quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuba: Havana rejeita acusações sobre acolher inimigos de Washington... O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano afirmou hoje que os Estados Unidos inventam pretextos "fracos e falaciosos" quando acusam Cuba de facilitar a presença no território de militares e serviços de inteligência de adversários de Washington.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"Cuba é um país pacífico que não agride outros, não permite que o seu território seja usado contra outros e tem um historial limpo contra o terrorismo, o crime organizado internacional e a violência", escreveu Bruno Rodríguez nas redes sociais.

As declarações do ministro cubano surgem após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que Cuba permitia a presença de bases militares e serviços de inteligência dos adversários dos Estados Unidos (EUA) a 90 milhas (145 quilómetros) do seu território.

Rubio fez essas declarações numa entrevista à Fox News e garantiu que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, não tolerará esse tipo de ações.

As declarações do secretário de Estado norte-americano foram divulgadas no mesmo dia em que o Senado rejeitou uma proposta dos democratas para limitar as possíveis operações militares que Trump possa ordenar contra Havana.

A este respeito, o chefe da diplomacia cubana classificou hoje como absurdo que o Departamento de Estado dos EUA alegue que Cuba, um "país em desenvolvimento, relativamente pequeno e submetido a uma guerra económica brutal", represente "uma ameaça para a maior potência militar, tecnológica e económica do mundo".

O ministro cubano salientou que esses argumentos já são "conhecidos pelo governo norte-americano e pelas suas agências de segurança e defesa".

A troca de acusações surge num momento em que os Estados Unidos planeiam realizar testes de sistemas não tripulados que utilizam inteligência artificial (IA) esta semana em Key West, uma ilha no sul do estado da Florida situada a apenas 150 quilómetros de Cuba.

Os exercícios militares, segundo publicou o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) na rede social X, inscrevem-se no âmbito dos trabalhos para estabelecer as bases do novo Comando de Guerra Autónoma do Comando Sul (SAWC, na sigla em inglês), anunciado na semana passada.

O Exército norte-americano ordenou, a 21 de abril, a criação de uma força de guerra autónoma baseada em IA que apoiará as atividades do Southcom na América Central, América do Sul e nas Caraíbas, com o objetivo de desmantelar redes de narcotráfico.

O exercício militar denominado FLEX 2026, organizado pela Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos em Key West, servirá como um ensaio para integrar inteligência artificial, sistemas não tripulados e forças tradicionais em operações marítimas, informou o Southcom no X.

As manobras, centradas no combate às ameaças na região, fazem parte de uma estratégia mais ampla para a implantação de plataformas autónomas e semiautónomas em cenários reais, no meio de tensões com Cuba.

A administração Trump intensificou a pressão sobre Havana nos últimos meses com um bloqueio petrolífero e o apelo à procura de um acordo, centrado em reformas económicas e políticas.

A ilha das Caraíbas sofre com cortes de água e energia devido às sanções impostas pelos EUA e à interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela.

Trump já garantiu que, após a guerra com o Irão, vai virar a sua atenção para Cuba, prometendo "um novo amanhecer" para a ilha durante um discurso num evento da Turning Points USA na semana passada.

Os democratas argumentaram que a resolução sobre os poderes de guerra também era necessária para evitar que Trump lançasse uma campanha militar contra o país.

"Os Estados Unidos e Cuba precisam de encontrar uma forma de coexistir pacificamente", apontou o senador Peter Welch, democrata do Vermont.

Os democratas tentaram montar uma oposição política às ações militares de Trump forçando a votação através da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que tinha como objetivo afirmar o poder do Congresso sobre a declaração de guerra.


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O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos Estados Unidos cerca de 25 mil milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros), sobretudo em munições, indicou hoje um alto responsável do Departamento de Defesa.

Foi realizada, nesta quarta-feira (29.04), na Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, a abertura da Experiência Cultural Chinesa, uma iniciativa que visa promover o intercâmbio cultural e reforçar os laços de cooperação entre os dois povos.

