Rádio Sol Mansi / Radio Voz Do Povo 23 04 2026
GOVERNO GUINEENSE RESPONSABILIZA PORTUGAL PELA RETENÇÃO DE CINCO ESTUDANTES EM LISBOA
O governo guineense responsabilizou esta quinta-feira, as autoridades portuguesas pela retenção de cinco estudantes guineenses no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
Pelo menos cinco estudantes guineenses estão retidos há uma semana no aeroporto de Lisboa por que os documentos apresentados ainda não permitem a entrada no país e outros cinco acabaram repatriados.
Sobre o assunto, o ministro da justiça Carlos Pinto Pereira remeteu as responsabilidades neste caso, às autoridades portuguesas por serem as mesmas a validar e emitir todas as documentações dos referidos estudantes, solicitando a devolução das somas em dinheiro, gastas pelos estudantes na aquisição de todos os documentos exigidos.
Entretanto, diz que o executivo não tem nada a ver com esse assunto por se tratar de bolsa de estudo de regime internacional, onde cada instutuição do ensino português anuncia na internet, as vagas existentes para estudantes de qualquer país.
Cinco estudantes foram repatriados esta terça-feira, os outros cinco ainda se encontram à espera de saber se podem ou não ficar.
Estes jovens terão ficado retidos devido à dificuldade em comprovar que tinham condições de estadia e subsistência. Apesar de já terem sido previamente aceites por instituições de Ensino Superior.
Segundo um órgão de comunicação portuguesa, a demora nos processos de visto pode ter contribuído para esta situação e os estudantes que permanecem no aeroporto Humberto Delgado deverão ser repatriados nos próximos dias.
Em resposta, a Polícia de Segurança Pública (PSP) confirma que há cinco jovens guineenses, com idades entre os 23 e 34 anos, "em situação de recusa de entrada em Território português" e, por isso, "a aguardar reembarque", no Aeroporto de Lisboa.
Uma situação que dura “há cerca de cinco dias, nos termos legais aplicáveis”, sublinha a PSP.
Quanto à recusa de entrada e território nacional, a autoridade indica que “resultou do facto de não reunirem as condições legais de entrada (...) designadamente no que respeita à comprovação de meios de subsistência e à verificação da finalidade e condições da estada, conforme previsto na legislação aplicável ao controlo de fronteiras”.
Durante a permanência na zona internacional, a PSP garante que lhes estão a ser asseguradas as condições básicas, nomeadamente alimentação três vezes por dia e acesso a condições de higiene, incluindo banho sempre que solicitado, diz a mesma fonte.

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