permanente" no Conselho de Segurança.

Sobre sistemas políticos, a juventude africana expressa "uma convicção generalizada de que a liderança jovem é, neste momento, insuficiente" e mantém-se "firmemente comprometida com a democracia", referiu.

No entanto, a "democracia de estilo ocidental (...) não é bem aceite no contexto africano", alertou.

Segundo explicou Ivor Ichikowitz à agência Lusa, a "democracia à moda africana" que resulta da investigação atribui maior importância tanto aos resultados como aos procedimentos.

"Os inquiridos associam consistentemente a boa governação à unidade nacional, à estabilidade política, a líderes que criem emprego e melhorem os serviços públicos, a par de eleições verdadeiramente livres e transparentes", acrescentou.

Em matéria de segurança, sete em cada dez jovens dizem sentir-se seguros no seu país, mas esta questão é "tanto uma preocupação económica como física, com o desemprego e a pobreza a serem vistos como a maior ameaça à segurança da comunidade", indicou o documento.


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Plano megalómano de Gianni Infantino, líder da FIFA, de vender os direitos comerciais do Campeonato do Mundo a privados e ganhar 17 mil milhões de euros não caíram bem junto das nações europeias.

EUA prorrogam por mais um ano estado de emergência contra o Brasil... Os Estados Unidos decidiram estender por mais um ano o estado de emergência contra o Brasil, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

© Lusa   29/07/2026 

O documento da Casa Branca, do Gabinete Executivo da Presidência, datado de 29 de julho de 2026, será publicado na edição de hoje do Registo Federal, o Diário Oficial do governo norte-americano.

A renovação do estado de emergência prorroga uma ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, em 30 de julho de 2025, mas que inclui sanções económicas ou aumento de tarifas ao Brasil.

Naquela ocasião, o Presidente dos Estados Unidos justificou a medida como resposta às decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro afetavam a segurança e a economia norte-americana.

Donald Trump também saiu em defesa do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que à época aguardava o julgamento pelo supremo brasileiro por tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022.

Para estender a "emergência nacional" sobre o Brasil, Donald Trump usou agora os mesmos argumentos que fundamentaram a decisão do ano passado.

No documento oficial de renovação, Trump reiterou que as políticas e ações do governo brasileiro constituem uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Washington justificou a manutenção da medida alegando que Brasília tem interferido na economia dos EUA e infringido os direitos de liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos.

Trump voltou a acusar o Supremo brasileiro de censurar a liberdade de expressão e que "membros do Governo do brasil também estão a perseguir politicamente" o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, incluindo familiares e seguidores.

"O que contribui para a ruptura deliberada do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação por motivação política naquele país e para violações de direitos humanos", informa o documento.

O documento destaca "certas atividades, como a censura e a prisão, por parte do Supremo Tribunal do Brasil, de indivíduos que exercem a livre expressão", em referência indireta aos apoiadores de Bolsonaro condenados e presos pelos atos golpistas do dia 08 de janeiro de 2023.

A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem momentos de tensão diplomáticos desde o ano passado, quando Trump anunciou às primeiras tarifas ao Brasil e, neste mês, autorizou novas sobretaxas a produtos brasileiros.

Soma-se a essa série de atritos, o fato dos EUA classificarem as duas maiores fações criminosas do Brasil -- Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) -- como organizações terroristas globais, algo contestado pelo Governo brasileiro.


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Cerca de 200 pessoas foram detidas em França desde o início da época de incêndios florestais por acusações relacionadas com fogos, informou hoje o ministro francês do Interior, Laurent Nuñez.

No final da sua visita de trabalho e solidariedade ao Mali, o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, destacou o reforço da cooperação e da estabilidade entre os dois países.

@Radio Voz Do Povo

"Ataque surpresa". Irão lança mísseis contra base dos EUA na Jordânia... As forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram "vários mísseis balísticos a partir do Irão" contra a base dos Estados Unidos na Jordânia, esta terça-feira.

