terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Dois petroleiros atingidos por 'drones' em porto russo no Mar Negro... Dois petroleiros gregos fretados pela petrolífera do Cazaquistão foram hoje atingidos por 'drones' próximo do porto russo de Novorossiysk (Mar Negro), segundo fontes oficiais.

Por  LUSA 13/01/2026

A empresa petrolífera e de gás cazaque KazMunayGaz informou que um 'drone' ucraniano atacou um petroleiro que aguardava carregamento no terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (KTK), em Novorossiysk. 

Do ataque ao navio 'Matilda' - fretado pela Kazmortransflot, uma subsidiária da KazMunayGaz - resultou numa explosão, que não provocou incêndio, afirmou a empresa no seu canal de Telegram. 

A empresa adiantou que "não há vítimas entre a tripulação" e que "de acordo com as estimativas preliminares, o navio continua em condições de navegar e não foram observados danos estruturais graves". 

O Ministério da Energia do Cazaquistão confirmou o incidente e revelou que o petroleiro "Delta Harmony" também foi atacado enquanto aguardava para ser carregado. 

As tripulações de ambas as embarcações saíram ilesas, confirmaram as autoridades. 

Este é o quarto ataque contra o Consórcio Oleoduto do Cáspio (CPC, na sigla em inglês), depois da estação de bombagem de Kropotkinskaya e dos escritórios em Novorossiysk. 

O terminal do CPC, onde termina um dos maiores oleodutos do mundo e por onde transita aproximadamente 80% do petróleo do Cazaquistão, já foi alvo de quatro ataques em 2025. 

A 29 de novembro, um 'drone' marítimo atingiu um terminal de carga no porto russo de Novorossiysk causando danos consideráveis e prejuízos entre 70 e 100 milhões de dólares para o Cazaquistão. 

O consórcio CPC integra grandes empresas do Cazaquistão, Estados Unidos, Rússia e vários países europeus, e acusou a Ucrânia de "ameaçar os interesses dos países participantes". 

A 30 de novembro, as autoridades cazaques pediram à Ucrânia que cessasse os ataques ao terminal do CPC.

Paralelamente, o Ministério dos Assuntos Marítimos da Grécia informou hoje à AFP que dois petroleiros gregos foram atingidos por 'drones' perto do porto russo de Novorossiysk, sem sofreram danos graves. 

Atenas não especificou a origem dos aparelhos não tripulados. 

O Matilda e o Delta Harmony - operados por duas empresas gregas e ostentando bandeiras maltesa e liberiana, respetivamente - "foram atacados por dois 'drones', mas não sofreram danos graves", afirmou um porta-voz do ministério. 

Kiev ainda não se pronunciou sobre as alegações de estar na origem do ataque. 

Os ataques russos e ucranianos contra embarcações civis têm vindo a aumentar nas últimas semanas. 

Na segunda-feira, a Ucrânia acusou a Rússia de utilizar 'drones' para atacar dois navios cargueiros com bandeiras do Panamá e de San Marino, que se encontravam junto a um porto ucraniano no Mar Negro, ferindo uma pessoa.  

Vários ataques semelhantes já tinham ocorrido anteriormente, assim como ataques russos à infraestrutura portuária ucraniana.  

Kiev, por sua vez, reivindicou a responsabilidade, no início de dezembro, pelos ataques a três petroleiros ligados à Rússia no Mar Negro e no Mediterrâneo. 


Leia Também: Trump quer a Gronelândia, a Europa quer a Gronelândia. E o que quer a Gronelândia? A CNN Portugal foi saber no meio do gelo

Tillie Martinussen, política e ativista pelo ambiente em Nuuk, denuncia o desrespeito sentido pela Gronelândia face a tentativas de influência estrangeira. Entre a histórica presença dos EUA e os investimentos da China, a ilha mantém-se firme, reafirmando que não se vende nem se verga perante ameaças.

A reportagem é dos enviados-especiais da TVI e da CNN Portugal Sérgio Furtado e Miguel Bretiano, que estão em Nuuk, capital da Gronelândia.


Sem comentários:

Enviar um comentário