Governo inaugura nova sede do Instituto Marítimo e Portuário e reforça compromisso com a economia azul

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações

Hoje, 29 de abril, 2026, o Governo da Guiné-Bissau inaugurou a nova sede do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), numa cerimónia presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

Sob liderança do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, este momento marca um passo firme na modernização do setor marítimo e na afirmação da economia azul como prioridade nacional.

O Ministro Florentino Mendes Pereira destacou que o IMP deve ser o “cérebro técnico” da política marítima, capaz de transformar o potencial do mar em empregos, investimentos e crescimento económico.

👉 O mar não é apenas fronteira.

É oportunidade. É riqueza. É futuro.

Com esta nova sede, o Governo reforça a sua capacidade de:

✔ Regular com autoridade

✔ Fiscalizar com rigor

✔ Planear com visão estratégica

✔ Servir melhor os cidadãos e investidores

A economia azul não é um slogan — é uma urgência estratégica.

O Ministério dos Transportes reafirma o seu compromisso com reformas, eficiência e resultados concretos para todos os guineenses.

Associações dos Pescadores e Bideiras de peixe em Conferência de Imprensa para anunciar a redução de preço do pescado


PESCADORES ARTESANAIS ANUNCIAM REDUÇÃO DO PREÇO DO PEIXE NA GUINÉ-BISSAU

As duas associações de pescadores artesanais anunciaram a redução dos preços do peixe no mercado nacional, na sequência do acordo firmado com o Governo de Transição. 

O anúncio foi feito esta quarta-feira, durante uma cerimónia denominada “Cumprimento do Acordo”, após o memorando do entendimento com o Ministério das Pescas, que visa a diminuição dos preços dos produtos da pesca.

O presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Leni, garantiu que todo o trabalho foi realizado para assegurar o cumprimento dos preços estabelecidos.

A iniciativa foi também saudada pela Cooperativa das Mulheres Bideiras Transformadoras do Porto de Alto Bandim. A presidente da organização, Ama Camará, destacou a importância da medida para as vendedeiras e para os consumidores, sublinhando que a redução dos preços poderá contribuir para melhorar o acesso ao peixe.

Por sua vez, o secretário de Comunicação da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), Ernesto Gino Correia, alertou que a organização irá fiscalizar os preços nos mercados, de forma a garantir benefícios para os consumidores.

Recorde-se que o Governo havia assinado um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar na Guiné-Bissau.

O presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, presidiu a abertura do exercício de manipulação de dispositivos de coleta, centrado na identificação de dificuldades operacionais no terreno.

Desfile militar na Rússia sem tanques e mísseis: "Terrorismo ucraniano"... A Presidência da Rússia justificou hoje a ausência de armamento no tradicional desfile de 09 de maio, em Moscovo, devido ao agravamento do que classificou como "terrorismo ucraniano".

© Lusa   29/04/2026 

Nesse dia, a Rússia assinala a tomada da cidade de Berlim em 1945 pelo Exército Vermelho, as forças da ex-União Soviética, e a derrota da Alemanha nazi.  

No próximo mês de maio, o desfile que evoca a vitória vai apresentar um "formato reduzido" e será a primeira vez desde 2007 que a parada militar vai decorrer sem carros de combate, peças de artilharia e mísseis. 

"No contexto da ameaça terrorista, é evidente que estão a ser tomados todos os tipos de medidas para minimizar os riscos", disse hoje o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

Por outro lado, Peskov afirmou que "o regime" de Kyiv está a perder terreno no campo de batalha e que atualmente está "totalmente envolvido em atividades terroristas".

"Não esqueçamos que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o ano passado foi um aniversário significativo", disse, referindo-se ao facto de em 2025 ter sido assinalado o 80.º aniversário da derrota das tropas nazis pelo Exército Vermelho.

O Ministério da Defesa russo anunciou a decisão na terça-feira, justificando a medida com a atual situação operacional na Ucrânia.

