quarta-feira, 30 de maio de 2018

TABAGISMO - A dependência ao tabaco é, também, “um problema mental”

Nunca é demais alertar para os perigos a que se associa o tabagismo. O Dia Mundial Sem Tabaco, que se celebra a 31 de maio serve para isso mesmo.


O tabaco é a maior epidemia do século XX, dia a Organização Mundial de Saúde, que prevê que o problema continue a ocupar o pódio da gravidade no século XXI.

O vício e produto em si é alvo de inúmeros estudos e a própria população geral reconhece as graves doenças consequentes ao consumo de tabaco – seja em consumo direto ou de forma passiva. Mas a par das doenças cardíacas, problemas respiratórios ou risco de diabetes de tipo 2, há muitos outros problemas associados, nomeadamente problemas mentais, em que se foca Tânia Silva, psiquiatra da Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra.

Para a especialista, “o consumo excessivo e adicto” do tabaco deve ser considerado “uma doença mental crónica de difícil tratamento. Prova disto é o reduzido valor de fumadores inquiridos que não pensam em deixar de fumar – apenas 30%. Dos 70% que já tentaram deixar de fumar em algum momento, só 3% fê-lo sem ajuda médica, um valor que reflete a grande dependência deste produto.

A vulnerabilidade a que se associa a fase em que a grande maioria dos fumadores inicia esta prática é um aspeto de grande relevância que segundo Tânia Silva obriga a um maior alerta principalmente aos jovens, já que é entre os 13 e os 15 anos que muitos experimentam o seu primeiro cigarro. Destes, 32% mantém o consumo que leva ao posterior vício.

Por outro lado, a altura mais ‘fácil’ para incentivar ao abandono do vício é quando a mulher engravida, e fica mais sensível aos efeitos nocivos do tabaco para o se próprio organismo e o do bebé. Mas “deixar de fumar nem sempre é fácil” refere a especialista, que aponta os casos em que “o tabagismo está relacionado com alguma patologia psiquiátrica”. Destes casos, são mais evidentes os dos doentes com esquizofrenia ou afetação bipolar, onde a dependência ao tabaco é ainda maior, “o que justifica a elevada prevalência de fumadores neste grupo”, conclui a psiquiatra que não deixa de referir que “estudos recentes defendem que a cessação tabágica pode até melhorar sintomas psiquiátricos, particularmente quando integrada num plano de tratamento da doença mental”.

NAOM

ONG - Guerra, pobreza e discriminação ameaçam 1,2 mil milhões de crianças

Mais de 1,2 mil milhões de crianças estão ameaçadas por guerras, pobreza extrema e discriminação de género, lamenta a organização não-governamental Save the Children, num relatório hoje divulgado.


A organização não-governamental (ONG) indica no relatório "Os Muitos Rostos da Exclusão" que dez países de África Central e Ocidental fecham a classificação de 175 países, em função de ameaças sobre crianças em educação, saúde, nutrição e violência.

Níger é o país em 175.º de uma classificação que têm Singapura e Eslovénia no topo, à frente de Noruega, Suécia e Finlândia.

Save the Children sublinhou que, "apesar do poder económico, militar e tecnológico", os Estados Unidos (36.º), a Rússia (37.º) e a China (40.º) posicionam-se depois de todos os países da Europa na classificação.

"O facto é que os países com níveis semelhantes de rendimento apresentam resultados tão diferentes mostram que o compromisso político e o investimento fazem uma diferença crucial", disse a diretora executiva de Save the Children, Helle Thorning-Schmidt.

No total, mais de mil milhões de crianças vivem em países confrontados com pobreza extrema e 240 milhões estão em ambientes de guerra.

Save the Children referiu ainda que 575 milhões de meninas vivem em sociedades "onde os preconceitos sexistas são um problema grave".

A organização não-governamental observou que as ameaças por guerras, pobreza extrema e discriminação são reais e comuns em 20 países, entre os quais o Afeganistão, a Somália, o Iémen e o Sudão do Sul.

As zonas de conflito concentram dificuldades: trabalho infantil e casamentos forçados e, o mais importante para a ONG, com o ensino primário universal quase ausente.

A ONG pede aos Governos de todo o mundo para "ações urgentes", pois "sem isso as promessas feitas por todos os países à ONU, em 2015, para permitir que todas as crianças vivam, aprendam e sejam protegidas, não serão mantidas".