© JACK GUEZ / AFP via Getty Images     Por  Notícias ao Minuto com Lusa  28/07/2026 

As forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram "vários mísseis balísticos a partir do Irão" contra uma base dos Estados Unidos na Jordânia, esta terça-feira. Contudo, e de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), "todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso".

"Hoje, às 17h45 (hora da costa leste dos EUA), as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irão, numa tentativa de ataque surpresa contra as forças norte-americanas estacionadas no Médio Oriente. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso", relatou o CENTCOM, na rede social X (Twitter).

O organismo apontou, ainda assim, que "as forças norte-americanas mantêm-se vigilantes e num elevado estado de prontidão".

A informação de que os mísseis balísticos tinham como alvo uma base norte-americana na Jordânia foi avançada pela imprensa internacional, como é o caso da Axios.

De notar que, na segunda-feira, o presidente norte-americano disse que as negociações com o Irão tinham "boas hipóteses" de produzir resultados, após uma suspensão de vários dias consecutivos de ataques contra a República Islâmica.

"Veremos o que acontece. Penso que há uma boa hipótese de algo acontecer", declarou Donald Trump, a bordo do avião presidencial.

O Irão avisou, no entanto, não estar envolvido em quaisquer negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contactos dos países mediadores do Médio Oriente com a diplomacia de Teerão. Se as negociações falharem, o líder norte-americano insistiu na ameaça de que as forças norte-americanas vão retomar os ataques aéreos.

"Voltaremos ao que estávamos a fazer há dois dias", avisou, a caminho de um evento no Michigan.

Questionado sobre o prazo que está disposto a dedicar à diplomacia, respondeu: "Não muito tempo. Ou avança depressa ou não avança de todo."

O dirigente norte-americano disse ter concordado na passada sexta-feira com a suspensão dos ataques contra a República Islâmica a pedido dos aliados no Médio Oriente, que estão a mediar o conflito.

"Todos os que lidam com o Irão pediram-me: 'Não dispare'", relatou.

Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira a última vaga de bombardeamentos contra a República Islâmica, no 13.º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceite pelas partes em junho, para interromper as hostilidades e como forma de abrir espaço para negociações de um acordo paz definitivo.

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano. 


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O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão exigiu hoje que a reabertura do estreito de Ormuz seja exclusivamente pela via iraniana, excluindo uma via paralela por Omã e reivindicando a necessidade de «autorização» da República Islâmica para navegação.

GOVERNO REGULAMENTA RESERVA DA BIOSFERA DOS BIJAGÓS E DÁ 60 DIAS PARA ACABAR COM ÁGUA EM SACOS PLÁSTICOS

Por Rádio Sol Mansi  28.07.2026 

O Governo de transição aprovou o decreto-lei que regulamenta a Reserva da Biosfera do Arquipélago dos Bijagós, recentemente reconhecida como Património Mundial Natural da UNESCO.

A decisão foi tomada na reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira, durante a qual o Executivo aprovou igualmente os projetos de lei sobre a Política Nacional de Energia e a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.

Em 2025, o Comité do Património Mundial da UNESCO, reunido em Paris, França, inscreveu o Arquipélago dos Bijagós na Lista do Património Mundial Natural. Na ocasião, as autoridades guineenses destacaram que o reconhecimento internacional permitirá reforçar a proteção e a conservação ambiental do arquipélago, bem como fortalecer os mecanismos de gestão dos seus ecossistemas sensíveis, através de parcerias técnicas e financeiras com instituições internacionais.

No âmbito da política de combate à poluição por plásticos, o Governo determinou um prazo de 60 dias para o encerramento de todas as fábricas de produção e empacotamento de água em sacos plásticos de uso único.

O comunicado do Conselho de Ministros refere que os Ministérios do Ambiente, do Comércio, dos Recursos Naturais, da Saúde Pública, do Interior e Ordem Pública e das Finanças foram incumbidos de adotar as medidas necessárias para pôr termo à utilização de sacos plásticos de uso único no país.

Segundo comunicado, o Conselho de Ministros mandatou uma comissão interministerial para desencadear, com caráter de urgência, as ações necessárias ao encerramento de todas as fábricas de empacotamento de água em sacos plásticos.

