domingo, 26 de abril de 2026

Estados Unidos: "Choque" e "condenação". Líderes mundiais reagem ao ataque nos EUA... Após o ataque no hotel onde decorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca - e no qual se encontrava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump -, líderes mundiais expressaram a sua condenação. Eis o que já foi dito.

© Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa  26/04/2026 

As reações ao tiroteio no hotel em Washington DC onde Donald Trump se encontrava a participar no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca não se fizeram esperar - e chegaram de muitos continentes. A condenação é em uníssono. 

António José Seguro deixou, ao final da manhã deste domingo, dia 26 de abril, uma mensagem na página da Presidência da República onde condena o ataque nos Estados Unidos e manifesta solidariedade com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump: "A violência não tem lugar em democracia. Qualquer ataque contra as instituições democráticas ou a liberdade de imprensa merece forte condenação".

Anteriormente, Luís Montenegro tinha publicado na rede social X uma mensagem onde condenou, este domingo, "veementemente a tentativa de ataque" contra o presidente dos Estados Unidos.

"A democracia e quem a defende não podem tolerar ou transigir com violência política", escreveu o primeiro-ministro.

Outra das reações veio do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que disse ter ficado chocado com a "tentativa de assassínio" de Trump, manifestando-se aliviado pelo facto de o presidente e aliado na guerra contra o Irão estar são e salvo.

A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, disse ter ficado aliviada por saber que Trump e todos os participantes estavam bem: "A violência não tem lugar na política, em circunstância alguma", afirmou nas redes sociais.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o incidente como "profundamente preocupante" e também rejeitou a violência política, tal como a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

Por sua vez, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas afirmou que "a violência política não tem lugar numa democracia" e que "um evento destinado a homenagear a liberdade de imprensa nunca deveria tornar-se um cenário de medo".

Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou-se "chocado com as cenas no jantar" em Washington e disse que "qualquer ataque contra as instituições democráticas ou contra a liberdade de imprensa deve ser condenado com a maior firmeza".

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o incidente inaceitável: "A violência nunca tem lugar em democracia", assinalou, manifestando a Trump "todo o apoio".

Mais expressiva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou "plena solidariedade e a mais sincera proximidade" a Trump e a todos os presentes na gala em Washington.

Advertiu que "nenhum ódio político" deve ter lugar nas democracias e que não será permitido que "o fanatismo envenene os lugares de livre debate e de informação". Meloni apelou ainda para a defesa da "civilização do diálogo" como um "dique intransponível contra qualquer deriva intolerante".

O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou o incidente e afirmou que as decisões políticas são tomadas "por maioria, não pela força das armas".

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou respeito por Trump e também considerou que "a violência nunca deve ser o caminho a seguir".

Também o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que "a violência não tem lugar numa democracia e deve ser condenada de forma inequívoca".

O líder canadiano, Mark Carney, aludiu a um "evento inquietante" e considerou igualmente que "a violência não tem lugar em nenhuma democracia".

O homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem liderado os esforços de negociações de paz na guerra do Irão, declarou-se "profundamente chocado" com o "tiroteio inquietante".

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o que descreveu como o ataque contra Trump e defendeu que "a humanidade só progredirá através da democracia, da coexistência e da paz".

Segundo as autoridades, o suspeito forçou um ponto de controlo de segurança no átrio do hotel, junto ao salão onde decorria o evento, por volta das 20h36 locais (01h36 em Lisboa). 

O presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados do salão do hotel de Washington onde se realizava o jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca após terem sido ouvidos disparos fora da sala.

Os secretários de Estado, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, ou da Defesa, Pete Hegseth, foram alguns dos membros da administração também retirados.

O suspeito foi detido e deverá comparecer na segunda-feira perante um juiz.

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