Por Lusa

RAMADÃO - Guterres vai jejuar em solidariedade para com muçulmanos de todo o mundo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, que iniciou na terça-feira uma visita ao Mali, anunciou que irá jejuar hoje, ao 14.º dia do mês do Ramadão, num gesto de solidariedade para com todos os muçulmanos do mundo.


"O Ramadão [mês sagrado dos muçulmanos] é uma época de paz e de reflexão. Em solidariedade com os muçulmanos de todo o mundo, junto-me hoje a todos e a todas que vão jejuar hoje aqui, no Mali. Ramadão Mubarak [Abençoado]", escreveu Guterres, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

Durante o dia de hoje, o secretário-geral da ONU não poderá comer ou beber desde que o sol nasce até que o sol se põe. Só depois do pôr do sol é que poderá fazer uma interrupção do jejum e consumir alimentos ou bebidas.

Guterres chegou na terça-feira a Bamako, capital do Mali, país de maioria muçulmana e que nos últimos anos tem enfrentado vários grupos extremistas islâmicos, para prestar homenagem aos soldados das missões de paz da ONU, conhecidos como 'capacetes azuis', por ocasião do Dia Internacional dos Soldados da Paz e dos 70 anos de existência destas operações.

Le Ramadan est une saison de paix et de réflexion. En solidarité avec les Musulmans partout dans le monde, je me joins aujourd'hui à celles et ceux qui jeûnent ici, au Mali. Ramadan Moubarak.

No Mali está a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (Minusma, na sigla em inglês), considerada a mais perigosa das atuais operações da organização.

Durante o dia de hoje, Guterres vai visitar a cidade de Mopti e reunir-se com o comando da "Força G5", que integra cinco países da região do Sahel.

Tem ainda prevista uma conferência de imprensa em Bamako e um encontro com o Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keïta, com quem irá interromper o jejum ao final do dia durante um evento oficial.

Destacada em 2013, a Minusma, que integra cerca de 12.500 militares e polícias, é, atualmente, a missão de paz da ONU com mais baixas.

Entre março e abril de 2012, o norte do Mali caiu nas mãos de grupos extremistas com ligações à rede terrorista Al-Qaida.

A progressão no terreno destes grupos extremistas tem sido travada por uma operação militar internacional que foi lançada em janeiro de 2013, por iniciativa de França.

Existem áreas inteiras do país que ainda estão fora do alcance das forças do Mali, das tropas francesas e da Minusma, que são regularmente alvo de ataques.

Estes ataques têm ocorrido mesmo depois da assinatura em maio e junho de 2015 de um acordo de paz, destinado a isolar definitivamente os extremistas.

Desde 2015, os ataques alastraram-se para o centro e o sul do Mali, mas também para países vizinhos, nomeadamente Burkina Faso e Níger.

NAOM

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Fatos Desconhecidos

Por que diminuímos de tamanho quando envelhecemos?

DGVTT QUER CONTINUAR COM A EMISSÃO DOS CREDENCIAS AOS TRANSPORTES DE CASTANHA DE CAJU

O director geral de viação e transportes terrestre (DGVTT) Bamba Banjai exortou esta terça-feira (29 de maio) diferentes entidades do país no sentido de respeitarem as leis da República

A chamada de atenção foi feita a margem da reunião do conselho nacional de viação, onde questiona a legalidade de emissão de credencias de circulação dos carros para transporte de castanha por parte de polícia trânsito e o destino dos fundos cobrados para o efeito.

“ Fomos mandatados por um despacho que nos autoriza a emitir credenciais aos transportes de castanha de caju. Na semana passada surgiu um outro despacho que nos desautoriza a não emitir nenhuma credencial, mas até hoje, credenciais estão a ser emitidas e o dinheiro não entra na conta do estado”, denuncia.

Este responsável fala ainda da violação das directivas da UEMOA sobre a distância dos postos de controlo nos países membros.

«Própria directiva da UEMOA determina que postos de controlo tem de ser 100 à 100 quilómetros mas de Bissau até Gabu, existem 34 postos de controlo de polícia de trânsito, de Bissau à Cacheu 18 postos também de polícia de trânsito 24/24 horas. Queremos deixar claro que a direcção-geral de viação e transportes terrestre é o legislador e a polícia trânsito é o fiscalizador», explica o responsável máximo de viação       

A reunião analisou entre outros assuntos, a circulação rodoviária durante campanha de caju 2018.