No comunicado, o Executivo justifica a medida com a necessidade de salvaguardar a saúde pública e proteger o meio ambiente.

Recorde-se que, em 2013, o então Governo, liderado por Rui Duarte de Barros, aprovou o Decreto-Lei n.º 16/2013, que proíbe o fabrico, a importação, a comercialização e a distribuição de sacos plásticos não biodegradáveis. Contudo, a aplicação da legislação tem enfrentado dificuldades práticas e resistência por parte de alguns operadores económicos, o que tem limitado a sua efetiva implementação.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Ucrânia e Irão discutem ataque a navio para evitar escalada... O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano conversou hoje com o homólogo iraniano sobre o ataque da Ucrânia contra um navio do Irão no mar Cáspio que provocou a morte de um marinheiro, de modo a evitar uma "escalada desnecessária".

© OZAN KOSE/AFP via Getty Images  Por LUSA   28/07/2026 

"A diplomacia consiste no diálogo direto, mesmo quando este é difícil. Salientei que o nosso objetivo é evitar uma escalada desnecessária", escreveu Andriy Sybiga na rede social X após uma conversa telefónica com o homólogo iraniano Abbas Araghchi, dias depois do ataque com um drone, ocorrido no fim de semana passado.

Sybiga defendeu que as ações da Ucrânia visam "exclusivamente defender o país da agressão russa" e "nunca tiveram como objetivo atingir embarcações civis ou pessoas".

Ao falar sobre as manobras de Kiev, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques no mar Cáspio tinham atingido um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano referiu no sábado que a declaração de Zelensky representava uma admissão tácita de um ataque que "demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irão".

 "Ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não só violou o direito internacional, como também procura, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança", afirmou na mesma ocasião o ministério.

Araghchi também confirmou a chamada telefónica de hoje com Sybiga, mas sem adiantar detalhes.

O chefe da diplomacia ucraniana sublinhou que o objetivo de Kiev "é combater a agressão russa, que é a causa principal de todos os incidentes, e é a Rússia que assume toda a responsabilidade por todas as provocações e vítimas".

"Salientei a necessidade de se abster de quaisquer medidas que possam agravar a situação, bem como de pôr fim a qualquer apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Esta guerra é ilegal e tem de acabar", continuou Sybiga, acrescentando que "a Europa e o Médio Oriente merecem estabilidade, segurança e paz".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Gueorguii Tykhy, confirmou que se tratava do primeiro contacto oficial entre Sybiga, que ocupa o cargo desde setembro de 2024, e Araghchi.

A conversa surge também para acalmar os ânimos entre os chefes de diplomacia, uma vez que um dia antes, Sybiga ter escrito nas redes sociais que as ameaças de Araghchi contra a Ucrânia eram injustificadas e que "o Irão não tem legitimidade para se fazer passar por vítima".

"Com as suas declarações, o Irão também tenta desviar a atenção do terror russo contra o transporte civil no mar Negro, que está a ameaçar a segurança alimentar global", acrescentou Sybiga na segunda-feira.

O Governo do Irão afirmou no sábado que um marinheiro foi morto e outro ficou ferido na sequência do ataque ucraniano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou ainda o encarregado de negócios da Ucrânia na capital iraniana, "a quem o Teerão transmitiu o seu forte protesto contra este ato hostil e criminoso".

CONSELHO DE MINISTROS APROVA POLÍTICA NACIONAL DE ENERGIA E REFORÇA COMBATE AOS PLÁSTICOS DE USO ÚNICO... COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS 28/07/2026

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho de Ministros, reunido esta terça-feira em sessão ordinária sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, aprovou vários diplomas considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.

Entre os documentos aprovados destacam-se a Política Nacional de Energia, a Estratégia Nacional de Eletrificação Rural, a Política Urbana, o regulamento da Reserva da Biosfera do Arquipélago Bolama-Bijagós, o Plano Nacional de Combate à Poluição Plástica e a transferência de interesses da Bissau Exploration Company (BEC) para a Chevron Guinea-Bissau Exploration 2 Lda, relativamente à licença de exploração denominada “BAGRE” (Bloco 4B).

