Por RTP com Lusa 18/09/2026
O presidente da Câmara de Kiev afirma que a capital ucraniana está sob um intenso ataque russo de mísseis de cruzeiro e drones. Testemunhas relatam ter ouvido várias explosões nos céus da cidade.
A informação surge numa altura em que a Rússia confirma que uma torre de arrefecimento de uma unidade de uma central nuclear, em Kursk, foi “atingida por um drone” durante a madrugada de quinta-feira.
A Agência Internacional de Energia Atómica foi informada deste ataque, indicando que a unidade do reator “estava em funcionamento” no momento em que foi atingida. Na nota partilhada nas redes sociais, o diretor da agência da ONU, Rafael Grossi, afirma que os ataques a instalações nucleares "são inaceitáveis".
Nem a Rússia nem a Ucrânia comentaram ainda as informações fornecidas pela agência da ONU.
Em julho, o governador da região de Kursk acusou a Ucrânia de atingir uma torre de refrigeração na central nuclear de Kursk II, que está em construção junto à unidade original, erguida na década de 1970.
Em 2024, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou Kiev de planear um ataque à central e, no ano seguinte, um drone ucraniano iniciou um incêndio nas imediações das instalações, mas não foi detetado qualquer nível anormal de radioatividade.
As centrais nucleares têm sido um dos motivos de preocupação associada à invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
A AIEA alerta regularmente para o risco de uma catástrofe, sobretudo nas centrais de Zaporijia, a maior da Europa e que se encontra sob ocupação russa no sul da Ucrânia, e de Chernobyl, a norte de Kiev, onde a estrutura erguida para confinar os depósitos radioativos libertados pelo desastre nuclear, ocorrido em 1986, foi atingida por um drone russo.
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A Ucrânia instou hoje a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das eleições parlamentares realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de russificação forçada na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.
As eleições, realizadas na Rússia entre hoje e 20 de setembro, são "uma farsa da potência ocupante, que nada tem a ver com eleições democráticas", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia em comunicado.
A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus "resultados sem sentido", acrescentou o ministério, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson...

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