Por LUSA
Os Países Baixos anunciaram hoje o envio temporário do pessoal da embaixada no Irão para o Azerbaijão, revelou o chefe da diplomacia neerlandesa. Decisão idêntica tomou o Governo austríaco, que ordenou no sábado a transferência da sua embaixada de Teerão para Baku.
A Dinamarca também anunciou o encerramento temporário da sua embaixada no Irão devido à situação de segurança, disse o chefe da diplomacia dinamarquesa, Lars Løkke Rasmussen.
"A situação de segurança é tão grave que não podemos manter uma embaixada", afirmou à imprensa.
Na quinta-feira passada, também Itália anunciou o encerramento da embaixada em Teerão e a transferência do pessoal para o Azerbaijão, sublinhando que Roma "não cortou relações diplomáticas" com o Irão.
No sábado, o Governo francês afastou para já a hipótese de evacuar a embaixada, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros gaulês, Jean-Noël Barrot.
A Espanha completou no sábado a retirada do seu embaixador em Teerão e do restante pessoal da missão diplomática na capital iraniana, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares.
A Rússia informou na quinta-feira que retirou mulheres e crianças da embaixada no Irão, mantendo contudo a maioria do pessoal diplomático no país.
Desde 28 de fevereiro, com os ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, a região está em conflito e o desfecho é imprevisível.
A 14 de janeiro, ainda antes do ataque israelo-norte-americano de 28 de fevereiro, Portugal determinou o encerramento temporário da embaixada no Irão, numa altura em que ocorriam manifestações massivas contra o regime iraniano.
"O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa que foi determinado [...] o encerramento temporário da embaixada de Portugal no Irão", referiu numa nota oficial.
O Irão estava então a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.
A Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou ter confirmado a morte de pelo menos 7.015 pessoas durante a onda de protestos, incluindo 6.508 manifestantes, 226 crianças e 214 pessoas ligadas ao governo. Os dados mais recentes foram atualizados em 15 de fevereiro.
Estados Unidos e Israel têm em curso há 11 dias uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão, que causou mais de mil mortos até agora, maioritariamente iranianos.
O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.
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