Durante a reunião, o Executivo determinou ainda que os ministérios competentes adotem, no prazo de 60 dias, medidas para reforçar a aplicação da legislação que proíbe a utilização de sacos plásticos de uso único. Foi igualmente mandatada uma comissão interministerial para acelerar o encerramento das fábricas de empacotamento de água em sacos plásticos, invocando razões de saúde pública e de proteção ambiental.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Fernando Dju para o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau, em substituição do anterior titular.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

OLARA OTUNNU: Otunnu na corrida para suceder a Guterres como secretário-geral da ONU... O diplomata ugandês Olara Otunnu apresentou a sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidos, confirmou hoje o Representante Permanente da República Democrática do Congo junto das Nações Unidas.

© Getty Images    Por LUSA   28/07/2026 

O embaixador da República Democrática do Congo, país que exerce a presidência rotativa mensal do Conselho de Segurança, Zenón Mukongo Ngay, detalhou que recebeu a candidatura do diplomata ugandês ao cargo atualmente ocupado pelo português António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano.

A candidatura, apresentada pelo Uganda na fase final do processo, foi comunicada oficialmente na segunda-feira pela Presidência da Assembleia Geral ao Conselho de Segurança da ONU, precisamente quando o órgão se preparava para iniciar esta semana as consultas sobre os candidatos à sucessão de Guterres.

Mukongo Ngay explicou que os membros do Conselho de Segurança da ONU decidiram incluir Otunnu numa primeira votação informal à porta fechada, para garantir um processo "transparente e inclusivo".

Embora não seja vinculativa, esta votação costuma ser decisiva, pois permite identificar os candidatos com maior apoio e as possíveis objeções dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), que têm direito de veto.

Otunnu ainda terá de completar uma fase de audições com os Estados-membros.

Mukongo Ngay acrescentou que o Conselho de Segurança da ONU trabalhará para apresentar uma recomendação à Assembleia Geral "em tempo útil", com o objetivo de que o secretário-geral eleito tenha tempo para se preparar antes de assumir o cargo no próximo ano.

Otunnu, de 75 anos, foi subsecretário-geral das Nações Unidas e representante especial do secretário-geral para o dossier das crianças e os conflitos armados entre 1998 e 2005.

Com a sua entrada na corrida, o Uganda coloca um novo candidato numa disputa que já conta com a chilena Michelle Bachelet, a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi e o senegalês Macky Sall.

O processo culminará com a recomendação de um candidato por parte do Conselho de Segurança, que posteriormente terá de ser aprovado pela Assembleia Geral.

Guiné-Bissau : Queixa-crime contra Mamadú Embaló: advogados de Daba Naualna confrontam o "poderoso" JIC

Por Rádio Capital Fm 

O Coletivo de Advogados do Brigadeiro-General Daba Naualna e de mais quatro cidadãos militares e civis apresentaram, esta terça-feira (28.07), uma queixa-crime contra o Juiz de Instrução Criminal (JIC) Mamadú Embaló, afeto ao Tribunal Militar.

A queixa-crime foi apresentada na Câmara Criminal do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau.

Em causa está a decisão do JIC, que através de um Despacho Judicial, diz ter anulado o acórdão da Câmara Criminal do STJ, que tinha declarado a "incompetência" do Tribunal Militar Superior para aplicar prisão preventiva contra Daba Na Walna, Domingos Nhanque, Mário Midana Sigá, Alexandre Patrão Indi e Aribe Nfodi.

"(...) Ademais, a conduta do venerando juiz Desembargador Mamadú Embaló enquadra-se no crime de obstrução à atividade jurisdicional previsto no n° 1 do artigo 229 do Código Penal, que determina o seguinte: Quem, por qualquer meio, se opuser, dificultar, ou impedir o cumprimento ou execução de alguma decisão judicial transitada em julgado, é punido com a pena de prisão de um a cinco anos", lê-se numa das passagens da queixa-crime consultada pela CFM.

