© Reuters Por LUSA 29/07/2026
Esta região banhada pelo Mar Negro tem sido das mais afetadas pelos ataques ucranianos.
"Krasnodar é um dos principais produtores agrícolas da Rússia. Por isso, temos de proteger as instalações diretamente ligadas à segurança alimentar do país. (...) Mas as empresas também devem preocupar-se em proteger os seus negócios", anunciaram os representantes governamentais da região após uma reunião do conselho de governo.
Desta forma, os responsáveis pela administração da região consideram que a melhor solução face aos ataques ucranianos é criar grupos móveis de resposta antiaérea compostos por funcionários de empresas locais.
"Assinarão um contrato com o Ministério da Defesa russo, mas será garantido que não serão enviados para a zona da operação militar especial [frente de guerra na Ucrânia], mas que permanecerão para proteger as empresas onde trabalham", explicaram as autoridades.
Além disso, cada indivíduo irá receber 50.000 rublos por mês (cerca de 551 euros ao câmbio atual) da administração regional, embora não tenha sido especificado se este salário se soma ao que recebe da empresa na qual trabalha.
"A vitória é importante para todos e cada um deve refletir sobre o que fez pessoalmente para a alcançar o mais rapidamente possível", acrescentou o chefe regional do Serviço Federal de Segurança (FSB), Leonid Mijailiuk.
No final de maio, o jornal russo RBC informou que as empresas russas poderiam, a partir de agora, adquirir armas de grande calibre para se defenderem de ataques com drones.
Assim, as empresas poderão adquirir artilharia antiaérea, torres de artilharia, sistemas de radar, veículos especiais e sistemas de guerra eletrónica.
As autoridades esperam que as novas regulamentações adotadas a nível estatal permitam um fornecimento mais rápido de armas e equipamentos aos grupos responsáveis pela defesa móvel, compostos por reservistas, voluntários e funcionários do setor privado, com o objetivo de proteger as infraestruturas russas.
Para além do setor energético, os ataques ucranianos têm atingido nas últimas semanas o mercado logístico russo, em particular a empresa de comércio eletrónico Wildberries, conhecida como a "Amazon russa".
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".


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