© Lusa 24/04/2026
"Vamos tomar medidas de retaliação. Serão duras", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, que não concretizou as ameaças, indicando apenas que "serão desenvolvidas e implementadas" de acordo com os interesses de Moscovo, segundo citou a agência de notícias Interfax.
A porta-voz disse que Moscovo "condena veementemente quaisquer medidas unilaterais ilegítimas e coercivas" e que "cada vez mais países partilham e apoiam esta posição".
Maria Zakharova criticou também o mais recente pacote de sanções da UE como uma "ameaça à segurança alimentar", além de prejudicar a segurança energética.
"Os mesmos países que defendem com mais veemência a segurança alimentar estão a tomar medidas para minar a segurança alimentar a nível global", afirmou ainda.
A UE aprovou na quinta-feira, durante uma cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo do bloco em Chipre, um novo pacote de sanções contra a Rússia, além de um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, após o levantamento dos vetos húngaro e eslovaco que estavam a atrasar estas medidas.
O 20.º pacote de sanções inclui a proibição de serviços marítimos para os petroleiros da Rússia e restrições a mais empresas energéticas e bancos russos, bem como medidas para impedir a entrada de produtos sensíveis no país.
A Comissão Europeia propôs originalmente estas medidas restritivas em 06 de fevereiro, com o objetivo de chegar a um acordo entre os 27 antes do quarto aniversário da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
Responsáveis ??das instituições comunitárias deslocaram-se a Kiev por essa ocasião, mas o anúncio do novo apoio europeu à Ucrânia e da atualização das sanções contra a Rússia teve de ser adiado devido aos vetos de Budapeste e Bratislava.
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