Os advogados dos detidos acusam Mamadú Embaló de "usurpação" de competência e dizem que a conduta do juiz "mina" a paz social. "Nunca um despacho põe em causa o acórdão do STJ enquanto órgão máximo da justiça guineense", afirmam.

O Coletivo de Advogados de Daba Naualna e mais quatro militares e civis requerem a instauração de um "competente" processo-crime contra Mamadú Embaló, que ainda deve ser investigado, acusado e condenado "pelos crimes cometidos".

ONU descobre várias toneladas de explosivos numa aldeia do sul do Líbano... A força de manutenção da paz das Nações Unidas no Líbano anunciou hoje ter descoberto cerca de quatro toneladas de explosivos no início de julho numa aldeia do sul do território libanês, situada numa zona sob ocupação israelita.

© KAWNAT HAJU / AFP via Getty Images      Por  LUSA     28/07/2026 

Num comunicado, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) indicou que durante uma "inspeção de rotina" junto da aldeia fronteiriça de Houla, a 02 de julho, os "capacetes azuis" (como são conhecidos os operacionais das missões de paz da ONU) "descobriram 385 contentores abandonados num edifício, contendo cerca de 4.000 quilogramas de explosivos, maioritariamente compostos à base de nitrato de amónio".

Especialistas da FINUL "realizaram operações no local para neutralizar este material, tornando-o inofensivo e eliminando o risco que representava", acrescentou a missão, sem indicar a quem pertenciam os explosivos.

Houla integra uma faixa com cerca de 10 quilómetros em território libanês, ao longo da fronteira com Israel, que foi ocupada, controlada e esvaziada da sua população pelas forças israelitas desde a última guerra, iniciada no princípio de março, com o movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão.

O nitrato de amónio evoca recordações particularmente dolorosas no Líbano.

A 04 de agosto de 2020, um depósito com cerca de 2.750 toneladas de fertilizante à base de nitrato de amónio, armazenado durante anos sem condições de segurança no porto de Beirute, explodiu, provocando mais de 220 mortos, mais de 6.500 feridos e a destruição de vastas zonas da capital libanesa.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior.

Embora a intensidade da violência tenha diminuído desde o final de junho, na sequência de um memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos e da conclusão de um acordo-quadro entre Israel e o Líbano, Beirute continua a denunciar operações israelitas de destruição em localidades fronteiriças.

A Agência Nacional de Informação (ANI), agência oficial libanesa, noticiou em julho, por quatro vezes, explosões de origem israelita em Houla.

A 08 de julho, o município de Houla condenou "os crimes cometidos pelo inimigo israelita ao incendiar, fazer explodir e destruir habitações, edifícios públicos e propriedades privadas".

As incursões militares israelitas em solo libanês, sobretudo na zona sul, provocaram mais de quatro mil mortos, elevados níveis de destruição e novos deslocamentos de população.


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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou hoje ter tido "um bom encontro" com o homólogo norte-americano, Donald Trump, durante o qual discutiram "licenças para a produção" pela Ucrânia de intercetores Patriot e um novo impulso à diplomacia.

Trump acusa Netanyahu de procurar manter os EUA em guerra com Irão... O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou hoje desagrado com a divulgação pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, da fortificação de um 'bunker' nuclear iraniano, acusando-o de tentar manter os Estados Unidos (EUA) em guerra com a República Islâmica.

© Jim WATSON / AFP via Getty Images     Por LUSA  28/07/2026 

No dia em que tem agendada uma reunião com o chefe do Governo israelita na Casa Branca, em Washington, Donald Trump desvalorizou, em entrevista à estação Fox News, a importância da montanha Pickaxe (picareta, em português), uma instalação subterrânea perto da cidade de Natanz, afirmando que pode destrui-la "muito facilmente" se não houver acordo para encerrar as hostilidades com Teerão.