Por: Nautaran Marcos Có/ Amadu Uri Djaló
radiosolmansi.net

“ESTADO NÃO CONSEGUE GARANTIR JUSTIÇA E SEGURANÇA AO POVO” – DIZ MINISTRO DA JUSTIÇA


O Ministro da Justiça guineense disse, esta terça-feira (29), que Estado guineense não tem conseguido cumprir com a sua missão de garantir a justiça e segurança em todo o território nacional e em particular nas zonas rurais

O titular da pasta de Justiça falava no acto da abertura do seminário sobre a “Justiça Restaurativa e Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos”.

De acordo com Iaia Djalo o actual sistema de justiça formal é custoso, lento e com problemas de gestão e administração como também é visto por muitos como veiculo para atender “apenas as necessidades dos mais poderosos”.

“De facto, o Estado não tem conseguido cumprir com a sua missão de garantir a justiça e segurança em todo o território nacional, com particular foco nas zonas rurais e especialmente para mulheres e jovens”, enfatiza.

“O actual sistema de justiça formal por um lado, é custoso, lento e com problemas de gestão e administração, e por outro lado, ainda é amplamente desacreditado pelo público e visto por muitos como veiculo para atender apenas os necessidades dos mais poderosos”, sustenta.

Janet Murdock, em representação do representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considera que a Guiné-Bissau continua ainda diversas fragilidades no sistema judiciário que não permitem garantir uma prestação de serviços de qualidade à população.

“Assim, e para superar as deficiências do sistema de justiça formal, uma grande parte da população tende a recorrer à justiça tradicional para solucionar os seus conflitos do quotidiano”, admite.

Para, o juiz Desembargador de Moçambique, Dario Ossumane, os meios alterativos de resoluções de conflitos são fontes “muito importantes” e fazem tornar a justiça mais efectiva na qual é futuro na tendência africana e mundial.

O encontro de dois dias tem como objecto sensibilizar diferentes actores nacionais sobre os mecanismos, alternativos de resolução de conflitos e a justiça restaurativa, aprofundar o conhecimento das diferentes formas de resolução de litígios utilizados no país.

Os participantes debatem entre outros temas a mediação como estratégia de resolução de conflitos nas comunidades multiétnicas e a introdução da mediação no processo penal na Guiné-Bissau.

O encontro é organizado pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos com apoio técnico e financeiro do PNUD, do UNICEF e da faculdade de Direito de Bissau e conta com participação da delegação do Brasil e Moçambique.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi
Imagem: Marcelino Iambi
radiosolmansi.net

Representante do FMI na Guiné-Bissau denuncia má gestão e corrupção em duas empresas estatais

O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Guiné-Bissau, Óscar Melhado, denunciou a existência de práticas de má gestão e corrupção em duas empresas estatais guineenses e pediu ao novo primeiro-ministro a tomada de medidas.


Óscar Melhado está a ser citado hoje pelas rádios de Bissau, através das declarações que proferiu na terça-feira, perante alunos de uma universidade, durante a divulgação de políticas macroeconómicas de países subsarianas.

Falando da situação da Guiné-Bissau, o representante do FMI considerou que existem sinais de má gestão nas empresas de eletricidade e águas (EAGB) e na autoridade reguladora nacional das telecomunicações (ARN).

"O problema da EAGB prende-se com a gestão e governabilidade da empresa, com muita corrupção e não sou eu que o digo, é o resultado de uma auditoria que determinou muitas irregularidades naquela empresa", declarou Óscar Melhado.

Disse, no entanto, que como o próprio primeiro-ministro Aristides Gomes defende, a solução para EAGB, que não consegue dar energia e água canalizada a população de Bissau de forma regular, é proceder a reformas profundas na empresa.

Um relatório do Tribunal de Contas divulgado em março apontava para "graves irregularidades na gestão" de várias empresas e instituições públicas guineenses, entre as quais a ARN e a Empresa de Eletricidade e águas da Guiné-Bissau (EAGB).

Óscar Melhado afirmou estar na posse de informações que indicam que mais de cinco mil milhões de francos CFA não dão entrada na tesouraria da autoridade reguladora das telecomunicações.

"Por cada antena de receção de internet pagamos à ARN três milhões, mas esse dinheiro não entra na tesouraria. São aproximadamente cinco mil milhões de francos CFA (cerca de sete milhões de euros", observou Melhado.

O representante do FMI na Guiné-Bissau disse ter sugerido ao novo primeiro-ministro que controle esse dinheiro que, sublinhou, podia ser aplicado para construção de escolas.

