© Fadhel MADHAN / AFP via Getty Images LUSA 09/09/2026
"A milícia lançou vários mísseis balísticos e drones em direção às cidades de Khamis Mushait, Abha e Jazan", referiu o porta-voz da coligação, Turki al-Maliki, numa mensagem publicada no X, sem mencionar vítimas.
Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, reportaram hoje, por sua vez, mais de 50 ataques sauditas em várias regiões do país, um dia depois de uma ofensiva de grande envergadura contra a Arábia Saudita que fez dezenas de feridos.
Esta nova escalada acontece numa altura em que o conflito no Iémen, que começou em 2014, mas contido por uma trégua desde 2022, foi retomado nas últimas semanas, tendo como pano de fundo a guerra no Médio Oriente.
"Nas últimas 12 horas, a aviação saudita realizou 54 ataques aéreos e teve como alvo as províncias de Al-Jawf, Marib, Taiz, Hodeida e Saada", declarou o porta-voz dos rebeldes, Yahya Saree.
Riade não comentou de imediato esta informação, mas tinha reafirmado na terça-feira o seu "direito legítimo de tomar todas as medidas necessárias para defender a sua soberania", após os ataques sofridos pelo reino.
Segundo o Instituto Institute for the Study of War, a cidade portuária de Hodeida, controlada pelos houthis, poderá ser o "objetivo final" das forças governamentais iemenitas, apoiadas por uma coligação liderada pela Arábia Saudita.
A cidade é "crucial para o envio de bens civis e militares aos houthis, e a sua perda representaria um revés significativo", acrescentou o instituto.
No dia anterior, segundo as autoridades do reino, 73 pessoas ficaram feridas na Arábia Saudita após uma onda de ataques houthis, e várias instalações petrolíferas tiveram de ser temporariamente paralisadas.
Uma guerra opôs os houthis às forças pró-governamentais, apoiadas por Riade, entre 2014 e 2022, deixando centenas de milhares de mortos e mergulhando o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.
As hostilidades foram retomadas em julho, quando os rebeldes desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita ao autorizarem a aterragem de um avião iraniano no Iémen.
O governo reconhecido pela comunidade internacional reagiu atacando o aeroporto, uma ação que os rebeldes atribuem ao seu aliado saudita.
Desde então, os houthis têm intensificado os ataques contra instalações militares e áreas controladas pelas forças pró-governamentais.
Na semana passada, lançaram uma grande ofensiva visando avançar em direção às zonas próximas do estratégico estreito de Bab el-Mandeb.
Esta passagem, que liga a Ásia à Europa através do mar Vermelho e do canal do Suez, ganhou importância desde o início da guerra no Médio Oriente, com o bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz, do outro lado da península.
Desde o início da ofensiva dos houthis , na quinta-feira, os combates fizeram mais de 500 mortos no Iémen, na sua maioria combatentes de ambos os lados, segundo um levantamento da agência France-Presse (AFP).
Os rebeldes anunciaram também um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e atacaram os seus navios-tanque, bem como infraestruturas no seu território, incluindo uma refinaria.

Sem comentários:
Enviar um comentário