Por Radio TV Bantaba
A crise instalada na Polícia Judiciária da Guiné-Bissau ganhou novo peso político depois de o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, ter chamado para a mesa do Governo os principais intervenientes do processo, numa tentativa de travar o agravamento do boicote laboral que afecta a instituição.
A reunião realizou-se após a publicação da notícia sobre o boicote dos elementos da Polícia Judiciária, divulgada pela Rádio TV Bantaba, e juntou o chefe do Governo, o ministro da Justiça, a ministra da Função Pública, o director da Polícia Judiciária e representantes das diferentes categorias profissionais da instituição.
Segundo informações chegadas à nossa redacção, participaram no encontro dois Inspectores Superiores, dois Inspectores Coordenadores, dois Subinspectores e representantes dos novos Agentes de Investigação Criminal, recentemente empossados.
No centro da reunião estiveram as reivindicações que levaram os funcionários da PJ a avançar com o boicote laboral: a falta de pagamento das categorias correspondentes aos quadros recentemente promovidos, o não enquadramento dos novos agentes e a persistente falta de meios de trabalho.
Durante o encontro, o Primeiro-Ministro terá dado orientações claras para que os ministérios competentes e a direcção da Polícia Judiciária trabalhem no sentido de encontrar uma solução para o impasse.
A intervenção directa do chefe do Governo surge num momento delicado para a instituição, considerada essencial na investigação criminal, no combate à criminalidade organizada e na defesa do Estado de direito.
Na sequência da reunião e das orientações transmitidas pelo Primeiro-Ministro, há expectativa de que o boicote laboral possa ser levantado a partir de amanhã ou no mais curto espaço de tempo possível, permitindo a retoma gradual da normalidade no funcionamento da Polícia Judiciária.
Os funcionários aguardam agora por medidas concretas, prazos claros e decisões administrativas capazes de dar resposta às reivindicações apresentadas.

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