Fonte da ARN disse à Lusa que não comenta as declarações de Óscar Melhado por desconhecer o contexto em que foram produzidas e nem em que bases, mas garante que "nem em dois anos de atividades consegue" arrecadar os valores "supostamente avançados" pelo representante do FMI.

A Lusa tentou contactar a direção da EAGB, mas não teve sucesso.

MB // MSF

Lusa/Fim

José Mário Vaz - Audiência com o recém nomeado Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau - Sr. José Viegas Filho.





José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau


Não poder mentir!



Fodé Djafuno‎União entre Guineenses

O namoro cristão, aceitas namoro assim??


Royal Family

José Mário Vaz - Audiência com o Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS).







José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau




A GUINÉ BISSAU TEM CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DOS CARTÕES ELEITORAIS. PORQUE RAZÃO O PAIGC INSISTE NA IMPRESSÃO DO CARTÃO DO ELEITOR NO ESTRANGEIRO- BRASIL?

O MALABARISMO E AS MANOBRAS DE FALCATRUAS EM TORNO DISTO, PODERÁ TER O APOIO SE CALHAR DA COMUNIDADE INTERNACIONAL.

O porquê de tanta insistência para que os cartões sejam feitos no Brasil???  Será que a Guiné Bissau não tem capacidade de fazer os mesmos aqui???   Toda esta aflição e insistência em torno do brasil e dos cartões para quê???

PAIGC esta consciente de uma coisa:

Esta fragilizado, estão na rutura, não estão em condições para as eleições em Novembro, o paigc não tem base no interior do país e com a gigantesca quebra interna, eles sabem que poderá ser o fim do paigc.

A falsificação desses cartões do eleitor, seria mais fácil falsifica-los no estrangeiro e neste caso no Brasil, do que se forem produzidas aqui em Bissau.

Estas eleições prometem ser renhidas mas entre o PRS e o APU-PDGB, porque o paigc esta em risco de não participar devido a situação dos tribunais.

Tendo em contas estes pequenos aspetos, fazem o tudo por tudo a fim de desinformar a opinião publica coisas que não são o mais correto e verdadeiro a fim de  se adiar ou alterar a data das eleições.

Os cartões têm que ser imprimidos aqui em Bissau porque se forem imprimidos fora, serão falsificados e aí então o poder voltaria de novo para o DSP de uma forma irregular.
   
Caso o poder volte para ele, que seja de uma forma correta, honesta e verdadeira…, mas não com o apoio da comunidade internacional a fim de servirem dos seus interesses escuros e sim do POVO.  E QUE VENÇA QUEM O POVO CONFIAR O SEU VOTO.

Obs-  Caso o PAIGC ganhe as eleições, existem ou não intenções de nomear o Zamora Induta como Chefe do estado Maior???  O que seria um desastre para a Guiné Bissau.

Fonte: dokainternacionaldenunciante

Ministério Público pediu a demissão de 20 políticos e gestores desde 2012

O pedido de afastamento de titulares de cargos público, entre políticos e gestores, nos últimos seis anos teve como justificação incompatibilidades.


O pedido de afastamento de titulares de cargos público, entre políticos e gestores, nos últimos seis anos teve como justificação incompatibilidades.

Nos últimos seis anos, o Ministério Público (MP) pediu o afastamento de 20 detentores de cargos públicos, entre políticos e gestores públicos, avança o Correio da Manhã (acesso pago), acrescentando que esses pedidos tiveram como base a existência de incompatibilidades.

De acordo com o diário, do total de 20 pedidos de afastamento que o MP terá feito ao Tribunal Constitucional (TC), oito terão sido validados pelo coletivo de juízes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o MP propôs nos últimos seis anos 75 ações de perda de mandato, inibição ou demissão de governantes ou gestores públicos, adianta ainda o Correio da Manhã.

Em causa estavam incompatibilidades identificadas entre as funções que estes detentores de cargos públicos desempenhavam e os dados que declararam junto do TC.

Estes números são conhecidos numa altura em que o MP está a analisar os casos do ministro Siza Vieira e do secretário de Estado do Desporto João Paulo Rebelo, por terem acumulado cargos em empresas com funções no Governo. Entretanto, o Governo decidiu criar uma espécie de guia para futuros ministros e secretários de Estado, indicando todas as obrigações e entidades a quem têm de prestar informação ao entrar no Executivo.

sapo.pt/noticias

Top GB Internacional apresenta "Miss Bissau 2018" - inscrição aberta até 24 Junho de 2018


Bissau Online

Exigida a extradição de Yahya Jammeh

Várias organizações humanitárias internacionais exigem que antigo líder da Gâmbia seja julgado em Accra, no Ghana. 