"Sabemos exatamente o que está a acontecer. Mas sim, ouvi Bibi [Netanyahu] anunciar isso. Eu disse-lhe: 'Porque é que não me dizes diretamente? Porque é que precisas de anunciar isto ao mundo inteiro?' Eu sei exatamente o que está a acontecer na montanha Pickaxe. Não é nada de mais", declarou.

Questionado sobre as notícias de que Netanyahu iria abordar as atividades iranianas naquela local, o Presidente norte-americano respondeu: "Não preciso que Bibi me diga isso. Bibi diz-me isso porque quer que eu continue envolvido [na guerra]".

O líder da Casa Branca reforçou que poderia destruir "a maioria" das pontes do Irão "em menos de uma hora" e todas as centrais elétricas num só dia.

A reunião de hoje em Washington será o primeiro encontro dos dois dirigentes desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva aérea contra o Irão.

As últimas semanas têm sido marcadas porém por divergências com o líder israelita, que Trump não tem escondido à medida que procura um acordo com o Irão, embora se esforce por atenuá-las.

Na segunda-feira, avisou o primeiro-ministro israelita que ninguém lhe dita as armas que os Estados Unidos vendem a outros países, sobre a oposição de Israel a uma transferência de caças F-35 para a Turquia.

"Ele é meu amigo, e ninguém me diz o que lhe devemos vender", disse Donald Trump a propósito do homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, em declarações aos jornalistas bordo do avião presidencial, durante as quais reconheceu a existência de "pequenas divergências" com Netanyahu, embora tenha ressalvado que os dois continuam "muito próximos".

Há meses que Trump procura um acordo com Teerão para pôr fim a uma guerra impopular entre o eleitorado norte-americano e que fez disparar os preços dos bens petrolíferos, enquanto Netanyahu teme que um pacto entre Washington e a República Islâmica fortaleça o principal país rival na região.

Embora Trump tenha elogiado publicamente o líder israelita, que descreveu como "um primeiro-ministro em tempo de guerra", também admitiu tê-lo chamado de "doido" durante uma tensa conversa telefónica em junho passado sobre os ataques de Israel no Líbano, que ameaçavam um entendimento com Teerão.

O líder da Casa Branca disse na segunda-feira que ordenou a suspensão de vagas consecutivas de bombardeamentos contra o Irão, a pedido dos países mediadores do Médio Oriente, com vista a dar mais uma oportunidade à diplomacia.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje pelo seu lado que Israel está "muito ansioso" com o regresso da ofensiva contra a República Islâmica, mas que os Estados Unidos estão adiá-la por receio de represálias contra países da região e de uma crise global no abastecimento de petróleo.

Espera-se que as discussões na Casa Branca se concentrem no Irão, mas também no acordo patrocinado por Washington entre Israel e o Líbano e outros temas regionais como a situação na Faixa de Gaza.

"Alguém estava à procura de alguma coisa". André Ventura diz que o seu gabinete na AR foi vandalizado... André Ventura, líder do Chega, diz que o seu gabinete na Assembleia da República, em Lisboa, foi vandalizado.

Por  CNN Portugal 

Polícia Judiciária foi chamada ao local

Assim está o meu gabinete esta manhã na Assembleia da República. Alguém procurava alguma coisa e não hesitou em agir dentro do próprio Parlamento. Ainda não sei se algum documento foi roubado ou não, mas chegámos ao ponto zero da nossa democracia", denunciou Ventura numa publicação nas redes sociais, partilhando também um vídeo.

Nas imagens a que a CNN Portugal teve acesso é possível ver a desarrumação do gabinete, com documentos espalhados pelo chão e armários abertos.

Fonte oficial do partido indicou à Lusa que o alerta foi dado por um dos deputados do partido, “cerca das 6:30 ou 7:00 da manhã”.

A mesma fonte disse que nem a sala do grupo parlamentar adjacente nem outro gabinete do partido aparentam ter sido remexidos, apenas o gabinete de André Ventura.

Os serviços de segurança do Parlamento chamaram a Polícia Judiciária, que está no local. Contactada pela Lusa, fonte oficial adiantou que a Polícia Judiciária “tomou conta” da ocorrência e a Unidade Nacional Contraterrorismo “está a fazer diligências” na Assembleia da República.


