© Reuters Por LUSA 02/08/2026
Segundo um comunicado, Al Zaidi manteve uma reunião na noite de sábado em Bagdad com os seus principais assessores de segurança, na qual "exigiu prevenir qualquer transgressão ou ameaça proveniente do território iraquiano contra os países vizinhos".
Al Zaidi também "pediu a criação de um comité de segurança conjunto para enfrentar esses desafios e ordenou o desenvolvimento de mecanismos dissuasivos para evitar a repetição de tais casos ou qualquer possível violação", refere o comunicado.
O encontro ocorreu depois de a Jordânia e a Síria terem advertido Bagdad de que responderiam a qualquer agressão a partir do Iraque por parte de milícias iraquianas alinhadas com o Irão no contexto da guerra entre os Estados Unidos e a República Islâmica, informaram meios árabes, citando fontes não identificadas.
As advertências ocorrem poucos dias depois dos bombardeamentos conjuntos da semana passada dos EUA e da Arábia Saudita contra posições das forças iraquianas pró-Irão, as Forças de Mobilização Popular (FMP), no leste do Iraque, dos quais resultou a morte de 20 membros das milícias.
As FMP, uma amálgama maioritariamente formada por grupos xiitas - embora também sunitas e de outros grupos minoritários - iraquianos integrados nas forças de segurança do Iraque, foram acusadas por Washington e Riade, bem como por vários outros vizinhos do Iraque, de lançar ataques com drones e foguetes contra os seus interesses em apoio ao Irão.
Al Zaidi ordenou na reunião com os seus assessores de segurança que estes "façam cumprir a lei, reforcem a segurança e a estabilidade e assumam as suas responsabilidades na proteção da soberania e das boas relações de vizinhança", segundo o comunicado.
"Foi reafirmado também que as Forças Armadas estão dispostas a frustrar qualquer tentativa de atacar os países vizinhos, e o seu firme compromisso de não permitir que o território iraquiano seja utilizado como plataforma de lançamento ou via de passagem para a agressão contra países irmãos e amigos", conclui o comunicado.

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