Ghanês exige extradição de Yahya Jammeh

Antigo Presidente da Gâmbia acusado
de ter ordenado o fuzilamento de ghanenses.
A insistente denúncia de um cidadão ghanês da morte de 55 compatriotas, acusados há 30 anos pelo então Presidente Yahya Jammeh de terem participado numa tentativa de golpe de Estado para o derrubar, mobilizou diferentes organizações humanitárias internacionais que lançaram uma campanha internacional de apoio a essa iniciativa.

Martin Kyere, assim se chama o ghanês que busca na justiça conforto para os familiares dos seus 55 compatriotas, testemunhou pessoalmente tudo o que se passou há 30 anos, tendo numa entrevista à BBC dito que só escapou porque foi protegido por missionários católicos que o acolheram.

De regresso ao Ghana, após ter vivido 22 anos na Gâmbia debaixo daquilo que descreve como um “teatro de terror”, Martin Kyere encetou esforços para levar Yahya Jammeh à justiça.

Para isso criou uma associação com outros 56 sobreviventes (na maioria nigerianos e ghaneses) da chacina ocorrida na Gâmbia no fatídico dia 22 de Julho de 2005, data em que Yahya Jammeh ordenou o fuzilamento de centenas de pessoas que ele disse estarem envolvidas numa tentativa de golpe de Estado para o derrubar.

Campanha internacional

Esta semana, as organizações Human Rights Watch (HRW) e Trial International confirmaram tudo o que Martin Kyere havia dito e acusaram formalmente em Banjul, o antigo Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, de ter mandado assassinar, em 2005, mais de 50 imigrantes oriundos de países da África Ocidental, maioritariamente do Ghana e da Nigéria.

Em comunicado conjunto, as duas organizações pedem que Yahya Jammeh, actualmente exilado na Guiné Equatorial, seja extraditado para o Ghana, onde deverá ser julgado.

Ambas as organizações fundamentam as suas acusações em entrevistas a mais de três dezenas de funcionários gambianos, onze deles directamente envolvidos no incidente, e a de um sobrevivente, Martin Kyere, que esteve na base da investigação internacional do caso.

Um grupo de imigrantes, entre eles 44 ghaneses, vários nigerianos, senegaleses, marfinenses e togoleses foram detidos numa praia de Banjul, quando tentavam chegar à Europa.

Os detidos foram considerados suspeitos de serem mercenários, que tinham por missão derrubar o Governo de Jammeh.

Este, chegou ao poder através de um golpe de Estado em 1994, e foi derrotado nas eleições presidenciais de Dezembro de 2016.

Como resultado da forte pressão interna e externa, Jammeh foi forçado a exilar-se na Guiné Equatorial.

Um assessor de uma destas duas organizações, refere que os imigrantes da África Ocidental não foram assassinados por pessoas de forma isolada, mas sim por um esquadrão da morte paramilitar que recebia ordens directamente do Presidente Yahya Jammeh.

“Os subordinados de Jammeh destruíram depois as provas para impedir que os investigadores internacionais conhecessem a verdade”, acrescentou.

Um relatório da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e das Nações Unidas concluiu, em 2009, que as mortes e desaparecimentos foram da responsabilidade de membros corruptos das forças de segurança gambianas, embora sem provas credíveis de que receberiam ordens superiores, realçase no comunicado conjunto da HRW e da Trial.

“As novas provas, porém, deixam claro que esses responsáveis pertencem à unidade paramilitar de Jammeh”, lêse no recente comunicado das duas organizações não governamentais de defesa e promoção dos Direitos Humanos.

A HRW e a Trial, bem como várias organizações de direitos humanos do Ghana, pediram ao novo Governo gambiano, liderado pelo Presidente Adama Barrow, que investigue as novas provas, de forma que o processo permita extraditar Jammeh para Acra onde, defendem, deve ser julgado.

A HRW e a Trial, bem como várias organizações de direitos humanos, pediram ao novo Governo gambiano que investigue as novas provas, de forma que o processo permita extraditar Jammeh para Acra, onde deve ser julgado.

jornal-de-angola

Immigrants in EU this afternoon practicing for the citizenship


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Samanyanga Nyandoro Vegandagobvu

A cidade Whittier, no Alasca, tem apenas 217 habitantes e todos eles vivem em um único prédio de 14 andares. Dentro dele, existem: igrejas, escolas, hospitais e mercados.


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