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Gustavo Silva, comentador da CNN Portugal, lembra que existem rondas feitas por militares da GNR durante a noite e que as portas dos gabinetes dos partidos podem ser fechadas, a propósito da alegada vandalização do gabinete do Chega na Assembleia da República.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

EUA abandonam reunião na ONU em protesto contra críticas de França... Os Estados Unidos abandonaram hoje uma reunião do Conselho de Segurança da ONU porque o embaixador francês terá comparado os EUA à Coreia do Norte e à Rússia durante uma votação relacionada com os direitos humanos.

© Getty Images   Por LUSA    27/07/2026 

"Um membro deste Conselho finge indignação moral e pretende dar lições a toda a gente sobre todos os assuntos, quer se trate do conflito que ainda hoje estamos a debater [invasão da Rússia à Ucrânia], quer de questões relacionadas com a paz e a segurança, como os direitos humanos. Foi por isso que nos retiramos durante a intervenção da França", disse o embaixador adjunto norte-americano, Dan Negrea.

Uma saída deste tipo do Conselho é extremamente rara.

Negrea denunciou uma "postura hipócrita e entediante" de Paris que Washington tinha até então tolerado devido ao respeito entre os membros permanentes do Conselho.

Na sexta-feira, os Estados Unidos tinham sido um dos dez países a votar na Assembleia Geral contra a renovação, por quatro anos, do mandato do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, juntamente com a Coreia do Norte, a Rússia, a Nicarágua e o Mali.

"Os Estados Unidos eram outrora um modelo em matéria de direitos humanos. Já não é esse o caso. Hoje, encontram-se ao lado da Coreia do Norte, da Nicarágua, do Mali e da Rússia. Isolados. E o mundo já não lhes dá ouvidos", publicou então na rede social X, em inglês, a missão da França junto das Nações Unidas em Genebra.

"Apoiámos este Estado-membro em todos os conflitos que ameaçavam as suas liberdades. E hoje, quero lembrar-lhes que os Estados Unidos continuam a ser o modelo de liberdade no mundo", insistiu Dan Negrea.

"Por conseguinte, não lhes concederemos o privilégio de ouvir as suas divagações politizadas enquanto não renunciarem à sua retórica condescendente e desrespeitosa e não se comportarem de forma digna", acrescentou.

"Este ano celebramos o 250.º aniversário dos Estados Unidos e todos sabem o papel que a França desempenhou nesse país", respondeu o embaixador francês Jérôme Bonnafont.

Bonnafont garantiu ainda que a França trabalha na ONU, seja no Conselho de Segurança ou na Assembleia Geral, "para preservar esta instituição, a sua independência e a sua capacidade de ação ao serviço da Carta, dos direitos humanos e da paz".


Oficial: Botche Candé deixa Estrela da Amadora e assina pelo Javor Matis... O Estrela da Amadora, da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a saída do médio Botche Candé para os sérvios do Javor Matis, com os quais assinou um contrato válido por três temporadas.

© CF Estrela da Amadora     Por  LUSA  27/07/2026 

Na época passada, o centrocampista de 22 anos atuou, por empréstimo, no Lusitano de Évora, na Liga 3, competição na qual ajudou o clube alentejano a garantir a manutenção para 2025/2026, antes de regressar ao emblema da Reboleira para ser posteriormente transferido rumo ao futebol sérvio.

"O CF Estrela da Amadora vem, por este meio, informar que chegou a acordo com o FK Javor Matis para a transferência, a título definitivo, do atleta Botche Candé", publicaram os 'tricolores', em comunicado.

No texto publicado, o Estrela da Amadora, que não especifica os valores pelos quais chegou a acordo com o Javor Matis, deseja ao atleta "a melhor continuidade para a sua carreira desportiva e agradece o trabalho desenvolvido ao serviço do clube".