O comunicado acrescentou que os soldados e alunos das escolas militares vão desfilar na Praça Vermelha, e que está a ser organizada uma demonstração da Força Aérea.

A imprensa independente russa no estrangeiro acredita que o verdadeiro motivo da decisão seja o desenvolvimento de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia e o facto de os drones poderem atingir alvos localizados a mais de mil quilómetros de distância.

O desfile militar realiza-se anualmente no "Dia da Vitória" (09 de maio), o feriado mais importante na Rússia e que voltou a ser assinalado a partir de 1995, quatro anos após o colapso da União Soviética.



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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje a utilização de mísseis de longo alcance contra a Rússia, afirmando que Kyiv tem capacidade para atingir alvos até 1.500 quilómetros.

Portugal teve 3.237 casos de violência sexual e 494 de violação em 2024... Portugal registou, em 2024, 3.237 casos de violência sexual, sendo 494 de violação, estando a meio da tabela dos 27 Estados-membros, com a França à cabeça e o Chipre com os números mais baixos, divulga hoje o Eurostat.

© Lusa   29/04/2026 

De acordo com os dados do serviço de estatística da União Europeia (UE), os crimes de violência sexual subiram, em Portugal, de 3.218 em 2023 para 3.237 em 2024 e os especificamente de violação de 494 para 543.

Em 2024, foram feitas queixas às autoridades portuguesas de, 2.331 casos de violência sexual e 374 de violações.

França, com 96.654 queixas de violência sexual e 45.288 de violações, ocupava em 2024 o primeiro lugar da tabela seguida pela Alemanha (54.361 e 14.266) e a Suécia (21.207 e 9.309).

O menor número de casos foi registado em Chipre (58 de violência sexual e 48 de violação), Malta (141 e 78) e Lituânia (167 e 86, respetivamente).

As queixas de violência sexual reportadas na UE atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Em relação aos homicídios voluntários, Portugal estava, no ano de referência, no 15.º lugar da UE, com 72 casos registados, um número abaixo dos 92 de 2014.

França (882), Alemanha (694) e Espanha (349) foram os que mais crimes deste tipo assinalados, estando o Luxemburgo (dois), Malta (cinco) e Chipre (nove) no extremo oposto da tabela.

O número de homicídios voluntários na UE apresentou, uma ligeira subida de 1% para 3.953 entre 2023 e 2024, registando-se uma quebra de 11% face aos 4.448 de 2014.


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As queixas de violência sexual reportadas na União Europeia (UE) atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Presidente norte-americano recomenda a iranianos que sejam "inteligentes"... O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os iranianos "precisam ser mais inteligentes e depressa", enquanto as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão estão completamente paralisadas há vários dias.

© Getty Images   Por  LUSA  29/04/2026 

"O Irão não se consegue organizar. Não sabem como chegar a um acordo" sobre a questão nuclear, afirmou o líder dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

A mesma publicação incluía uma fotomontagem do presidente norte-americano de óculos escuros, fato e gravata preta, segurando uma espingarda de assalto num cenário de guerra e com a legenda: "Chega de tentar ser bonzinho".

Os esforços para pôr fim à guerra no Médio Oriente estão hoje num impasse. Os Estados Unidos manifestaram ceticismo em relação a uma nova proposta de Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz, que está praticamente paralisado.

De acordo com um artigo do portal norte-americano Axios - divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA - a proposta iraniana visava reabrir o estreito de Ormuz e terminar a guerra, negociando a questão nuclear apenas numa fase posterior.

Entretanto, a questão nuclear continua a ser central para os Estados Unidos e para Israel, nomeadamente porque não querem que o Irão tenha armas nucleares.

Hoje, o Wall Street Journal divulgou, citando responsáveis norte-americanos, que o presidente Trump instruiu os seus conselheiros para se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irão.

