Por LUSA 10/03/2026
"As forças norte-americanas eliminaram vários navios de guerra iranianos a 10 de março, incluindo 16 navios lançadores de minas perto do estreito de Ormuz", pode ler-se, num comunicado.
Numa nota anterior nas redes sociais, as forças norte-americanos sublinharam que estão "a minar a capacidade do regime iraniano de projetar poder no mar e de hostilizar a navegação internacional".
"Há anos que as forças iranianas ameaçam a liberdade de navegação em águas essenciais para a segurança e prosperidade americanas, regionais e globais", destacaram.
Antes, o presidente dos EUA tinha anunciado a destruição de 10 destes navios.
"Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atacámos e destruímos completamente dez navios lança-minas. E mais virão", sublinhou, numa breve mensagem publicada nas suas redes sociais, sem adiantar mais detalhes sobre a localização dos navios ou se eram iranianos.
O chefe de Estado norte-americano já tinha avisado Teerão para as consequências sem precedentes caso o país decidisse instalar minas no estreito de Ormuz no âmbito da resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.
A mensagem de Trump surgiu na sequência de uma notícia da CNN, citando fontes anónimas próximas dos serviços de informação norte-americanos, de que o Irão tinha de facto começado a instalar minas no Estreito de Ormuz, por onde passa quase um quinto da produção mundial de petróleo e onde o tráfego está praticamente paralisado
A reação de Trump realça a importância estratégica do estreito de Ormuz para a economia global e, especificamente, para a economia norte-americana.
As consequências negativas para as finanças, agravadas pela subida dos preços do petróleo, representam um ponto crítico para a administração Trump, que está a ser questionada, inclusive por alguns dos seus apoiantes, por ter iniciado a intervenção numa região tão complexa como o Médio Oriente.
As dúvidas sobre a duração da ofensiva e o receio de que se possa tornar num conflito prolongado colocam os republicanos numa posição delicada no período pré-eleitoral, antes das eleições intercalares de 03 de novembro.
Além disso, foi divulgado hoje que cerca de 140 militares norte-americanos ficaram feridos, oito deles com gravidade, em ataques iranianos lançados contra bases norte-americanas em países do Golfo Pérsico em resposta à ofensiva conjunta EUA-Israel contra a República Islâmica, segundo o Pentágono.
Durante o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, pelo menos sete militares norte-americanos foram mortos em ataques iranianos, os seis primeiros durante um ataque com um drone no Kuwait.
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, avisou que hoje seria o dia de bombardeamento mais intenso no Irão desde o início da guerra e afirmou que a capacidade de resposta de Teerão diminuiu à medida que a ofensiva, que também tem como alvo a indústria de defesa iraniana, continua.
A ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel há onze dias para decapitar a República Islâmica resultou em mais de 1.200 mortes em solo iraniano.
Desde então, Teerão levou a guerra a uma dezena de países da região, atacando Israel, bem como os interesses americanos na área.
Leia Também: Israel anuncia nova "onda de ataques" contra Teerão
As forças israelitas divulgaram hoje à noite que começaram uma "onda de ataques" contra Teerão, pouco depois de se terem ouvido novas explosões na capital iraniana.


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