Despacho judicial... Proceso número 1/2025


Milei chama "ladrão" e "prisioneiro" a Lula. Brasil convoca embaixador na Argentina após as "declarações ofensivas"

Presidente argentino Javier Milei na convenção do Partido Liberal brasileiro, mostrando o seu apoio  a Flavio Bolsonaro (AP)    Por  Cnnportugal.iol.pt

O chefe de Estado ultraliberal argentino, que apoia candiratura de Flávio Bolsonaro, referiu-se — sem o mencionar diretamente — ao presidente brasileiro de esquerda como "ladrão" e "prisioneiro"

O Brasil chamou este domingo o seu embaixador na Argentina para consultas, após declarações consideradas "ofensivas" do presidente argentino, Javier Milei, contra o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Brasília.

Presente no lançamento da candidatura, no sábado, em São Paulo, de Flávio Bolsonaro às presidenciais de outubro no Brasil, o chefe de Estado ultraliberal argentino referiu-se — sem o mencionar diretamente — ao presidente brasileiro de esquerda como "ladrão" e "prisioneiro".

Figura destacada da direita latino-americana, Milei alertou ainda para "o risco Lula" nas eleições e apelou ao Brasil para que se libertasse da "escravidão à esquerda".

Por outro lado, mais uma vez sem nomear o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o Presidente argentino afirmou ainda que "aquele careca nojento" o tinha impedido de visitar o seu "amigo injustamente preso", Jair Bolsonaro, pai de Flavio e ex-presidente (2019-2022), detido por tentativa de golpe de Estado em 2022 e posteriormente colocado em prisão domiciliária em Brasília.

"O embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado para consultas", o Presidente Milei "ofendeu dois poderes, o povo e a democracia brasileira", disse à agência de notícias France-Presse (AFP) uma fonte diplomática brasileira, não identificada.

O Governo brasileiro convocou ainda, este domingo, o embaixador argentino no país.

"No Brasil, não aceitamos que ninguém se intrometa onde não foi convidado a fazê-lo", afirmou no domingo o Presidente Lula, sem especificar a quem se referia, durante um evento com sindicalistas, no qual prometeu continuar a governar o país "sem interferência de ninguém".

Javier Milei voltou a pronunciar-se este domingo e acusou o Governo brasileiro, bem como o México e o Partido Democrata dos Estados Unidos, de terem financiado uma "campanha anti-argentina", no que pareceu referir-se, pelo menos em parte, às críticas dirigidas ao país e à sua equipa, à margem do Mundial de Futebol.

Vários jogadores e membros da comissão técnica da Argentina, derrotada por 1-0 pela Espanha na final, atacaram fisicamente alguns jogadores espanhóis após o apito final, o que suscitou críticas contra a seleção argentina.

"Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-argentina? O Governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos vieram do Governo do Brasil", acusou Milei numa entrevista à Rádio Mitre.

"São os líderes progressistas que não querem que as ideias de liberdade funcionem", acrescentou, sem apresentar elementos que sustentassem as acusações.

O presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Edson Fachin, reagiu através de um comunicado às declarações de Milei relacionadas com Alexandre Moraes, criticando a "referência desrespeitosa" e lamentando "declarações incompatíveis com o espírito cívico que deve caracterizar as relações entre Estados".

Também o presidente do Partido dos Trabalhadores (no poder), Edinho Silva, considerou que o chefe de Estado argentino se tinha mostrado "indigno do cargo que ocupa".

Lula da Silva mantém relações frias com Javier Milei desde que este assumiu, em 2023, a Presidência da Argentina, país vizinho e parceiro estratégico do Brasil. Embora se tenham cruzado em encontros multilaterais, nunca realizaram uma reunião bilateral.

Na última viagem à Argentina, em 2025, Lula visitou, pelo contrário, a ex-presidente e atual figura da oposição Cristina Fernández de Kirchner, que se encontra em prisão domiciliária por corrupção.

Este sábado, Milei acusou Lula de ter tentado prejudicá-lo durante a campanha presidencial argentina de 2023. "Tinha um vizinho que se intrometia na política argentina para tentar distorcer o curso da história a favor desses canalhas de esquerda", afirmou, sem, mais uma vez, nomear o Presidente brasileiro.