De acordo com estas fontes, Donald Trump indicou, principalmente durante uma reunião de crise na segunda-feira, que queria continuar a pressionar a economia iraniana e as suas exportações de petróleo, bloqueando as suas infraestruturas portuárias.

O chefe de Estado dos EUA "acredita que as suas outras opções - retomar os bombardeamentos ou retirar-se do conflito - apresentavam mais riscos do que manter o bloqueio", disseram estas autoridades ao WSJ.

O conflito no Médio Oriente foi iniciado em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e dos Estados Unidos da América ao Irão, que retaliou sobre países vizinhos aliados de Washington e encerrou a navegação, nomeadamente de petroleiros, no estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. As negociações de paz entre as partes encontram-se atualmente paralisadas.


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As autoridades do Irão executaram 21 pessoas e detiveram mais de 4.000 por motivos políticos ou relacionados com a segurança nacional desde o início da guerra em 28 de fevereiro, denunciou hoje a ONU.

Duelo de elegância: Melania e Camilla brilham em jantar na Casa Branca... Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. O protocolo exigia vestidos formais e as duas fizeram jus ao dress code.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto  29/04/2026 

Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. 

Os reis britânicos, Carlos III e Camilla, recorde-se, estão a fazer uma visita oficial aos Estados Unidos da América de quatro dias e este encontro tem sido marcado por momentos importantes como o passado evento. 

O dress code era "white tie", o nível mais elevado e formal de vestuário e algo raro de acontecer na Casa Branca. A última vez foi durante a visita da rainha Isabel II aos EUA em 2007.

Os homens deveriam usar fraque preto, colete e gravata borboleta branca. Já às mulheres era exigido que escolhessem vestidos longos de noite, e os membros da realeza estariam autorizados a usar tiara. 

O look da rainha Camilla Parker Bowles 

A rainha usou um vestido de noite rosa, de mangas compridas, desenhado pela estilista Fiona Clare, com uma barra evasê e aplicações de pérolas brilhantes no corpete.

Camilla completou o look com uma carteira prateada, pulseiras da mesma cor e um colar de ametista e diamantes que não deixou ninguém indiferente. Esta peça foi um presente da ex-Duquesa de Kent à rainha Vitória e posteriormente passado para a Rainha Mary.

Carlos usou um fraque preto com colete e gravata borboleta branca, que combinou com uma faixa azul.

O look de Melania Trump

Conhecida por andar sempre elegante, Melania Trump fez jus ao seu bom gosto. A mulher do presidente americano brilhou com um vestido estruturado rosa claro da Dior Haute Couture. A peça tinha a cintura marcada e decote de um ombro só. A primeira-dama combinou o look com luvas de ópera off-white e brincos prateados. Trump usou um fraque preto com colete branco e gravata borboleta branca.

Carlos III usa o humor em discurso no Congresso

Antes do jantar de Estado, Carlos III discursou durante 20 minutos no Congresso onde fez várias piadas. 

O monarca brincou com a relação dos dois países, citou Oscar Wilde e deixou bem claro que não estava ali para reconquistar a América para a coroa britânica.  

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Ucrânia: 6.000 milhões do pacote de apoio de 90 mil milhões é para drones... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que seis dos 90 mil milhões de euros emprestados à Ucrânia se destinam a comprar drones.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"O primeiro pacote de defesa incidirá sobre drones provenientes e destinados à Ucrânia, num valor de cerca de seis mil milhões de euros", disse Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Depois do financiamento de 90 mil milhões ter sido desbloqueado, Von der Leyen referiu que a primeira metade, 45 mil milhões euros, será desembolsada este trimestre, dois terços dos quais se destinam à defesa ucraniana.

"Enquanto a Rússia duplica a sua agressão, a Europa duplica o apoio à Ucrânia", salientou.

A UE deu o aval ao empréstimo à Ucrânia após a Hungria ter levantado um veto de dois meses, imposto pelo antigo primeiro-ministro eurocético e nacionalista Viktor Orbán ter sido derrotado nas urnas, no dia 12.